Divisão criará estados mais fracos

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Na última semana, foi destaque a notícia de que o estado do Pará pode ser dividido em três. Ao olhar o mapa e ver um estado que é do tamanho de uma região, até achei a proposta razoável. Contudo, com o passar do tempo, a ideia parece-me agora um paliativo. A divisão dos estados em municípios já deveriam cumprir o papel de regionalizar a gestão e aproximar sociedade e poder público.

Então, a criação de novos estados seria uma solução igual para o mesmo problema ou o atestado definitivo de insucesso do modelo municipal. Alguns podem alegar que o poder estadual fortalece mais uma região do que o poder municipal. Entretanto, se o Pará for dividido com essa alegação, precedentes perigosos estarão se abrindo para uma fragmentação de outros estados.

A melhor forma de controlar é a divisão. Quanto menor forem as partes, maior será a influência do todo, ou seja, quanto mais o estados se dividirem, mais o poder se concentrará na instância federal, transformando os municípios cada vez mais em meros executores das políticas federais.

A melhor forma de se fortalecer é criar canais de comunicação e negociar em bloco. Além disso, é preciso levar em consideração a verba que será necessária em caso da criação dos estados de Tapajós e Carajás. Teremos mais senadores, mais deputados, mais governadores, mais deputados estaduais para serem pagos.  Fragmentar é apenas adiar uma solução definitiva para velhos problemas.

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