Somente a iniciativa privada pode universalizar o acesso à educação

educaçãoEntra ano, sai ano, e sempre nos deparamos com reportagens mostrando pais que dormem em filas para conseguir uma vaga para seus filhos nas escolas públicas. Em alguns casos, as pessoas têm que acampar em frente às escolas por até três dias, em condições precárias, como aconteceu no Mato Grosso no início deste ano. O jornal Diário de Cuiabá mostra o absurdo da situação: “As barracas de camping, cadeiras e colchões são colocados na calçada. Não há permissão para entrar na escola, nem para beber água. Para usar o banheiro, os pais precisam pagar R$ 1 numa lanchonete na rua ao lado”. Essa situação se repete em outras cidades, como Porto Alegre, Manaus, Uberlândia Maceió e tantas outras. Encontrar vagas é exceção, não regra.

Esse  tipo de problema ocorre porque o governo não possui eficiência, agilidade e gestão adequadas para suprir a demanda crescente por educação. Outro motivo é que os pais querem boas escolas para seus filhos, então se submetem a dormir em frente ao colégio para garantir uma boa educação para seus entes.

Uma solução para esse problema pode ser observado no Chile. Lá o governo, sob orientação do economista Milton Friedman, adotou desde 1981 o sistema de vouchers educacionais, o que permitiu que as famílias pudessem acessar a rede privada de ensino, aumentando o número de vagas disponíveis e de bons colégios. Além disso, o sistema promove a competição entre as escolas, o que contribui para a melhoria do ensino. Como resultado, o Chile tem hoje o melhor sistema de ensino do continente segundo aponta o ranking do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA).

Muitos críticos dizem que o sistema de vouchers não daria certo no Brasil, por conta de suas dimensões continentais. Contudo, pode-se dizer que o país já adota uma estratégia similar. Por meio do Programa Universidade para Todos (Prouni), o estado concede bolsas de estudo integrais e parciais (50%) em instituições privadas de ensino superior. Dessa forma, o número de alunos matriculados no ensino superior aumentou 110% em 10 anos, segundo o Censo da Educação Superior. Além disso, um aluno matriculado na rede privada custa custa até seis vezes menos para os cofres públicos do um na rede pública. Ou seja, além de ser mais eficiente na criação de vagas, o sistema de vouchers é mais econômico.

Conclusão, o modelo de vouchers já apresenta resultados robustos no Chile em todos os níveis escolares. No Brasil, há o caso do Prouni, que ampliou dramaticamente o acesso ao ensino superior. Então, por que não ampliar o modelo também para o ensino fundamental e médio? E mais, por que não diminuir o número de escolas públicas, abrindo espaço para empreendedores na ramo da educação e valorizando a eficiência e a competição do setor privado? Ser o contra o sistema de vouchers é brigar com a realidade!

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