O que é small ball?

Conheça a small ball, tendência que vem tomando conta da NBA desde que o Golden State Warriors se sagrou campeão da última temporada.

A tática significa o uso de apenas um pivô ou até mesmo um ala-pivô e o restante da equipe formada por jogadores mais ágeis, que jogam no perímetro.

Cinco propostas liberais para a eleição de 2014

expressaoEste ano teremos eleições federais e estaduais no Brasil. Dessa forma, já me adianto e deixo aqui cinco propostas, que considero factíveis de serem pelo menos debatidas por algum candidato. Como não sou ingênuo, não vou levantar grandes bandeiras, mas sim mudanças pontuais que se encaixam na realidade gradualista da democracia nacional. Vamos às proposta:

1) Fim do alistamento militar obrigatório;

2) Fim do voto obrigatório;

3)  Fim da obrigatoriedade de retransmissão da “Voz da Brasil” nas rádios;

4) Descriminalização da comercialização da maconha (o ideal seria descriminalização geral e irrestrita, mas a cannabis pode ser um primeiro passo);

5)  Liberação de circulação e transação de moedas no país.

Reforço que existem mudanças muito mais profundas e que contribuiriam muito para as liberdades civis, para geração de riqueza e para a elevação do padrão de vida dos brasileiros, principalmente os mais pobres. Contudo, acho que essas acima são as mais simples e também mais “palatáveis” para o eleitorado brasileiro. E você? Quais são suas propostas para ampliar a liberdade na próxima eleição?

Para uma discussão mais aprofundada sobre propostas liberais para o país, clique AQUI

Incrível!

Este singelo espaço ultrapassou hoje a marca de 10 mil visitas. Para mim, é uma imensa honra e uma gigantesca surpresa chegar a esse número em pouco mais de um ano de existência.

Agradeço muito a todos que passam por aqui (inclusive aqueles que discordam de mim totalmente). Afinal, este blog só existe por e para vocês!

Muito obrigado!

Valido a inscrição do meu blog ao serviço de Paperblog sob o pseudônimo pedrovalad

Qual o valor justo para pensão alimentícia?

As sentenças no Brasil muitas vezes demoram a sair, como mostra o incrível (e revoltante) caso do réu confesso Pimenta Neves, que demorou onze anos ter sua prisão decretada pela Justiça. Esse foi um episódio emblemático pois o crime casou grande repercussão e por isso o desfecho do processo foi divulgado. Porém, muitos outros criminosos continuam soltos por conta da morosidade do Judiciário. A demora já se tornou regra!

No entanto, toda regra tem sua exceção (que a confirma). Há um delito, no qual os julgamentos são rápidos e pelo qual ricos são punidos da mesma forma que pobres: a falta de pagamento de pensão alimentícia. Os legisladores procuraram garantir o bem estar dos filhos de pais separados, criando um mecanismo extremamente célere e eficiente de punição.

É necessário exaltar o funcionamento dessa lei, mas é preciso estar atento ao preceito de razoabilidade. Algumas vezes, a pensão acertada em determinada época da vida de uma pessoa, não pode mais ser paga em um momento futuro. Nesse caso, cabe ao juiz o bom senso de evitar prisões desnecessárias, que podem trazer prejuízos à imagem do apenado.

Foi o caso da jogador Zé Elias. Quando se separou da mulher, jogava pelo Santos e possuía um patrimônio considerável. Contudo, a carreira dos jogadores de futebol é curta e poucos conseguem manter o padrão de vida que tinham no auge da trajetória profissional. A pensão estipulada pelo juiz na época foi de R$25 mil.

Com o declínio da carreira, em 2006, Zé Elias pediu a revisão do valor, que considerava demasiadamente alto. No dia 23 de julho, o jogador foi preso e passará 30 dias na prisão.Ele deve atualmente cerca de R$1 milhão à ex-esposa.

O que discuto não é a inocência ou culpa do atleta, mas razoabilidade do valor estabelecido. Segundo, o advogado de família Adriano Ryba, “os filhos têm direito de usufruir do mesmo padrão de vida do pai, mas a pensão não deve servir para fazer poupança. Além de ser avaliada a possibilidade do pai e a necessidade da criança, é considerada a proporcionalidade entre o que o(a) representante da criança diz que ela precisa e o que é razoável disponibilizar para ela”.

A renda média de uma família Brasileira, de acordo com o IBGE, é R$1.285. O valor que o desempregado Zé Elias está obrigado a pagar é quase vinte vezes maior. O assunto é complexo e merece regras mais claras.

Sobre públicas e privadas

Perfis diferentes exigem formas distintas de seleção

O funcionalismo público brasileiro possui muitas limitações ainda. Ele é muito burocratizado e inibe as inovações. Essa introdução cheia de lugares comuns é para alertar sobre a necessidade de uma mudança de paradigma.

Atualmente, o poder público tem captado as melhores cabeças, porque paga bons salários a profissionais em início de carreira. Contudo, esse mesmo jovem que a princípio optou por um concurso público, no futuro, buscará novos desafios.

A (quase instantânea) estabilidade proporcionada por uma vaga na administração pública pode, a longo prazo, causar dois efeitos. O primeiro é que aquele excelente estudante vai perder o encanto com o serviço que realiza e vai optar por se tornar um empregado comum e desfrutar do bom salário nas horas de folga.

O segundo é o profissional, depois de adquirir experiência, deixar o serviço público para ganhar melhor na iniciativa privada. É certo que para um ingressante no mercado de trabalho o poder público paga os melhores salários. Porém, quando falamos de cargos mais altos, a iniciativa privada passa a competir e com mais vantagens a oferecer.

É claro que existem muitas pessoas que ingressam em carreiras públicas por vocação e que constroem carreiras bem sucedidas e produtivas, mas não se pode negar o imenso contingente de jovens atrás apenas de um primeiro emprego com salário decente.

Essa situação me leva a duas conclusões. O poder público deve se desburocratizar, procurar formas mais maleáveis de seleção e planos de carreira mais arrojados. Já a iniciativa privada deve começar a se preocupar em investir verdadeiramente em jovens talentos, pagando bons salários e tornando processos de ingresso nas empresas mais claros.

Uma nova grande crise financeira se aproxima e somente com uma iniciativa privada mais aberta ao risco e um funcionalismo público mais flexível é que será possível manter o Brasil um país competitivo.

Clientes brasileiros sofrem com atendimento meia boca

O Brasil passa por uma fase de crescimento, que está muito ancorada no consumo. Nos últimos ano, o mercado consumidor ampliou-se enormemente. Dessa forma, os prestadores de serviços passaram a ter uma clientela abundante.

Porém, o que tenho notado é que o aumento no número de clientes tem acarretado uma queda vertiginosa na qualidade dos serviços prestados. Se você, caro leitor, parar para pensar vai ver que recebeu um número assustador de atendimentos meia boca nos últimos tempos. Lembra aquele restaurante que você foi e a comida não era igual à do cardápio? E aquela vez que você comprou um pacote de dados que não funcionou? Ah, não se esqueça daquela loja onde você teve que esperar mais de meia hora para ser atendido…

Está se chegando a um ponto que, para ter serviços minimamente aceitáveis, é preciso se estressar e exigir que o estabelecimento te atenda da maneira como deveria. Quem fica calado recebe atendimento desleixado.

Fala-se muito que, com a expansão das redes sociais, os consumidores estão mais conscientes e exigindo mais seus direitos. No entanto, na minha opinião, o grande número de reclamações online também tem a ver com  o crescimento de casos de abuso e despreparo dos estabelecimentos, ou seja, mais gente reclama não somente porque agora tem mais meios para isso, mas porque passou a ter mais motivos para tal.

Contudo, uma nova crise financeira está por vir, a inflação anda um tanto claudicante e o mercado brasileiro está cada vez mais aberto. A fartura de consumidores tende a arrefecer. Será decepcionante ver empresas estrangeiras ganhando espaço por aqui por conta da falta de preparo e de visão de empresas brasileiras.

A hora de fidelizar clientes é no momento em que o mercado está aquecido. Muitos esquecem que, em momentos de dificuldade, irão necessitar do dinheiro daquele cliente que foi mal tratado…

Usar carro deve ser caro e inconveniente

Para solucionar a questão do trânsito no Brasil, é preciso desideologizar o debate. Um cidadão tem de ir a pé ou de bicicleta para o trabalho não (somente) porque quer proteger o ambiente e evitar o aquecimento global, mas sim porque será mais vantajoso para ele.

A carona solidária não deve ser (apenas) uma maneira politicamente correta e menos individualista de utilizar um automóvel, mas deve trazer vantagens para quem a adota. Por fim, o uso do transporte público não deve ser mais um modo de chegar aos principais centros da cidades, mas sim, o único.

Um bom exemplo é a cidade de Brisbane na Austrália. Primeiramente, existem pouquíssimos estacionamentos gratuitos. Muito pelo contrário, são caríssimos. Outro ponto interessante, existem faixas exclusivas para carros com mais de três pessoas, ou seja, a carona solidária não é exclusividade de pessoas conscientes, é uma opção para quem quer pegar um trânsito mais livre.

Há ainda faixas exclusivas para ônibus e, com um cartão que custa 40 dólares australianos, você pode utilizar qualquer transporte público durante o mês inteiro. E mais, há vários lugares onde só é possível chegar por meio do transporte público ou a pé.

Mesmo assim, há pessoas que decidem utilizar seus carros, mas muitas outras deixaram de usar o automóvel, por esse meio de transporte ser tão caro e inconveniente.

Não estava lá quando essas medidas foram aprovadas, porém tenho quase certeza de que não causaram uma alegria generalizada. Não há caminhos agradáveis de diminuir o número de carros nas ruas. É preciso tornar o uso de automóveis mais oneroso e menos prático. Não será pela consciência que se mudará os hábitos, será pelo utilitarismo.