Rafinha Bastos – infeliz sim, criminoso não

O comediante Rafinha Bastos foi extremamente infeliz e insensível ao fazer uma piada sobre estupro. Porém, a história para por aí. É claro que, quando alguém trata de forma displicente temas sensíveis, causa grande incômodo e indignação.

Entretanto, entre fazer uma brincadeira de gosto muito discutível e incitar um crime há uma distância monstruosa. Muitas pessoas que se sentiram ofendidas com a piada do Rafinha acabaram exagerando no tom das críticas.  Nessas situações, quando as opiniões se extremam, todos perdem a razão. A indignação aceitável se mistura ao xiitismo e a discussão cai no vazio.

A democracia é assim, o direito de um acaba onde começa o de outro, Rafinha trabalha no limite. Quando ele passa do ponto, é mais construtivo protestar de forma consciente, explicitando os limites das brincadeiras. Querer a cabeça do humorista é perder a razão. Bastos pode não ter dimensionado o impacto da piada, mas quando ele passou a ser atacado, em vez de contestado, ganhou o direito de não se manifestar sobre o assunto. Julgaram sem ouvir o outro lado.

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