Considerações sobre a cordialidade

A principal estratégia de promoção da Copa 2014, que será realizada no Brasil, focará a receptividade e o lado caloroso do povo brasileiro.

Parece uma opção certeira. No entanto, é forçoso fazer algumas conjecturas a respeito do assunto. O jeito caloroso, com forte inclinação para a informalidade, que caracteriza o brasileiro e que levou o autor Sérgio Buarque de Holanda a cunhar o termo “homem cordial”, é uma faca de dois gumes.

Tomemos como exemplo um japonês. Na cultura dele, o excesso de intimidade e o “desrespeito” a certas barreiras formais de relacionamento podem parecer ofensivas e invasivas.

Contudo, qual o limite entre agradar os turistas e renunciar à prórpia cultura? Se um japonês vem ao Brasil, ele não deve esperar o mesmo tipo de relação que tem em seu país. Afinal, é essa possibilidade de relacionar-se com uma cultura diferente que atrai turistas estrangeiros.

Acho que o Brasil deve fazer uma copa brasileira, respeitando as caracterísitcas do país. É importante receber bem o turista para que ele sinta vontade de retornar ao país e que divulgue o Brasil entre os conhecidos. Contudo, o Brasil não deve envergonhar-se de si e  querer ser um país europeu. Não podemos incorrer em uma auto-censura e omitir os traços culturais positivos. Só assim o país terá um diferencial turístico competitivo que vá além das paisagens naturais.

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