Você paga a escola, mas quem decide a educação do seu filho é o governo!

charge_escola_publicaMuita gente defende o acesso irrestrito à educação. Porém, pouquíssima gente defende o direito das famílias de escolher que tipo de educação querem para seus filhos. Ou seja, todos são obrigados a custear a educação pública, mas somente os burocratas do governo podem decidir qual metodologia de ensino será utilizada e quais conteúdos serão ministrados.

Nos Estados Unidos, vêm ganhando força um movimento chamado “School Choice”. Ele defendem modelos alternativos de financiamento da educação, como os vouchers, propostos pelo economista Milton Friedman. Essa estratégia consiste em dar uma espécie de cheque para a família poder matricular seu filho na escola que melhor atender suas necessidades culturais, educacionais e sociais.

Dessa forma, cria-se um ambiente competitivo, que estimula as escolas a oferecerem cada vez melhores serviços para atraírem mais alunos. Na cidade de Milwaukee, 90% dos estudantes que participam do programa de vouchers vão para a universidade.

No modelo adotado no Brasil, somente as pessoas que abrem mão das escolas públicas é que tem direito de optar por outros modelos de educação. O governo age de forma autoritária, além de impor suas vontades na escola pública, quer também mandar no setor privado e até tomar a guarda dos filhos de quem resiste a suas ordens. Foi o caso de Cleber Nunes. Em 2008, o Ministério Público abriu um processo contra ele, simplesmente porque ele queria educar seus filhos em casa. Por pouco, ele não perdeu a guarda dos filhos.

Outro problema é que governantes estão mais preocupados em impor suas ideologias do que em realmente proporcionar educação de qualidade. É o que mostra o diretor da escola pública de São Paulo mais bem avaliada no Enem de 2009, Camilo da Silva Oliveira. ” A esquerda até hoje acha que a democracia é o principal debate para a escola. Você pega o PT, eles estão discutindo eleição para diretor de escola. Uma bobagem. Deveria pegar os melhores quadros para dirigir a escola. Isso aqui não é sindicato. Estou me aposentando e não vejo caminho. A escola pública vai continuar dependendo de talentos isolados. O Estado só atrapalha. Aquelas que seguiram a linha, se esfacelaram”.

Ou seja, a escola tornou-se um centro político, quando deveria ser um centro educacional. Com isso, o poder de influência passou a ser mais valorizado que o mérito. Os diretores são os melhores políticos, não os melhores gestores. O atual modelo tira o foco dos dirigentes escolares, como explica Camilo. “Não consigo uma reforma porque não participo das reuniõezinhas, não vou lá ficar bajulando. Eu percorria gabinete de deputado para pedir reforma. Desisti. É indigno para um diretor”.

Resumo da obra, grande parte das escolas públicas está na mão de pessoas que buscam visibilidade política e que representam interesses corporativistas. E o pior de tudo é que os mais pobres não têm escolha. São obrigados a se submeter aos modismos da vez. Enquanto isso não mudar, continuaremos na rabeira dos testes internacionais.

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