Universidades no Brasil: educação ou doutrinamento?

marioneteO Brasil passou por dois períodos ditatoriais, o primeiro no chamado Estado Novo de Getúlio Vargas, de 1937 a 1945, o segundo foi o regime militar, que começou em 1964 e durou até 1985. Uma característica comum dos dois foi a forte repressão aos grupos socialistas e comunistas, muitos desses, diga-se, também objetivavam implantar regimes ditatoriais no Brasil caso tomassem o poder.

Nesses dois períodos, os grupos esquerdistas botaram em prática uma estratégica baseada nas teorias do filósofo e cientista político italiano, Antônio Gramsci, que pregava que grupos comunistas buscassem a hegemonia cultural, por meio do domínio das esferas de produção de informação e conhecimento, como os meios de comunicação e, principalmente, as universidades e escolas.

Dessa forma,muitos militantes de esquerda começaram a ministrar aulas nas universidades, transformando essas instituições em armas político-ideológicas. Diante de um cenário de conflito e de forte perseguição, até fazia sentido esse tipo de estratégia. Contudo, o efeito colateral foi devastador para o intuito verdadeiro da instituições universitárias, que é promover o confronto de ideias de diferentes correntes ideológicas, visando promover o conhecimento e o ensino.

Como os grupos de esquerda conquistaram a hegemonia cultural nas universidades, especialmente nas públicas, o que se tem visto é a uniformização do pensamento e da produção acadêmica e o sufocamento de teorias fora do espectro socialista/comunista. Hoje o que existe na academia, como bem alerta o analista político Bruno Garschagen, do Instituto Mises Brasil, são falsos debates, pois as teorias supostamente discordantes tem origem na mesma fonte ideológica.

Para piorar, os grupos que hoje dominam o discurso na academia trabalham para bloquear a entrada de pessoas que não coadunam com essa visão. Dessa forma, a universidade ilude o aluno, ao não apresentar outras visões de mundo e esconder o contraditório. Isso faz com que a ideologia se sobreponha ao pensamento crítico e ao conhecimento genuíno. Como explica Foucault (1998, p. 66), “a formação regular do discurso pode integrar, sob certas condições e até certo ponto, os procedimentos do controle; e, inversamente, as figuras do controle podem tomar corpo no inteiro de uma formação discursiva”.

Conclusão, esse projeto de poder que se instalou nas universidades é autoritário e atenta contra o aprimoramento da democracia, além de contribuir para a alienação dos estudantes, sobrepondo a política ao conhecimento e prejudicando a formação de capital humano com real capacidade de análise no país. Enquanto esse cenário perdurar, o Brasil continuará jogando no time das nações subdesenvolvidas e será levado cada vez menos a sério nas instâncias internacionais.

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