Na prática, a teoria é outra

Hoje, dia 26 de julho, os trainees participaram da oficina de negociação. Uma das dinâmicas realizadas mostrou como é difícil promover o associativismo.

Aqui neste blog, já foi defendido que o associativismo é um passo fundamental para a sustentabilidade das MPE. Inclusive, Sérgio Buarque de Holanda explica uma das característica da sociedade brasileira, herdada dos portugueses, é o excesso de individualismo.

Na dinâmica, havia dois grupos que faziam papel de fornecedores do Sebrae e disputavam uma prestação de serviço à instituição. Nenhum dos grupos tinha todos os serviços necessários para fechar o negócio. Porém, ambos, em vez de buscarem associação, disputaram os serviços entre si. O grupo vencedor fechou com uma parcela ínfima de lucro.

A disputa entre os grupos possibilitou ao grupo que representava o Sebrae controlar o preço, ao fomentar a competitividade entre os grupos representantes das fornecedoras.

A lição que fica é que o associativismo é um processo complexo, que envolve renúncias dos participantes para que todos possam sair ganhando.

Nós, trainees, que assistimos palestras nas quais o tema foi excessivamente defendido, acabamos agindo da forma que condenamos. Em vez de colaborar, entramos em uma competição que fez as duas MPE perderem. Então, fica o aprendizado de que promover o associativismo é algo muito mais complicado do que parece.

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