Sobre públicas e privadas

Perfis diferentes exigem formas distintas de seleção

O funcionalismo público brasileiro possui muitas limitações ainda. Ele é muito burocratizado e inibe as inovações. Essa introdução cheia de lugares comuns é para alertar sobre a necessidade de uma mudança de paradigma.

Atualmente, o poder público tem captado as melhores cabeças, porque paga bons salários a profissionais em início de carreira. Contudo, esse mesmo jovem que a princípio optou por um concurso público, no futuro, buscará novos desafios.

A (quase instantânea) estabilidade proporcionada por uma vaga na administração pública pode, a longo prazo, causar dois efeitos. O primeiro é que aquele excelente estudante vai perder o encanto com o serviço que realiza e vai optar por se tornar um empregado comum e desfrutar do bom salário nas horas de folga.

O segundo é o profissional, depois de adquirir experiência, deixar o serviço público para ganhar melhor na iniciativa privada. É certo que para um ingressante no mercado de trabalho o poder público paga os melhores salários. Porém, quando falamos de cargos mais altos, a iniciativa privada passa a competir e com mais vantagens a oferecer.

É claro que existem muitas pessoas que ingressam em carreiras públicas por vocação e que constroem carreiras bem sucedidas e produtivas, mas não se pode negar o imenso contingente de jovens atrás apenas de um primeiro emprego com salário decente.

Essa situação me leva a duas conclusões. O poder público deve se desburocratizar, procurar formas mais maleáveis de seleção e planos de carreira mais arrojados. Já a iniciativa privada deve começar a se preocupar em investir verdadeiramente em jovens talentos, pagando bons salários e tornando processos de ingresso nas empresas mais claros.

Uma nova grande crise financeira se aproxima e somente com uma iniciativa privada mais aberta ao risco e um funcionalismo público mais flexível é que será possível manter o Brasil um país competitivo.

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2 pensamentos sobre “Sobre públicas e privadas

    • Grande, amigo Jóbio!! Muito bom seu aparte. Realmente, o funcionalismo dificulta mesmo a visualização dos resultados. Seria isso um efeito da grande burocratização?

      Abraços e obrigado pela visita!

      Volte sempre!

      PS: Excelente dica! Valeu.

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