Ilusionismo elétrico

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O ministro Guido Mantega afirmou que o governo vai assegurar a redução de 20% na conta de luz. O ocupante da Fazenda afirmou que  o Tesouro vai bancar uma diferença entre R$ 2 bilhões a R$ 3 bilhões, relativa a quantia da Cemig, Cesp e Copel, que não aceitaram renovara as concessões.

Porém, vamos analisar um pouco. A fonte de renda do governo é taxação, ou seja, parte da renda da população     retirada por meio de impostos. Então, os R$2 a R$3 bilhões que o Tesouro vai usar para cobrir a diferença só podem existir de duas formas: tributação ou inflação.

Trocando em miúdos, para cumprir a promessa que a presidente Dilma fez em rede nacional, o governo vai retirar mais alguns bilhões dos contribuintes. Sendo mais claro, para colher os frutos político-eleitorais da suposta redução de 20% na conta de luz, o governo vai ter de elevar outros impostos, ou seja, vai dar com uma mão e tirar com a outra.

Como bem lembrou o economista Rodrigo Constantino, a carga tributária representa 45% da conta de luz. Porém, para baixar o preço, a equipe econômica não só não zerou os impostos, como também, como vimos, terá que elevar os tributos para cobrir o “investimento” do Tesouro.

Ao contrário do que prega a propaganda que vem sendo veiculada, ninguém é contrário à redução da conta de eletricidade. É preciso deixar claro, no entanto, que o que o governo está fazendo é ilusionismo econômico. Enquanto muitos estiverem comemorando a redução das tarifas de luz, poucos estarão prestando atenção na elevação de outros tributos e o governo vai estar capitalizando o truque a dois anos da eleição.

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6 pensamentos sobre “Ilusionismo elétrico

  1. Existe outra forma de compensar a redução de impostos, isso pode ser conseguido através da redução de gastos. Mas no país dos privilégios adquiridos ou a adquirir, quem pensaria em reduzir gastos com a caríssima estrutura política? Quem pensaria em gastar de forma racional o dinheiro público em detrimento da intensa propaganda governamental/eleitoral ou de projetos pastéis de vento que assolam o país? Isso entre outras formas de torrar dinheiro público. Isso enquanto estivermos dispostos a continuar sentados a observar como se conduz um bando que prefere se colocar de forma passiva na história.

    • Márcio, o debate fica melhor se você for especifico no que você discorda e se você acha que os argumentos são errados, você deveria apresentar os corretos. Criticar e, pior, xingar é fácil, mas improdutivo. Abs, e volte sempre!

  2. Pedro, boa tarde. Primeira vez que estou visitando o seu blog e achei bem legal suas postagens, me fizeram pensar de maneira mais critica cada um desses assuntos – muitos deles encapsulados pelo senso comum.. Quando virá uma nova postagem? Abraço.

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