Quando as empresas de garagem entram no mercado

A grande onda do mercado atualmente são as chamadas startups, empresas de tecnologia que estão surgindo por todos os lados. Essa tendência tem cativado especialmente os jovens. Filmes como “A Rede Social”, que conta a história de Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, contribuíram para estimular o empreendedorismo nessa faixa etária. No Brasil, os sites de compras coletivas, como o Peixe Urbano e Grupon, alavancaram a popularidade desse segmento.

O número de novos negócios que estão aparecendo é tão grande que já dizem que, assim como antigamente os jovens se reuniam nas garagens para formar uma banda, hoje eles se juntam para abrir uma empresa. Esse movimento tem, contudo, um lado ruim, pois muitos empreendimentos, apesar de inovadores, pecam na estrutura gerencial e acabam falindo rapidamente.

Alguns analistas dizem que essa tendência não passa de um modismo e que essa multidão de startups está criando a segunda bolha da internet, que levará muitos investidores a perder dinheiro em um futuro próximo.

No entanto, já há muitas iniciativas de apoio a esses empreendedores “tecnológicos”. Um exemplo é o Startup Farm, uma espécie de workshop que reúne ptenciais empresários “digitais” e mentores que ajudam a elaborar modelos de comercialização, planos de negócios, estruturar o fluxo de caixa e outras medidas que podem transformar ideias inovadoras em empresas sustentáveis economicamente.

É preciso, porém, que aja uma política mais robusta de apoio a esses negócios digitais, que podem contribuir para o PIB nacional, pois geram serviços de alto valor agregado. Além disso, é necessário que as universidades entendam o perfil desse mercado, incentivem o empreendedorismo e forneçam cursos específicos para atuar na internet.

Assista abaixo o trailer de “A Rede Social”, filme vencedor de três Oscar, e um dos maiores popularizadores dos empreendimentos “de garagem”:

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5 pensamentos sobre “Quando as empresas de garagem entram no mercado

  1. E como trabalham com baixo custo, é uma concorrência desleal para as empresas sérias e conceituadas que estão no mercado, dando duro para atender clientes cada vez mais exigentes.
    Devido ao baixo custo e falta de estrutura, essas “empresas de garagem”, assim como foi chamada na matéria, não atendem as necessidades de seus clientes.
    Isso reflete em todo o setor, deixando prováveis clientes desconfiados e com “um pé atrás” para qualquer negociação.

    • Raquel, primeiramente, obrigado pela sua visita. Eu usei o termo empresa de garagem em alusão à Microsoft, que surgiu dentro da garagem, se estruturou e cresceu. Creio que, se essas empresas nascentes forem bem amparadas, elas tem muito a contribuir. Há também outros modelos que possibilitam a participação de empresas independentes, como crowdsoursing.

      Porém, concordo com você, muitas desses empreendedores, para ganhar mercado, praticam um preço muito abaixo da média. A solução, ao meu ver, não é combater essas empresas e sim trazê-las par aum campo de mais profissionalismo, co parcerias, consórcios, joint venture etc.

      Obrigado e volte sempre! Você será sempre bem vinda!

    • Mas existem muitos empreendedores de “garagem”, que são sérios e com sede de crescer, com vontade de que sua empresa cresça, gere empregos, que gere valor a sociedade e contribua para o mundo de alguma maneira. Pessoas honestas e com escrúpulos nos seus acordos e que não usam da posição de “alça-de-botas” para ganhar vantagens injustas. Então concordo com o Pedro Valadares, a solução é incentivar, filtrar esses empreendedores e trazê-los para um campo de maior profissionalismo e parcerias. Afinal, nenhuma empresa começa grande, temos que parar com esse preconceito quanto as empresas de “garagem”, “fundo de quintal” e ter uma visão e análise mais profunda das mesmas. Empresários eu não sei, mas empreendedores de verdade sabem que o mundo é um laboratório e que há muito espaço para todos, pessoas, empresas de qualidade e com boas idéias para torná-lo cada vez melhor. Em toda área existem os bons e os maus profissionais, para mim empreender é um modo de vida, e modo de vida está ligado diretamente ao caráter. E da mesma forma que existem donos das pequenas empresas de péssimo caráter que trabalham com preços muito baixos e desleais, existem também as grandes empresas sem caráter, aquelas que conseguem favores de políticos, usam do seu poder, do seu monopólio para crescer cada vez mais e explorar a sociedade, com preços altíssimos, lucrando de maneira desleal.

      • Jean, você tem razão na sua explanação. Concordo plenamente com você. Não é o tamanho da empresa que indica se os preços são válidos e o trabalho é melhor. São as pessoas.

        Obrigado pela visita! Volte sempre!

  2. Pingback: Anatel mima operadoras e adia desenvolvimento do país « Pedrovaladares's Blog

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