Inflação transfere dinheiro dos pobres para o bolso do governo

dilma mantegaPor mais que o governo diga o contrário, a inflação no Brasil está em patamares deveras preocupantes. O índice oficial, medido pelo IPCA, está quase ultrapassando o limite de tolerância, que é de 6,5% ao ano. Contudo, esse índice vem sendo administrado por meio de desonerações seletivas do governo, não fosse isso, ele estaria pelo menos meio ponto percentual acima, perto dos 7%.

Contudo, o IPCA esconde a verdadeira inflação, pois não contabiliza a alta dos preços dos serviços, que já passou de 8% ao ano. Isso inclui mensalidades de escola, serviços médicos, transporte escolar, restaurantes entre outros.

A face mais maléfica, no entanto, está na inflação de alimentos que se aproxima dos 15% ao ano e atinge com mais força exatamente a parcela mais pobre da população. De acordo com o economista chefe do banco Credit Suisse, Nilson Texeira, os gastos com alimentos representam um terço do orçamento das famílias das classes mais pobres, enquanto que nas mais ricas despesas com comida representam 15% do orçamento mensal.

Esse crescimento da inflação é resultado direto das ações do governo Dilma, mais especificamente do ministro Guido Mantega e do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini. São eles os artífices desse confisco do poder de compra da parcela mais desfavorecida dos brasileiros.

A inflação nada mais é do que o resultado de um excesso de impressão de moeda. Para evitar elevar impostos para custear seus infindáveis gastos, o governo imprime moeda, via Banco Central. O dinheiro é uma mercadoria como todas as outras, se a oferta aumenta, o valor cai. Em outras palavras, o governo retira renda do trabalhador para custear despesas estatais.

Enquanto o poder de compra dos cidadãos desaparece, Dilma, Mantega e Tombini têm a seu dispor mecanismo para expandirem oferta monetária sem nenhum tipo de lastro. Ou seja, criar dinheiro do nada.

Por ter esse poder, é que o governo rechaça qualquer tipo de corte nas despesas, patrocina obras superfaturadas e irriga o bolso dos aliados. Tudo isso é feito à custa dos cidadãos, que veem seu dinheiro, ganho com o suor do trabalho, perder valor mês após mês, em decorrência da inflação criminosa impulsionada por supostos representantes do povo.

Diante desse quadro, as manifestações não podem se contentar com a revogação do ínfimo aumento no transporte público. A luta tem um alvo muito mais expressivo. Quem realmente se preocupa com o bem estar dos mais pobres não pode admitir um governo que usa inflação para patrocinar um esquema perdulário de gastos públicos!

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