Classe D impulsiona a economia no interior do Piauí

Empresária da cidade de Simplício Mendes

O interior do Piauí é um local de contrastes. É possível encontrar em municípios vizinhos caminhotes velhas sendo utilizadas para fazer transporte escolar de crianças e internet banda larga sem fio.

O geógrafo Milton Santos descreveu bem essa situação dizendo que um território pode abrigar muitos tempos, ou seja, conjugar o que de mais moderno com situações muito arcaicas.

É nesse cenário que se desenvolve o Programa Sebrae nos Territórios da Cidadania no Piauí. Tive a oportunidade de conhecer o território do Vale do Canindé, mais especificamente as cidades de Bela Vista, Colônia do Piauí, Simplício Mendes e Oeiras.

Algumas constatações da visita:

A vez da classe D

Quando estava voltando para Brasília, comprei no aeroporto de Teresina a revista Época Negócios, que tinha como matéria de capa a ascensão da classe D.

Percebi que a maioria das características apontadas pelo levantamento feito pelo instituto Data Popular podia ser encontrada nas cidades que visitei no Vale do Canindé.  A classe D é composta por pessoas que têm renda familiar de até R$952. Segundo o Sistema de Indicadores Socioeconômicos dos Territórios da Cidadania, mais de 90% das pessoas do território, que abriga 17 municípios, recebem até dois salários mínimos.

A classe D teve seu poder de compra ampliado devido aos programas de assistência social, como o Bolsa Família, e aos aumentos do salário mínimo.  Essa evolução fica evidenciada no PIB do território, que cresceu a uma taxa de 14% ao ano entre 2006 e 2008, superior à média brasileira.

Nos municípios que visitei, tenho percebido que esse progresso na renda tem desembocado na abertura de novos negócios. É o caso, por exemplo, da dona Risalva, que há um ano e meio resolveu deixar de ser emprega e resolveu abrir seu próprio mercadinho. Ela diz que hoje trabalha a qualquer hora, mas que se sente orgulhosa de ser a própria patroa.

Um exemplo curioso de empreendedorismo, que presenciei no município de Colônia do Piauí, foi a da família da dona Maria dos Passos. Os sete irmãos são empresários, inspirado no pai, que sempre trabalhou no comércio.

A terra do fiado

O fiado é o substituto de cartão de crédito nos municípios. Venda fiada ajuda a atrair mais consumidores, pois permite que o comprador divida o preço em parcelas que caibam no seu bolso. O problema é que nas cidades pequenas as pessoas se conhecem. Assim, o empresário fica sem jeito de cobrar quem atrasa a prestação.

Dessa forma, o fiado se transforma no típico veneno-remédio. Se por um lado é uma forma de atrair a clientela, por outro é uma potencial fonte de prejuízo.

Clique AQUI para ler o texto completo.

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