II Fórum Banco Central sobre Inclusão Financeira – dia 1 – Painel I


Começou hoje, dia 17 de novembro, o II Fórum Banco Central sobre Inclusão Financeira, promovido pelo Sebrae e pelo Banco Central em parceria com a OCB, a Febraban e Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

Nesta quarta foram realizados dois painéis: “Promovendo a Inclusão Financeira Global – Princípios e plano de ação do Grupo de Especialista em Inclusão Financeira(Fieg) do G20” e “Desafios e Diagnósticos da Inclusão Financeira no Brasil”.

Painel I

O primeiro painel teve como objetivo explicar a atuação do G20, grupo formado em 1999 com as 20 maiores economias do mundo, na disseminação da inclusão financeira entre os países membros e não membros.

Segundo Rodrigo Porto, vice-presidente do grupo de Acesso por Meios Inovadores do Fieg/G20, desde de sua criação o grupo tem incluído na pauta o tema da inclusão financeira, porém “com a crise financeira de 2008, a inclusão financeira passou a ser mais abordada nos encontros”.

Porto explicou que o G20 passou a nortear suas ações com base nos princípios para inclusão financeira inovadora : liderança; diversidade; inovação; proteção; capacitação; cooperação; conhecimento; proporcionalidade; e estrutura (regulação).

Baseado nessas diretrizes, o grupo estabeleceu um plano de ação com três objetivos:

– promover a parceria global;
– implementar os princípios;
– abrir fontes de financiamento para as micro, pequena e médias empresas.

Para executar o plano, o G20 conta com auxílio de várias entidades. Entre elas está a Consultative Group to Assist the Poor (CGAP), uma instituição ligada ao Banco Mundial que abrange 33 organismos de instituições ligadas a questão da inclusão financeira.

Segundo a representante do CGAP, Denise Dias, o órgão auxilia o G20 em três frentes: infraestrutura; relacionamento com doadores e financiadores e regulação e políticas públicas.A instituição desenvolveu 11 diagnósticos locais de países que tem boas práticas de inclusão financeira, que servirão de subsidio para a construção de um modelo de atuação do G20.

Outra instituição que auxilia o G20 é o International Finance Corporation (IFC), que é um braço do Banco Mundial que trabalha com o setor privado.O De acordo com o especialista em microfinanças do IFC, Tarence Gallagher, a entidade realiza estudos para verificar as lacunas financeiras existentes pelo mundo. “Até 180 bilhões de dólares estão faltando para financioamento”, afirmou Gallagher.

O objetivo do grupo é constituir um fundo que direcionará recursos para projetos de inclusão financeira selecionados pelo IFC. Porém, antes de chegar a esse ponto, Gallagher explica que é preciso criar consenso entre os membros para implementar políticas públicas comuns na área financeira.

Para isso é necessário aumentar a confiabilidade dos dados existentes sobre exclusão financeira. Nesse ponto, Gallagher fala em consonância com Celina Lee, representante da Alliance for Financial Inclusion (AFI). Lee explicou que a AFI é uma rede de promotores de políticas públicas, que atua em mais de 50 países. Segundo ela, “os dados das pesquisas realizadas pelo mundo ainda são muito imprecisos por conta da informalidade”.

Dessa forma, as políticas públicas voltadas para a inclusão financeira acabam não surtindo o efeito desejado. De acordo com Lee, é fundamental aprimorar e harmonizar os dados para que os países possam conversar e agir conjuntamente para aumentar a inclusão financeira.

Texto Pedro Valadares

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