Como funciona o teto salarial da NBA?

Teto salarial

Você quer entender melhor como funciona o teto salarial da NBA, a maior liga de basquete do mundo? Neste vídeo vou explicar ponto por ponto de forma rápida e didática. Você vai saber mais sobre:

– O que é o Basketball Related Income – BRI?;
– O que é luxury tax?;
– Reajuste anual do teto salarial;
– Exceções ao teto salarial.

O Youtube pode virar um oligopólio?

youtube

O Youtube é uma das redes que mais crescem no mundo. Isso tem atraído cada vez mais investidores. O investimento vem dobrando de m ano para o outro. O gasto médio subiu 60% e o investimento em programada 40%, segundo pesquisa realizada com as 100 maiores marcas globais pela consultoria Pixability.

A plataforma de vídeos é uma das poucas mídias sociais que divide lucro com seus usuários criadores de conteúdo. Isso atrai uma imensidão de gente que deseja fazer dinheiro e ganhar visibilidade. Contudo, com o crescimento exponencial de creators, as publicidade fica pulverizada e o RPM (receita por mil views) diminui.

A solução, além de buscar fontes alternativas ao adsense, tem sido se filiar a umanetwork, que são empresas que reúnem um conjunto de canais e oferece uma série de serviços de suporte, como consultoria na produção do conteúdo, negociação de direitos autorais e intermediação na venda de publicidade.

Nesse ponto é que está baseado o questionamento do título desse texto. Se está cada vez mais difícil se destacar sozinho no Youtube e as networks tem se apresentado como principais intermediárias na curadoria e promoção de canais, então a plataforma corre o risco de perder a seu charme de empoderar creators e se transformar em um oligopólio dominado por grandes networks? Existe um risco de concentração do pólo emissor? Isso pode levar ao controle dos conteúdos e à perda da criatividade?

Apesar de haver alguma possibilidade de isso acontecer, o grande impedimento desse movimento centrípeto é exatamente a inventividade e o empreendedorismo. Sempre haverá um gama imensa de pessoas talentosas empreendendo sozinhas ou em pequenas parcerias e oferecendo um conteúdo de qualidade. Como bem destacou o canal Youpix, vivemos atualmente o Creators Shift, ou seja, a era dos criadores independentes de conteúdo.

Mashup, empreendedorismo digital e direitos autorais

a_logo_mashup_2Há pouco tempo, iniciei um canal de esportes no Youtube. Para montar a grade de programação, optei por dois formatos. O primeiro é já consagrado vlog, falando sobre um assunto específico. O outro é um microdocumentário. Porém, como não possuo perna o suficiente para produzir imagens de eventos esportivos pelo mundo, o que faço é utilizar trechos de outros vídeos.

Eu escrevo um roteiro, gravo a narração, escolho a trilha e daí combino diversas partes de diferentes vídeos, dando origem a um novo conteúdo. É o chamado mashup. O termo veio do mundo musical e significa mistura.

Contudo, a questão não é tão simples quanto parece. Mesmo que eu utilize partes bem pequenas de outros vídeos, nada impede o dono de exigir que o Youtube o retire do ar por conta dos direitos autorais. Pior ainda, dependendo da situação não só o vídeo será banido, como o canal inteiro.

Essa é uma questão bem interessante. A internet possibilita que qualquer um se torne um produtor de conteúdo. Contudo, sempre haverá uma diferença financeira que criará barreiras de acesso aos diferentes mercados.

Reconheço que produzir bom conteúdo exige, também, bom investimento. Nesse sentido, os direitos autorais aparecem como um fator que possibilita receber um retorno sobre o que foi investido.

A solução, para mim, é analisar caso a caso. Em muitas situações, o mashup é bom para quem produziu o vídeo, pois contribui para sua divulgação. Contudo, em alguns casos ele pode impactar negativamente no vídeo original.  Outro ponto é que o conteúdo de mashup é para muitos a porta de entrada no mercado.

Nesse contexto, acredito em duas soluções. A primeira é a parceria. Grandes empresas podem ganhar com a divulgação realizada por produtores independentes, então é um bom negócio permitir o uso de parte de seu conteúdo. A outra solução é simplesmente vetar a monetização do conteúdo produzido com trechos protegidos por direitos autorais.

Assim, a empresa continua garantindo que somente ela lucrará sobre o conteúdo que produziu e o produtor independente tem a chance de divulgar seu trabalho. Dessa forma, mantém-se a porta do incentivo ao empreendedorismo aberta para os dois lados.

Faça o que eu digo não faça o que eu faço: confissões de um economista distraído

João SayadA Folha de S.Paulo, para comemorar os 25 anos do cargo de Ombudsman, tem convidado diversas personalidades para assumir a posição por um dia e fazer críticas ao jornal. Na edição deste sábado, 27 de setembro, o escolhido foi o economista João Sayad.

Sayad tem um histórico político, foi ministro do planejamento do governo Sarney e ajudou na implementação do famigerado Plano Cruzado, aquele que levou policiais federais a fazerem operações (custeadas pelos pagadores de impostos) para apreender boi no pasto e prender comerciantes que não seguissem o tabelamento de preços.

Em vez de se desculpar por tamanho desastre econômico e social, o ex-ministro resolveu criticar a falta de posicionamento e esclarecimentos da Folha. Ele citou alguns meios de comunicação que deixam clara suas posições já de início, o que facilita o julgamento do leitor.

Policias conferem preços de produtos nos supermercados na época do Plano Cruzado

Policias conferem preços de produtos nos supermercados na época do Plano Cruzado, uma das realizações do Ombusdman do dia

Contudo, ao abordar a cobertura econômica, Sayad, muito distraidamente, esqueceu de avisar que defende a linha desenvolvimentista e que suas críticas seguiriam esse enquadramento teórico. Colocando-se como imparcial, o economista acabou se entregando ao falar dos colunistas do caderno “Mercado”. Leia e tire suas conclusões:

“Os colunista de economia formam um bouquet equilibrado – Alexandre Schwartsman vitupera contra os maus tratos do Banco Central sobre o regime de metas. Fala contra foguetes de Gaza para a plateia de Tel Aviv. O tranquilo Marcelo Miterhof expõe com muito cuidado teses desenvolvimentistas como se justificasse os foguetes de Israel para uma plateia de palestinos”.

Grifei no texto algumas expressões que não deixam dúvida do posicionamento do articulista. Quer dizer que se a crítica vem de um liberal configura-se uma vituperação, já se é um desenvolvimentista defendendo políticas heterodoxas ele está fazendo uma exposição cuidadosa e tentando justificar?

Todo mundo tem suas preferências, contudo, quando alguém se propõe a criticar uma falta de esclarecimento de um meio de comunicação, o mínimo de honestidade que se podia esperar era que a pessoa fizesse o mesmo. A exemplo do que fez como ministro, Sayad tomou um caminho muito errado.

Oito habilidades que empreendedores podem aprender com Jay-Z

Por Li Zhou

Tradução Pedro Valadares

Quando perguntaram ao co-fundador  do site Reddit, Alexis Ohanian, quais eram seus modelos de empreendedor, ele evitou apontar alguém do ramo de tecnologia. Em vez disso, ele destacou um empresário icônico que ele admirava: Jay-Z.

“Há pessoas que têm realizado muito mais coisas que eu, que coloca em perspectiva o quão pouco eu realmente tenho feito e quanto mais quero fazer”, disse Ohanian.

Com um patrimônio estimado de 475 milhões de dólares em 2013, o sucesso de Jay-Z tem sido alimentado por um domínio não só da indústria fonográfica, mas por uma miríade de negócios. Fazer mais, ser mais e ver mais são temas comuns que marcam a carreira multifacetada de Jay-Z como estrela do hip-hop, executivo de moda e magnata do entretenimento.

Jay-Z canta exatamente isso na música “Diamonds From Sierra Leone” de Kanye West: “I’m not a businessman, I’m a business, man!” (“Eu não sou um cara de negócios, eu sou um negócio, cara!”)

Aqui está o que cada empresário – de tecnologia ou não – pode aprender com Jay-Z:

1. Pense como um traficante

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Antes de Shawn Carter tornar-se Jay-Z, ele estava vendendo drogas aos 12 anos em  Marcy Project, uma área tensa no bairro Bedford-Stuyvesant, no Brooklyn.

Mesmo que seus dias de traficante tenham ficado para trás, as habilidades que Jay-Z aprendeu durante esse tempo se refletem nele como um homem de negócios. Zack O’Malley Greenburg, que escreveu o livro “Empire State of Mind: How Jay-Z Went from the Street Corner to the Corner Office”, disse à CBS:

“Uma das coisas que Jay-Z trouxe das ruas para a sala de reuniões foi a ideia de que ele não ia dar a ninguém descontos em nenhuma coisa. Se uma pedra de crack era vendido por US$ 10, você não conseguiria comprá-la por US$ 9,95 – mesmo se você fosse o seu melhor amigo. Esse comportamento é algo que ficou nele ao longo de sua carreira. Ele não aceitaria de ninguém menos do que ele achava que valia”.

“Sua experiência o preparou de outra maneira, também: Quando você está acostumado a operar sob a intensa pressão das ruas, onde nada pode dar errado e sua vida está em jogo, entrar em uma sala de reuniões com um bando de caras de terno é muito menos intimidador”.

Jay-Z escreve em seu livro “Decoded”: “Quando me comprometi com uma carreira no rap, eu não estava tomando um voto de pobreza. Eu vi isso como outra atividade, que aconteceu de coincidir com os meus talentos naturais e com a cultura que eu amava. Eu era um traficante ansioso e um artista relutante. Mas a ironia da situação é que, para ser um bom traficante, realmente bom, em longo prazo, você tem que ser um verdadeiro artista também”.

2. Crie suas próprias oportunidades

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Para Jay-Z, o sucesso não foi apenas saber aproveitar as oportunidades que já existem. Foi também saber criá-las. Quando começou a fazer rap, não havia gravadoras dispostas a contratá-lo, de modo que ele se associou com os amigos Damon Dash e Kareem Burke para criar sua própria gravadora, a Roc-A-Fella Records. Seu primeiro álbum independente, Reasonable Doubt, é considerado “um dos discos fundamentais do hip-hop”.

Poucos anos depois, ele cavou outra oportunidade para si mesmo na moda. Embora fosse um grande fã de empresa de vestuário italiana Iceberg Apparel, a marca não estava interessada em uma parceria. Jay-Z e Dash começaram sua própria marca, a Rocawear, que foi vendida por 204 milhões de dólares para o Iconix Brand Group.

3. Ignore as tendências

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Todo empreendedor tem de saber por que está lançando um produto ou serviço específico. O que o torna diferente em comparação com a concorrência?

Jay-Z escreve em seu livro “Decoded”: “É sempre mais importante para mim para descobrir o ‘meu espaço’ ao invés de tentar descobrir o que todo mundo está fazendo, minuto a minuto A tecnologia está tornando mais fácil se conectar a outras pessoas, mas talvez mais difícil de se manter conectado a si mesmo – e isso é essencial para qualquer artista, eu acho”.

Bono, vocalista do U2, fala sobre a peculiarmarca de Jay-Z como empresário:

“Na música, nós amamos a idéia do artista ferrado e atacado. Aquele sangramento no sótão que cortou sua própria orelha. Jay-Z é um novo tipo de artista do século 21, onde o show não é apenas as 12 notas, as batidas e um dicionário de rimas que ele tem na cabeça. É comércio, é a política, o tecido do real e  a vida imaginada”.

4. Saiba que seu negócio é sua marca

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Apesar de estar envolvida em tudo, de endosso a conhaque à produção de musicais da Broadway, Jay-Z entende como um empreendimento é algo pessoal. Em entrevista à revista Men`s Health, Jay-Z disse: “Minhas marcas são uma extensão de mim, elas estão perto de mim. Não é como ser diretor da GM, onde não há apego emocional … Meu negócio está relacionado com quem eu sou. As roupas são uma extensão de mim. A música é uma extensão de mim. Todos os meus negócios são parte da cultura, por isso tenho de me manter fiel a tudo o que eu estou sentindo no momento, em qualquer caminho que sigo. E  torço para que todo mundo me siga”.

O papel de um executivo-chefe hoje tem mais peso do que jamais teve, por isso é importante que os empresários realmente acreditem em seus produtos e serviços.

5. Saiba para onde o dinheiro está indo

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“Jay-Z tem repetidamente provado a sua capacidade não apenas de saber onde está o dinheiro, mas para antecipar aonde ele vai – ou não – estar”, escreve Greenburg na Forbes.

A combinação de indução, instinto e o timing permitiu que Jay-Z construisse um poderoso, e em constante evolução, império que define tendências, em vez de segui-las.

Como um empreendedor, você deve saber o que é tendência em seu setor, mas você também precisa ser capaz de prever quando algo vai explodir.

Quando o preço dos ingressos para shows começaram a subir, Jay-Z assinou um contrato de 10 anos com a promotora de shows Live Nation por cerca de US$ 150 milhões.

6. Procure mentores

giphy Jay Z

Qualquer grande empresário sabe que você não pode fazer nada sozinho. Greenburg autor  do livro sobre Jay-Z contou à CBS:

“[Jay-Z] tende a escolher mentores, aprender tudo o que pode com eles e, em seguida, descartá-los e passar para um novo mentor. Desde cedo em sua carreira, você vê isso com Jaz-O e Damon Dash. Ele descartou mentores como estes e continuou se movendo para o ponto onde seus mentores são agora pessoas como Warren Buffett e Oprah”.

Empresários tendem a ser decididos e independentes, mas não importa como você é, você sempre pode ganhar mais conhecimento.

7. Diversifique seu portfólio

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Os empreendimentos de Jay-Z abrangem um conjunto diversificado de interesses e setores, incluindo uma gravadora, linha de roupas, uma participação no time de basquete Brooklyn Nets (que ele já teria vendido), uma discoteca, uma vodka high-end, uma parceria com a Barneys New York e uma nova agência de esportes lançada em 2013.

Diversificar sua carteira é um dos mandamentos de negócios de Jay-Z, de acordo com Greenburg, que descreve essa estratégia como uma oportunidade para “fazer mais dinheiro em todos os momentos”.

Em mercados voláteis, todos os empresários devem pensar em várias maneiras de ganhar com seu negócio e sua marca. A pior coisa que você pode fazer é colocar todos os seus ovos em uma cesta e correr o risco de ter essa cesta destruída.

8.  Se não for entrar com tudo, nem entre (go big or go home)

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Já se passaram quase 18 anos desde que Jay-Z lançou seu primeiro álbum com sua gravadora Roc-A-Fella. Sua perenidade foi resultado direto de movimentos de negócios inteligentes e uma busca incessante do que estar por vir.

Este legado também se deve à recusa de Jay-Z em renunciar ao seu sonho ao longo do caminho para o sucesso, não importa o que isso exigiu dele.

“Eu fui forçado a ser um artista e um CEO desde o início”, disse ele. “Quando eu estava tentando conseguir um contrato de gravação, era tão difícil conseguir por conta própria, que minha opção era desistir ou criar minha própria empresa”.

Leia o texto original AQUI

Quantos Julianos Torres serão necessários para reagirmos?

juliano torres

Hoje aconteceu algo bem preocupante. A polícia federal intimou o diretor executivo e um dos fundadores dos Estudantes pela Liberdade, Juliano Torres, para depor sobre protestos ligados à Copa do Mundo Fifa. Isso configura uma clara intenção de intimidar grupos opositores e evitar as gigantes manifestações que tivemos em junho do ano passado, durante a Copa das Confederações.

Já ouvi outros relatos de outras lideranças de diferentes movimentos, que vem sendo “convidados” para “colaborar” com a inteligência estatal. Só um cego não vê que isso é uma clara estratégia de enumerar bodes expiatórios no caso das coisas saírem de controle.Se houver confronto entre manifestantes e policiais durante a Copa, a polícia federal terá já em mãos vários nomes de “culpados” e “agitadores” para entregar à mídia e livrar a própria cara.

Uma das coisas que mais desnorteou os políticos foi não conseguir encontrar líderes  e propósitos claros nas manifestações. Isso escancarou o despreparo do estado para lidar com movimentos horizontais e multicêntricos, organizados por redes diversas. O objetivo da convocação de representantes de movimentos político-sociais é tentar criar um clima de insegurança e medo dentro de diferentes grupos para criar uma desmobilização geral. O estado espertamente usa os violentos black blocks como pretexto para convocar qualquer pessoa que tenha algum tipo de militância política.

Quando o fato de você defender e trabalhar por um movimento ideológico passa a ser motivo para ser intimado pelas forças policiais, entramos em um caminho muito perigoso de sufocamento das liberdades civis. Junte-se a isso o projeto que tipifica manifestações como terrorismo e entramos direto no rumo de implosão da nossa jovem democracia. A pergunta que não quer calar: quantos Julianos Torres serão necessários para reagirmos?

O filme Minority Report ilustra exatamente as consequências da falta de limites das forças de inteligência estatal. Assista o trailer abaixo:

A verdadeira face do empreendedorismo não se parece com o Vale do Silício

Por Vivian Giang*

Nos últimos anos, as histórias de empresários de tecnologia se tornando milionários parece indicar uma mudança completa de percepção da palavra “empreendedor” na América.

A definição de empreendedorismo hoje evoca imagens de nerds brilhantes que trabalham longe, nas suas startups, em um clima moderno e descolado até que um dia, eles são compraram incríveis $ 19 bilhões. Como não ter essa imagem quando todos nós lemos histórias de fundadores  de startups tecnológicas relativamente desconhecidos que, de repente, não precisam mais trabalhar para o resto de suas vidas?

Mas muito antes de Silicon Valley, Silicon Alley e Silicon Prairie, existia um grupo de pessoas que começou com apenas uma ideia, lutou incessantemente, levaram em frente uma inspirada transformação positiva e foram capazes de mudar o mundo de alguma maneira.

Empreendedores sempre foram absolutamente vital para a economia dos EUA e  seu trabalho e sucesso são essenciais para o sonho americano.

Atualmente, eles são em sua maioria homens brancos altamente educados, mas durante um tempo, a palavra empreendedorismo pertencia a imigrantes, mães solteiras e pais solteiros.

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“É muito fácil no mundo da tecnologia colocar um verniz de glamour sobre empreendedorismo e startups”, disse Cindy Gallop, fundador da IfWeRanTheWorld e MakeLoveNotPorn empresas. “Quando as pessoas dizem empreendedor e startup, eles pensam em Mark Zuckerberg e Facebook”.

“Há muitas pessoas neste país e ao redor do mundo que são empreendedores por necessidade”,  Gallop disse PolicyMic. “O que quero dizer com isto é, são pessoas que foram demitidas, que não conseguem encontrar um emprego, que não têm outra maneira de colocar comida na mesa,  cuidar de seus filhos, pagar o aluguel ou a hipoteca, a menos que eles trabalham por conta própria, porque ninguém vai contratá-los”.

Essas pessoas não são o Mark Zuckerberg 2.0. Eles são a mãe solteira que vende bolinhos de sua cozinha e, eventualmente, a padaria local ou pequeno mercado. Eles são o homem que está desempregado há tanto tempo, que já está agora no buraco negro do mercado de trabalho . Então ele faz trabalhos de marcenaria para fazer face às despesas. Ele eventualmente  transforma isso em um negócio em uma pequena marcenaria e, assim, consegue alimentar sua família.

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Estas pessoas trabalhadoras são exatamente os componentes da coluna vertebral com base na qual foi construído este país, mas o encantamento do Vale do Silício roubou completamente os  holofotes. Estudos mostram que empresas de imigrantes constituem uma enorme percentagem de pequenas empresas em todo o país. Na Califórnia, mais de 30% das pequenas empresas são de propriedade do imigrante e em Nova York, esse percentual é de cerca de um quarto.

Além disso, as pequenas empresas de propriedade de mulheres de minorias estão crescendo em um ritmo mais rápido do que qualquer outro grupo. Mas não estamos pensando sobre essas pessoas, quando pensamos sobre empreendedorismo. Nós temos fomos cegados pelas  luzes brilhantes do Vale do Silício e Silicon Alley, mas está na hora de colocamos o foco de volta nas pessoas que deram origem ao conceito  de empreendedorismo .

“Via de regra, você só deve começar um negócio se tiver paixão acima de tudo”, disse Gallop PolicyMic. “Há uma exceção a isso,  que é, se você é um empresário por necessidade, ou seja,  se você não tem outra escolha”.

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Para tentar mudar a atual definição de empreendedorismo, queremos contar as histórias dos rostos reais de empreendedores. Eles são essenciais para a nossa economia, porque eles são a força motriz por trás do crescente buraco fiscal da América.

Tradução: Pedro Valadares

* texto original disponível AQUI.

A encruzilhada econômica brasileira

O atual presidente do Instituto de Pesquisa Econômico Aplicada, Marcelo Neri, denominou o período de 2000 a 2010 de década inclusiva. Nesse espaço de tempo, verificamos o aumento real dos rendimentos do trabalhadores, o que resultou na ascensão da chamada nova classe média e na queda da desigualdade.

Tudo isso foi resultado das reformas realizadas entre 1994 e 2005, da forte alta das commodities e do crescimento no gasto social (aumento do salário mínimo, programas de transferência de renda, previdência, seguro desemprego entre outros). Contudo, com a interrupção das reformas que visam ampliar a produtividade e a queda nos preços das commodities, o país se encontra em uma encruzilha, caracterizada por três pontos principais.

1) Aumento da dívida fiscal líquida e dos juros e desvalorização do real

A dívida fiscal líquida (DFL) é o resultado direto da política fiscal. Ela representa a diferença entre as receitas tributárias e as despesas não financeiras em porcentagem do PIB. Ou seja, ela não contabiliza, em bom economês, “o efeito dos passivos contingentes já reconhecidos e contabilizados (chamados “esqueletos”), das receitas de privatização e de outros itens que impactam o estoque da dívida no período sob análise, mas não representam fluxo advindo de esforço fiscal”.

A DFL, segundo demonstra o economista Josué Pelligrini, vem crescendo continuamente desde abril de 2011. Como o PIB tem tido uma expansão cada vez menor e as despesas do governo estão crescendo mais rapidamente, a porcentagem representada pela DFL aumentou de 31,6% em 2011 para 33,4% em 2013. A DFL afeta a dívida líquida do setor público.

Outra variável que pressiona a dívida do setor público são os juros. A taxa Selic, que orienta os juros no Brasil e também a remuneração dos títulos da dívida do governo chegaram a seu menor valor em outro de 2012, quando atingiram 7,25%. Desde então, visando o controle da inflação e da saída de dólares do país, ela subiu continuamente até chegar ao atual patamar de 10,5%.

Dessa forma, há necessidade de direcionar mais recursos para pagamento de juros, o que resulta em aumento da dívida líquida do setor público. Para fazer frente a essa elevação, seria necessário ampliar o superávit primário. Contudo, o que aconteceu foi exatamente o contrário, o montante destinado ao pagamento de juros caiu.

Apesar da elevação da DFL e dos juros, a dívida líquida do setor público continuou caindo. A explicação para esse fenômeno vem da variação cambial. Com a desvalorização do real frente ao dólar, as imensas reservas brasileiras se valorizaram. Como as reservas são um ativo do governo brasileiro, elas ajudam a reduzir a dívida. O problema é que a variação cambial é a variável mais difícil e problemática de ser controlada.

Além disso, a desvalorização do real pressiona a inflação, o que leva o Banco Central a elevar juros e, consequentemente derrubar o crescimento do país.

2) Gastos sociais

Outro fator da encruzilhada brasileira são os gastos sociais. Ninguém, em sã consciência, poderia ser contra o aumento de uma rede pública de proteção social. O problema é como financiar essa expansão continuada das transferências de renda, que permitiram a já citada década da inclusão.

Como explica o economista Mansueto de Almeida, os gastos com transferência de renda (INSS, bolsa-família, seguro-desemprego, abono salarial e LOAS) representam 80% representam do crescimento despesas não financeiras do governo no período de 1999 a 2013 , sendo que os outros 20% refletem gastos com as demais despesas (pessoal, investimento, custeio de saúde e educação, etc.)

http://mansueto.wordpress.com/2014/02/08/crescimento-e-politica-social/

Crescimento da Despesa Não Financeira (Primária) do Governo Central de 1999 a 2013 – Programas de transferência de renda vs. outros

A questão é que para manter o ritmo de expansão dos gastos sociais há somente duas saídas: aumento da carga tributária e/ou aumento do crescimento do PIB. O problema é que para haver mais crescimento é necessário diminuir a carga tributária e/ou os juros.

Ambos os casos exigem uma diminuição dos gastos governamentais, o que significa que será necessário cortar gastos sociais, pelo menos por um período, para poder ampliar os investimentos, aumentar a produtividade e ampliar a oferta.

3) Eleições

Esse talvez seja o ponto mais sensível de todos. Como mostrado anteriormente, para poder elevar o montante de recurso para os investimentos em educação, saúde e infraestrutura, sem aumentar a carga de impostos e sem gerar inflação, é necessário cortar gastos sociais.

Entretanto, em um ano eleitoral, o comum é a ampliação dos gastos sociais e não a redução. Nesse período, governantes evitam meidadas impopulares e usam artifícios danosos para maquiar a situação econômica do país. É o que a teoria da escolha pública denomina de falhas de governo.

Outro ponto, como explica o economista Pedro Nery, é o chamado viés de resultado (outcome bias), que diz que os eleitores costumam julgar as políticas pelos resultados de curto prazo e não pela qualidade. Dessa forma, políticos buscam maquiar dados e criar uma situação artificial de bem estar para conseguir manter seu grupo no poder.

Assim, o mais provável é que as reformas necessárias aconteçam somente a partir de 2015. O ruim é que quanto maior for a demora para implementar as medidas, maior será o custo social. O resultado pode ser a perda de grande parte dos ganhos da década inclusiva.

Mongólia – um retrato dos benefícios da liberdade econômica

Quando falamos da Mongólia, muita gente lembra somente do imperador e conquistador Gengis Khan, que viveu entre os séculos XI e XII. Contudo, a história desse país tem aspectos ainda mais interessantes. De 1924 a 1990, a Mongólia viveu sob um regime comunista, o que não é de se surpreender, tendo em vista seus dois imensos vizinhos (China e Rússia).

Com a queda do muro de Berlim em 1989, a Mongólia implementou uma radical abertura política e econômica. A partir de 1995, a transição para uma democracia liberal foi completada e, desde de lá, o que se tem visto é uma evolução permanente nos índices econômicos e sociais do país, mostrando todos os benefícios que um sistema de livre mercado pode trazer a uma nação.

Vejamos alguns exemplos dessa mudança. A taxa de desemprego vem caindo de forma continuada desde da abertura político-econômica. Apesar das variações, perceba que a linha preta, que indica a tendência, está na descendente.

Desemprego

Outro benefício trazido pelo livre mercado foi a expansão tanto nas exportações, quanto nas importações. O que significa que tanto os empresários locais puderam aumentar suas vendas, beneficiando-se da abertura para novos mercados, quanto os consumidores locais puderam ter acesso a bens mais baratos em virtude da entrada de mercadorias e serviços de outros países.

exportaçõesImportações

Com o aumento da presença do setor privado, o governo passou a gastar menos, o que resultou em um taxa declinante de inflação e um crescimento do PIB per capita, que aliado a um índice de Gini de 36,5, indica que todas as parcelas da população se beneficiaram com o crescimento da liberdade econômica. O índice de Gini indica a desigualdade na distribuição de renda. Em uma escala de 0 a 100, quanto mais perto de 0, menos desigual é o país e, quanto mais perto de 0, mais desigual. Para ter uma base de comparação o índice brasileiro é de 51,9.

Dívida do governoInflação PIB per capita Os ganhos econômicos são relevantes, entretanto, o mais significativo ao meu ver são os ganhos sociais, proporcionados pela adoção de um sistema de livre mercado. Segundo dados do Banco Mundial, desde o final da transição do comunismo para capitalismo (1994) até 2012, o acesso à educação primária cresceu 117% e a expectativa de vida saiu de 61 para 67 anos. Além disso, todos os indicadores que compõem o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) estão em constante e contínua ascensão.

Acesso a escola

expectativa de vida

IDH

A evidência mais cabal dos benefícios que a abertura econômica e política trouxe à Mongólia é demonstrada no gráfico abaixo. Perceba como que a partir de 1995, quando a foi finalizada a transição para a democracia liberal, o IDH passou a melhorar de forma muito mais intensa. A Mongólia é representada pela linha vermelha.

crescimento desde 1995 IDH

Não estou aqui dizendo que a Mongólia é o melhor país do mundo para se viver e muito menos que é uma nação desenvolvida e sem problemas sociais. O que busquei demonstrar aqui é que um sistema democrático aliado ao livre mercado pavimenta um caminho de prosperidade e elevação do padrão de vida da população. Somente a iniciativa privada é capaz de criar riquezas. Além disso, quanto mais liberdade econômica tem um país, mais liberdades civis e oportunidades terão seus habitantes. A Mongólia pode não ser ainda um país rico, mas tem muito mais chances de chegar lá do que países que optaram pelo planejamento central e pelo protagonismo estatal.

Para ver mais dados econômicos e sociais da Mongólia, acesse os links abaixo:

http://hdr.undp.org/sites/default/files/Country-Profiles/MNG.pdf;

http://data.worldbank.org/country/mongolia;

http://www.heritage.org/index/country/mongolia;

http://www.tradingeconomics.com/mongolia/indicators;

http://globaledge.msu.edu/countries/mongolia/indices;

http://blogs.ubc.ca/mongolia/mongolia-scorecard/.

Cartórios – uma herança maldita dos tempos coloniais

burocraciaExiste no Brasil um grave problema burocrático. Um dos claros exemplos é o tal do reconhecimento de firma, no qual você paga uma taxa para que o cartório confirme que você é você mesmo. Ou seja, ainda que você esteja assinando algo de corpo presente e tendo vários documentos de identidade para comprovar a veracidade da sua firma, você é obrigado a pagar por uma comprovação cartorial.

Esse é só um dos exemplos do imenso emaranhado burocrático que existe no país. Como bem alertou o ex-ministro Hélio Beltrão, “a burocratização constitui uma tendência secular de nossa Administração Pública, que encontra suas causas mais profundas na sedimentação de hábitos e preconceitos herdados de nosso passado colonial e incorporados à cultura do serviço público”.  Outro grande problema é que a burocraica brasileira virou um ótimo negócio para muita gente, principalmente para os donos de cartório. Atualmente, o mercado cartorial movimenta mais de R$4 bilhões por ano.

Todo esse montante é gerado por exigências que o estado cria para os cidadãos, em uma clara intervenção nas relações voluntárias entre entes privados. O pior é que você não tem saída, pois o estado faz uso de seu aparato jurídico e repressivo para obrigá-lo a utilizar os serviços dos cartórios. Por exemplo, para concluir uma venda de algum bem, como carro ou imóvel, você necessariamente precisa fazer registro no cartório. Caso contrário, você estará sobre risco de sofrer sanções civis e penais.

Um detalhe obscuro é que a relação entre os donos de cartório e o estado é de caráter privado, formalizado por meio de delegação do poder público. Ou seja, o governo da vez pode escolher de forma discricionária quem serão os privilegiados para cuidar dessa galinha dos ovos de ouro.  Como bem detalha Lafaiete Luiz:

No Brasil, Brandelli[5] lembra que a legislação sobre os serviços notariais e de registros manteve-se estática por muito tempo, regida pelas ordenações portuguesas, que estabeleciam competir ao Poder Real a nomeação dos tabeliães no país. Aliende acrescenta que tais cargos “eram providos por doação, com investidura vitalícia, podendo ser obtidos por compra e venda ou sucessão causa mortis, sem preocupação com o preparo ou aptidão para o exercício da função[6]”. Esse recurso possibilitava à Coroa assegurar lealdades e recompensar aliados.
 

Muitos anos se passaram desde a época da coroa, mas atividade cartorial mantém o mesmo traço da época colonial. A função principal dos cartórios é servir como uma fonte de renda para amigos do rei.

Resumindo, os cartórios são os guardiões da burocracia brasileira, que consome recursos, tolhe a produtividade e destrói riqueza. Tudo isso é resultado do gigantismo estatal. Como bem lembrou HéLio Beltrão, “o fenômeno da burocratização está intimamente associado ao da dimensão. Atingida certa dimensão, todo organismo tende a burocratizar-se. É que, com o crescimento, perde-se a dimensão humanaEntão, é preciso urgentemente podar os tentáculos burocráticos do estado para que o indivíduo, a menor das minorias, possa ser realmente livre para buscar sua felicidade.