Bin Laden está morto, o terrorismo não!

O  presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou, no início desta segunda-feira, a morte de Osama Bin Laden. Uma imensa multidão foi às ruas comemorar o fim do suposto chefe terrorista.

Porém, em um momento de comoção popular, é bom lembrar que a morte de Bin Laden só serve para saciar a sede de vingança do ataque de 11 de setembro de 2011. É muita ingenuidade pensar que a morte de Bin Laden botará fim às ações terroristas pelo mundo e acabará com as ameaças ao território norte americano. Sem a sombra do triunfalismo, a lógica mostra que o movimento terrorista não tem como chefe apenas o saudita.

Grande feito de Obama era plataforma principal de Bush

É preciso lembrar que os EUA foram vítimas de outros ataques de grupos variados, antes mesmo do nome de Bin Laden ficar famoso na mídia. Por fim, é incrível pensar que o feito que talvez mais dê força ao combalido governo de Obama, tenha sido exatamente um dos grandes pilares do infeliz governo Bush.

Obama colhe louros envelhecidos, que não se conectam com suas plataformas de campanha. Gostaria de fechar este post ressaltando que, apesar das ressalvas que fiz, a morte de Bin Laden entra para história. A partir de agora, temos um novo marco que servirá tanto para capitalizar as proezas do governo Obama, quanto para incentivar a formação de novas frentes extremistas islâmicas, muitas querendo vingar Bin Laden. Veremos o que nos espera!

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4 pensamentos sobre “Bin Laden está morto, o terrorismo não!

  1. Concordo, Pedrão.

    A morte de um homem não mata, necessariamente, suas ideias, ainda mais quando as ideias não são propriamente só “suas”. No Al Qaeda, pelo que li, o procedimento normal é: uma vez morto o n° 1, o n° 2 passa automaticamente a chefiar (um egípcio já é o novo líder, se não me engano). A continuidade das ‘ideias’, em tese, é mantida.

    Demétrio Magnoli disse agora há pouco no rádio que a morte de Osama é o maior acontecimento do governo Obama. Concordo – se por acontecimento ele considerar impacto político e possibilidade de exploração em campanha – e discordo – se os resultados fossem medidos por melhoria real na qualidade de vida das pessoas do seu país (mas ainda não sei se a política serve mesmo para isso).

    Enfim, muito pertinente o post e o blog cada dia melhor!

    Abraço, véio.

    • Concordo plenamente, meu velho! A morte de Bin Laden não traz de volta as vidas perdidas nem no 7 de setembro, nem nas guerras infundadas no oriente médio. Populações inteiras foram tratadas como quadrilhas por conta de um grupo extremista.

  2. Debate importante e oportuno!

    Os dois Pedros falaram muito bem. A morte de Bin Laden é e não é um grande feito do governo Obama em particular – e acredito que revela uma redenção do novo presidente americano ao “discurso” de Bush.

    O fato é esse. Bin Laden morreu durante o governo Obama. O resto a ser dito – principalmente pelo próprio governo americano e/ou pela Al Qaeda – é manipulação dos fatos para criação de ideias. E é com isso que temos de tomar mais cuidado.

    • Bia, concordo plenamente. Se os Estados Unidos se sente no direito de matar Osama Bin Laden, porque ele atacou o país, então os iraquianos tem o direito de matar George Bush por terem sido atacados. Realmente, é tudo questão de manipulação dos fatos de acordo com as conveniências de cada um. Falou muito bem!

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