Patrocinadores x televisão

Na final do campeonato brasileiro de basquete (NBB), após o jogo o jogador Márcio Cipriano dava entrevista com uma camisa com logos dos patrocinadores estrategicamente distribuídos para poder aparecer na televisão. Porém, o câmera deu um close para mostrar somente o rosto do atleta.

Essa luta, dos canais Globosat principalmente, contra mostrar marcas já levou muitas empresas a deixarem o esporte. É possível elencar várias como Leite Moça, Banespa entre tantas. Essa diretriz de impedir a citação do nome das marcas fica clara, quando Galvão Bueno chama a equipe de fórmula 1, Red Bull, de “RBR” ou quando chama o time Pão de Açucar de “PAEC”.

É uma prerrogativa da emissora adotar esse tipo de política para valorizar suas patrocinadoras oficiais.

Allianz Arena, nome da empresa em destaque

Contudo, muitas vezes essa atitude pode complicar muito a vida de atletas que estão começando e que dependem de pequenos patrocínios. Nesse ponto, pode-se identificar uma situação paradoxal.

Ao mesmo tempo que os canais dependem de atletas de destaque para ganharem audiência, esportistas dependem de patrocinadores para financiarem suas atividades. Se as emissoras espantam os patrocinadores, de alguma forma enfraquecem o esporte, que é uma mercadoria da própria emissora.

Pode-se enxergar essa situação também como uma maneira das emissoras de ganhar mais influência sobre os esportes, como é o caso do futebol.

Nos jogos da seleção, ninguém tem medo de dizer o nome da Emirates

Outro ponto importante é que muitos clubes pretendem financiar seus estádios por meio dos naming rights. Essa estratégia já é usada na europa. O estádio da final da Copa de 2006 era o Allinaz Arena e o local preferido pela seleção brasileira para sediar seus amistosos é o Emirates Stadium. O intrigante é que nos canais Globosat esses nomes nunca foram vetados ou escondidos. No entanto, no caso brasileiro, o Atlético Paranaense nunca conseguiu ter seu estádio chamado de Arena Kyocera, um dos motivos que levou a empresa a não renovar o contrato.

Eu não tenho uma solução para esse problema, minha intenção aqui é expor para não fingir que ele não existe.

Boa semana a todos!

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8 pensamentos sobre “Patrocinadores x televisão

  1. Ridiculo por parte da globo fazer isso, depois vem com propagandas e apelos durante a programacao, citando apoio e luta por melhorias no esporte.
    A responsabilidade social dessa emissora é zero, estarei feliz quando o crianca esperanca nao arrecadar nem um real.
    Enganadores, a gente ve por ali!

    • Junior, você tem razão. A posição da Globo em relação aos patrocínios é dúbia. ao mesmo tempo que exalta a aimportância, não dá visibilidade para as empresas que investem no esporte. A única solução é mobilização çpor parte dos atletas, que deveriam ser os maiores interessados no assunto.

      Abraços e obrigado pela visita! Volte sempre! Você é sempre bem vindo.

  2. Voce esta certo, reaumente a globo naum ajuda, só atrapai os esporte, imajine os caras que depende de patrociniu, a globo queima os cara, naum ajuda mesmo, axo issu um abssurdo. Disculpi os erro. valeu!

  3. Quando galvão Chama a Red Bull de RBS?

    NO PROPRIO CARRO E NA LISTA DE POSIÇÃO INTERNACIONAL ESTÁ ESCRITO RBR!

    Isso já tá virando mania de criticar a Globo,que saco hein galera.

    • Chgarlie, a questão não é criticar a Globo. Essa é uma norma da emissora, que ela mesmo assume. O objetivo do texto é só uma análise do que essa medida pode acarretar.

      Mas é só uma interpretação. Várias outras são possíveis. Os pontos discordantes ajudam a aprofundar o debate!

      Abraço e obrigado pela visita!

      Volte sempre! Você é sempre bem vindo!

    • Admilson, acho que é um círculo vicioso. Se um jogo é transmitido na Globo e na Band, as pessoas vão preferir assistir na Globo, pois eles tem uma estrutura de transmissão melhor.

      Agora, já temos caso em que a Globo ficou para trás. Na transmissão da final do Liga dos Campeões da Europa, entre Barcelona e Manchester, a Espn e RedeTV deram um banho na Globo, porque a emissora não tinha uma estrutura de comentaristas, narradores e repórteres familiarizados com a Liga.

      Acho que a questão é que as outras emissoras tem de realmente investir em esporte, com equipes qualificadas.

      Abraços e obrigado pelo comentário!

      Volte sempre!

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