Empresas sem fronteiras

O mundo possui hoje aproximadamente 7 bilhões de habitantes. Mais de 2 bilhões possuem acesso à internet. Se considerarmos que um quarto desses navegantes escrevem um texto por ano, temos 500 milhões de ideias e interpretações.

Como você pode notar, raro leitor, produção de conteúdo não parece ser a maior preocupação das empresas de informação. O grande desafio para as empresas é atrair para seu campo de atuação o maior número de internautas, ou seja, é criar plataformas para agrupar informações e aproveitar a multiplicidade de olhares.

É nisso que se baseia o crowdsourcing. De acordo com o criador do termo, Jeff Howe, a estratégia é “pegar um trabalho tradicionalmente designado a um empregado e externá-lo para um grupo indefinido, e geralmente grande, de pessoas através de uma chamada aberta, geralmente pela internet”.

Essa é uma tática que ganhou popularidade com as facilidades de compartilhamento que a web proporciona, principalmente por meio das mídias sociais, mas não é algo totalmente novo. Se pensarmos, por exemplo, em uma revista de artigos acadêmicos, que abre editais para que vários pesquisadores inscrevam suas pesquisas, estamos tratando de um caso clássico de crowdsourcing.

É a velha máxima de que duas (no caso milhões) cabeças pensam melhor do que uma. A Apple, que se tornou a empresa mais valiosa do mundo, abre sua plataforma para que desenvolvedores de todo planeta criem aplicativos para seus iphones e ipads. Dessa forma, a companhia consegue manter um alto nível de criatividade, sem ter de gastar um tostão com contratação de pessoal.

A Apple cria um foco para a produção de conteúdo e faz milhares de pessoas trabalharem (e ganharem) para ela. Assim, tem-se um jogo de ganhos múltiplos. O consumidor ganha um produto inovador, desenvolvedores do mundo todo ganham chance de lucrar com a venda de seus aplicativos na loja virtual da Apple e a empresa ganha com a venda de aparelhos e com uma porcentagem sobre a venda de aplicativos.

Outras empresas de destaque também vem investindo nesse modelo como o Facebook, o Google e o própria WordPress, que hospeda estas palavras que você lê por aqui.

Esse processo de inovação aberta tende a aprofundar-se cada vez mais, tornando o mundo cada vez mais meritocrático.

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Um pensamento sobre “Empresas sem fronteiras

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