Analisando Olavo de Carvalho sem preconceitos

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Comecei a me interessar pelo liberalismo em 2011. Na época, a linha que mais me atraía era a do libertarianismo. Nos grupos que seguem essa linha, Olavo de Carvalho não era dos autores mais bem quistos. Nesse sentido, acabei aderindo a esse preconceito de forma meio automática, sem analisar profundamente sua produção.

O tempo passou, amadureci, mudei algumas visões. Uma tendência que temos quando nos interessamos por determinada escola ideológica é o de querer reduzir tudo a uma disputa entre certos e errados. Com o tempo (pelo menos, para as pessoas sensatas), a gente desradicaliza e passa a avaliar o mérito das coisas mais caso a caso e não balizado por um enquadramento moral geral.

Nesse contexto, dois fatos me fizeram olhar novamente a obra de Olavo de Carvalho. Diria que foi um processo divido em dois momentos. Em 2014, li duas obras dele e gostei bastante do nível de erudição e de sofisticação narrativa, além da profundidade do conhecimento. Nesse ponto, passei a entender melhor que o Olavo das redes socais é mais uma personagem que ele criou para atrair mais pessoas.

O outro passo aconteceu neste ano. Dois caras, cujas ideias eu respeito bastante, são alunos do Olavo. Esse foi um fator fundamental para eu buscar mais obras do autor e, até, ficar tentado a me matricular em seu curso de filosofia online.

No pouco que li nessa retomada, dois argumentos dele me chamaram bastante atenção. Em um dos artigos do livro O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota, ele explica que devemos estudar não para querer controlar o mundo, mas sim para entendê-lo. Ele também explica que devemos buscar o conhecimento para resolver uma questão concreta em nossas vidas, e não apenas por diletantismo.

A conclusão que tiro é que não devemos fazer julgamentos peremptórios sobre ninguém, principalmente quando não nos aprofundamos na obra da pessoa. Olavo pode ter algumas opiniões bem equivocadas, mas a maior parte de sua produção me pareceu bastante séria e acurada academicamente. Quem sabe não retorno aqui mais para frente para dar mais impressões. Veremos!

 

 

A Redenção de Cachito Ramirez

Em 2011, o Corinthians foi eliminado na pré-Libertadores pelo pequeno Tolima do Colômbia. Um jogador ficou especialmente marcado, Luiz Ramirez. O peruano entrou no segundo tempo do jogo de volta e acabou expulso em um momento em que o time buscava uma reação.

A partir de então ele caiu em desgraça no Parque São Jorge e foi emprestado (e logo depois devolvido) para a Ponte Preta. Quando parecia que sua história estava fadada ao fracasso, Tite lhe deu uma oportunidade no fim de um jogo decisivo contra o Ceará e ele fez o gol da vitória, que manteve o Timão na liderança e permitiu um passo importante rumo ao título brasileiro.

Em 2011, o Corinthians foi eliminado na pré-Libertadores pelo pequeno Tolima do Colômbia. Um jogador ficou especialmente marcado, Luiz Ramirez. O peruano entrou no segundo tempo do jogo de volta e acabou expulso em um momento em que o time buscava uma reação. A partir de então ele caiu em desgraça no Parque São Jorge […]

via A Redenção de Cachito Ramirez — All Sports FC

Como criar uma cidade empreendedora? 5 pontos-chaves para fomentar negócios inovadores

GIF CITYO empreendedorismo é um fator fundamental para o desenvolvimento de qualquer cidade, região ou país. Contudo, muitos gestores públicos se perguntam quais pontos devem ser trabalhados para criar um ecossistema que fomente o surgimento de empresas inovadoras e sustentáveis.  Há vários fatores que influenciam esse processo, um caminho, porém pode ser o apontado pela UP Global.

Uma pesquisa elaborada pela entidade indica cinco pontos que permitem o surgimento de um ambiente empreendedor e inovador: talento, densidade, cultura, capital e ambiente regulatório. Para entender melhor vamos analisar cada um separadamente.

Talento

Esse elemento é bem óbvio, né? Empresas inovadoras são fruto do trabalho de pessoas talentosas. Para ter mais gente com talento, os gestores públicos devem investir em capital humano. Isso é feito por meio da melhoria na qualidade da educação e também em colaboração com entidades de capacitação técnica, como as do Sistema S, a Endeavor, a Emater entre outras.

Além disso, o estudo destaca que além de formar empreendedores, o gestor deve incentivar relações trabalhistas mais flexíveis (principalmente para pequenos negócios), que também atraiam pessoas talentosas de outros lugares.

A pesquisa destaca ainda a importância de promover ambientes de trabalho diversos, com presença de pessoas com diferentes origens, com um bom balanço na proporção entre homens e mulheres e com a presença de pessoas de todas as cores. Essa interação multicultural contribui para gerar mais criatividade e modelos de negócios mais inovadores.

Densidade

Não basta ter gente talentosa. Para criar um ambiente de negócios saudável e inovador é necessário facilitar a interação, ampliando a densidade de talento. Para isso, os gestores públicos devem fomentar políticas que fortaleçam clusters e arranjos produtivos locais. Outra iniciativa útil é criar hubs de empreendedores, como fezpor exemplo a prefeitura de Florianópolis. Além disso, é fundamental ampliar a conexão entre as empresas e as universidades. A proximidade fortalece a interação face a face, que estimula a cooperação e a competição.

Cultura
GIF BOLHAA cultura é a mistura que vai dar sustentabilidade a um ecossistema empreendedor e inovador. Nesse sentido, é importante que gestores públicos incentivem o empreendedorismo, dando destaque a empresários de pequenos negócios que vem se destacando, como formar de criar referências para que deseja abrir sua própria empresa.

Além disso, é fundamental incluir o empreendedorismo na grade curricular (como fez a prefeitura de São José dos Campos). Assim, a jovem aprenderá que há outros caminhos profissionais, além de ser empregado de uma empresa.

Por fim, a pesquisa ressaltar a importância de criar um ambiente que não puna os empreendedores que decidiram correr riscos para alavancar seu negócio. A falha gera um importante aprendizado, que permitirá que o empreendedor crie negócios mais sustentáveis e robustos. Para isso, é necessário que os gestores públicos invistam em políticas que facilitem o fechamento ou a falência da empresa de forma rápida e sem custos exagerados.

Capital

Esse elemento também já é bem conhecido. Empresas necessitam de capital para crescer. Então, se o gestor quer negócios fortes em sua cidade, é preciso articular formas de proporcionar acesso simplificado a financiamento a taxas de juros que incentivem o investimento. Isso pode ser feito por meio de cooperativas de créditos, agências de desenvolvimento, sociedades garantidoras de crédito, economia solidária, investidores anjos, capital semente entre outros meios.

Ambiente regulatório

Smart cityPor fim, para que empresas nasçam e floresçam, é necessário que as regras do jogo sejam simples e claras. A insegurança jurídica e a burocracia são as maiores inimigas da inovação e do investimento. Um dos caminhos é a implementação da Redesimples, que busca simplificar os processos de abertura e licenciamento de empresas. Outro é efetivar o princípio do “pense no pequeno primeiro”, que diz que toda e qualquer legislação deve oferecer tratamento diferenciado para os pequenos negócios.

Texto originalmente publicado no Portal do Desenvolvimento

Pequeno negócio tem direito a desconto no valor da multa

dinheiro_1-300x200Hoje damos continuidade a nossa série sobre direitos que diversas instituições trazem para os pequenos negócios (para ler os textos anteriores, você pode clicar AQUI).  O assunto agora é multa. Apesar de esse parecer um tema negativo, este texto trará boas notícias.

O artigo 38B da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas (LC123/2006) estabelece que os pequenos negócios têm desconto no valor das multas referentes a obrigações acessórias com órgãos e entidades públicos federais, estaduais e municipais.  O tamanho da redução depende do porte da empresa. No caso do Microempreendedor Individual (MEI), o abatimento chega a 90%!

Leia o texto completo AQUI

Lei Geral da Micro e Pequena Empresa não fere o princípio da igualdade

Algumas pessoas se opõem à Lei Geral da Micro e Pequena Empresa alegando que ela fere o
princípio da igualdade, que está no artigo 5º da Constituição Federal:

Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade.

Nesse sentido, esse grupo defende que ao estabelecer um tratamento diferenciado para os pequenos negócios, a lei criaria uma desigualdade. Bem, este texto tem o objetivo de provar que esse argumento é falso. Vamos lá!

Leia o texto completo no Portal do Desenvolvimento.

Pequeno negócio não pode ser multado de primeira – conheça o princípio da dupla visita

A Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (LC123/2006), no seu capítulo VII, concretizou o princípio da fiscalização orientadora e da dupla visita. O que são esses dois preceitos?

Fiscalização orientadora

 O princípio nao-me-digada fiscalização orientadora define que a atuação dos fiscais deve ser primeiramente a de educar e orientar o empreendedor sobre as inadequações em seu negócio. O fiscal, como portador de um conhecimento mais detalhado, deve atuar como parceiro, pressupondo boa fé por parte do empresário.

Veja o texto do artigo 55: “a fiscalização, no que se refere aos aspectos trabalhista, metrológico, sanitário, ambiental, de segurança e de uso e ocupação do solo das microempresas e empresas de pequeno porte deverá ter natureza prioritariamente orientadora, quando a atividade ou situação, por sua natureza, comportar grau de risco compatível com esse procedimento”.

Leia o texto completo AQUI.

Como funciona o teto salarial da NBA?

Teto salarial

Você quer entender melhor como funciona o teto salarial da NBA, a maior liga de basquete do mundo? Neste vídeo vou explicar ponto por ponto de forma rápida e didática. Você vai saber mais sobre:

– O que é o Basketball Related Income – BRI?;
– O que é luxury tax?;
– Reajuste anual do teto salarial;
– Exceções ao teto salarial.

11 benefícios que a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa traz para os produtores rurais

AgricultorAlgumas pessoas não sabem, mas a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (LC 123/2006) também traz benefícios para o produtor rural. E é muita coisa boa! O artigo 3º equipara o produtor rural pessoa física e ao agricultor família, que respeitem os limites de receita estabelecidos na Lei Geral, às micro e pequenas empresas.

Que limites são esses? A microempresa pode ter receita bruta de até R$ 360 mil/ano e a empresa de pequeno porte de até R$3,6 milhões/ano.

Leia o texto completo AQUI.

Ron Artest e a maior briga da história da NBA

artest-jpg_910473_ver1.0No dia 19 de novembro de 2004, a NBA presenciou a pior briga de sua história. O incidente ocorreu no jogo entre Indiana Pacers e Detroit Pistons. Depois de se estranhar com o pivô Ben Wallace, Ron Artest deitou na mesa dos árbitros. Foi aí que um torcedor dos Pistons jogou um balde de pipoca nele. O que se viu então foi uma pancadaria envolvendo fãs de Detroit e jogadores do Indiana.

O Youtube pode virar um oligopólio?

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O Youtube é uma das redes que mais crescem no mundo. Isso tem atraído cada vez mais investidores. O investimento vem dobrando de m ano para o outro. O gasto médio subiu 60% e o investimento em programada 40%, segundo pesquisa realizada com as 100 maiores marcas globais pela consultoria Pixability.

A plataforma de vídeos é uma das poucas mídias sociais que divide lucro com seus usuários criadores de conteúdo. Isso atrai uma imensidão de gente que deseja fazer dinheiro e ganhar visibilidade. Contudo, com o crescimento exponencial de creators, as publicidade fica pulverizada e o RPM (receita por mil views) diminui.

A solução, além de buscar fontes alternativas ao adsense, tem sido se filiar a umanetwork, que são empresas que reúnem um conjunto de canais e oferece uma série de serviços de suporte, como consultoria na produção do conteúdo, negociação de direitos autorais e intermediação na venda de publicidade.

Nesse ponto é que está baseado o questionamento do título desse texto. Se está cada vez mais difícil se destacar sozinho no Youtube e as networks tem se apresentado como principais intermediárias na curadoria e promoção de canais, então a plataforma corre o risco de perder a seu charme de empoderar creators e se transformar em um oligopólio dominado por grandes networks? Existe um risco de concentração do pólo emissor? Isso pode levar ao controle dos conteúdos e à perda da criatividade?

Apesar de haver alguma possibilidade de isso acontecer, o grande impedimento desse movimento centrípeto é exatamente a inventividade e o empreendedorismo. Sempre haverá um gama imensa de pessoas talentosas empreendendo sozinhas ou em pequenas parcerias e oferecendo um conteúdo de qualidade. Como bem destacou o canal Youpix, vivemos atualmente o Creators Shift, ou seja, a era dos criadores independentes de conteúdo.