A Redenção de Cachito Ramirez

Em 2011, o Corinthians foi eliminado na pré-Libertadores pelo pequeno Tolima do Colômbia. Um jogador ficou especialmente marcado, Luiz Ramirez. O peruano entrou no segundo tempo do jogo de volta e acabou expulso em um momento em que o time buscava uma reação.

A partir de então ele caiu em desgraça no Parque São Jorge e foi emprestado (e logo depois devolvido) para a Ponte Preta. Quando parecia que sua história estava fadada ao fracasso, Tite lhe deu uma oportunidade no fim de um jogo decisivo contra o Ceará e ele fez o gol da vitória, que manteve o Timão na liderança e permitiu um passo importante rumo ao título brasileiro.

Em 2011, o Corinthians foi eliminado na pré-Libertadores pelo pequeno Tolima do Colômbia. Um jogador ficou especialmente marcado, Luiz Ramirez. O peruano entrou no segundo tempo do jogo de volta e acabou expulso em um momento em que o time buscava uma reação. A partir de então ele caiu em desgraça no Parque São Jorge […]

via A Redenção de Cachito Ramirez — All Sports FC

Anúncios

Um Oscar para um filme de 6 minutos!

paperman

A Disney disponibilizou na internet o desenho Paperman, que está concorrendo ao Oscar de melhor curta metragem filme de animação. A película tem vários ingredientes que a tornam uma ótima aposta para o prêmio da academia este ano.

Primeiramente, o fato de estar disponível de graça na internet, o que colabora para alcançar um público maior. A popularidade pode influenciar os julgadores na hora da escolha do agraciado. Além disso, há aspectos técnicos interessantes:

1) Trata-se de um curta metragem, pouco mais de 6 minutos de filme;

2) É um filme mudo e em preto e branco, o que, como mostrou “O Artista” – último vencedor do Oscar de melhor filme – agrada os jurados;

3) Por fim, a animação lança uma técnica que mistura computação gráfica com ilustrações feitas à mão, o que dá um toque meio artesanal e soa inovador diante do juri.

Eu particularmente já estou torcendo para Paperman! E você?

Assista abaixo o filme completo

Quanto devo produzir para meu negócio dar lucro?

Hoje gostaria de compartilhar um conhecimento que obtive no curso “Aprender a empreender” do Sebrae. Para aqueles que já possuem conhecimentos avançados em finanças, pode parecer banal. Contudo, para os mais leigos, como este que vos escreve, com certeza será útil.

Para saber quanto é necessário produzir para ter lucro, é preciso acharmos o ponto de equilíbrio, que é o resultado da divisão dos custos fixos pela margem de contribuição.

Antes de continuar a explicação, vou tentar esclarecer alguns conceitos. Os custos de um negócio são divididos em fixos e variáreis. Os fixos são aqueles que se referem aos meios de produção, que são independentes do nível de atividade da empresa como salário dos empregados, conta de luz e telefone, limpeza, pró labore etc.

Já os custos variáveis são aqueles ligados diretamente à atividade da empresa. Por exemplo, matérias primas, imposto diretos da venda, comissões etc. Ou seja, eles variam de acordo com a demanda do empreendimento. Se você produz mais, eles aumentam, se produz menos, diminuem.

Margem de contribuição

Agora um conceito fundamental para o cálculo do ponto de equilíbrio: a margem de contribuição. Ela é a diferença entre o preço de venda e os custos variáveis para produção de cada produto.

Por exemplo, se uma doceira gasta tem custo variável de R$2,50 para produzir um pote de doce e o vende por R$4,00, ela tem uma margem de contribuição de R$1,50.

PREÇO DE VENDA (R$4,00) – CUSTO VARIÁVEL (R$2,50) = MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO (R$1,50).

A margem de contribuição ajudará a cobrir os custos fixos, por isso é chamada de “contribuição”.

Ponto de equilíbrio

Agora que já clarificamos os conceitos, já é possível calcular o tanto que é necessário produzir para obter lucro. Retomando o exemplo da doceira, se ela possui um custo fixo R$1.000 por mês, para saber quantos potes de doce precisa fazer para ter lucro, precisamos dividir esse valor pelo margem de contribuição (R$1,50).

PONTO DE EQUILÍBRIO = CUSTO FIXO (R$1.000) / MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO (R$1,50).

Dessa forma, fazendo o cálculo, o ponto de equilíbrio da doceira é 667 potes de doce mensal, ou seja, ela precisa produzir esse montante para não ter prejuízo. A partir de 668 potes, a empreendedora já estará tendo lucro.

A partir do cálculo do ponto de equilíbrio, é possível planejar melhor o próprio negócio e ter ideia dos custos totais.

Como disse, sou quase um leigo no assunto, mas espero contribuir com outros iniciantes no assunto!

No Portal Educação Sebrae há mais cursos sobre empreendedorismo e gestão de negócios. Para acessar clique AQUI.

O Banco Central combate ou estimula a inflação?

Ao contrário do que diz o senso comum, a inflação não é um aumento de preços. A elevação dos valores é apenas uma consequência. A inflação é na verdade um aumento da base monetária sem lastro em riqueza. Ou seja, quando se expande o montante de dinheiro na economia, sem que isso tenha como base um aumento na produtividade.

Mas por que os preços sobem? Antes de tentar responder a essa pergunta, gostaria de deixar claro que não sou economista, sou um jornalista que se interessa pelo assunto. Voltando ao questionamento, os produtos ficam mais caros, porque o excesso de moeda corrói o poder de compra. É a lei da oferta e da procura. Se um bem passa a existir em abundância, o seu valor decai.

Logo, quanto mais moeda sem lastro em bens reais, menos poder de compra terá seu dinheiro. Dessa forma, como o dinheiro passa a valer menos, um comerciante precisará de mais capital para se sustentar, logo ele terá que aumentar os preços dos seus produtos. Perceba que a elevação não acontece do nada. Ela é desencadeada por um processo anterior, que é o aumento artificial da oferta monetária, também conhecido como inflação.

Mas quem aumenta a oferta de dinheiro? Na maioria dos países, inclusive no Brasil, o responsável pela impressão das notas é o Banco Central. Por isso, economistas da ala mais liberal afirmam que é o Estado que gera inflação, pois ele é o ente responsável pela oferta monetária. Logo, se há uma expansão que não está baseada na produtividade, a lógica aponta o BC como culpado.

Por que o Banco Central gera inflação? A mesma parcela de economistas liberais afirma que a inflação nada mais é do que uma forma de tributo. Ou seja, uma maneira do Estado financiar seus gastos. Aumentar impostos é uma medida antipopular, pois é muito evidente, não há como esconder.

Já a inflação possui efeito mais diluído e disfarçado. Dessa forma, o Banco Central imprime dinheiro para financiar o governo. O problema é que, a longo prazo, esse procedimento pode sair do controle e o paíspode cair em um período de hiperinflação, como aconteceu no Brasil nos anos 80 e 90.

Por conta da inflação, alguns políticos, como Ron Paul, defendem o fim dos Banco Centrais e do monopólio estatal sobre a impressão da moeda. O argumento é que se houver concorrência de moedas, os responsáveis pela impressão terão mais cuidado em não desvalorizar seu produto e vão evitar imprimir cédulas sem lastro.

Outra ala menos radical defende o retorno ao padrão-ouro, ou seja, o Banco Central só poderia imprimir dinheiro, se possuísse o mesmo montante em ouro lastreando a expansão.

Por fim, reforço que não sou um especialista, só acho essa visão bem lógica e quis compartilhar com os visitantes do blog. Se você discorda do exposto, vamos debater aqui na área de cometários.

Neste vídeo, Tio Patinhas explica como a expansão monetária sem base em riqueza real corrói o valor da moeda:

Títulos vazios – a força da realidade sobre os significados

Neste vídeo, o etimologista Mark Forsyth demonstra por meio de um exemplo como os políticos tentam utilizar as palavras para “domar” o curso da história e como o resultado dessa tentativa é exatamente o contrário do desejado.

Os poucos mais de 6 minutos de palestra evidenciam os interesses ocultos dos discursos políticos e mostram como a escolha de nome dos cargos pode virar tema de debate por meses nos parlamentos.

O jornalismo brasileiro precisa de âncoras

Will McAvoy, âncora do “The Newsroom”

O seriado americano “The Newsroom” (criado pelo roteirista do filme “A Rede Social”, Aaron Sorkin) estreou no Brasil no último domingo na HBO (assista o trailler AQUI). Ele conta a história de uma equipe que tenta reformar um telejornal, baseado nas áreas de economia e política e nas opiniões do âncora Will McAvoy.

Em sua coluna na Folha de S.Paulo, Maurício Stycer analisou as experiências de âncoras no telejornalismo brasileiro. Segundo o articulista, as iniciativas não tiveram muito sucesso, apesar do pioneiro Boris Casoy ainda comentar as notícias no Jornal da Band.

Stycer, no entanto, esqueceu de um caso recente de âncora que vem se mostrando razoavelmente promissor na minha opinião. A jornalista Raquel Sherazade, que na época trabalhava no jornal paraibano Tambaú Notícias, ganhou notoriedade depois que um vídeo seu criticando a festa de Carnaval alcançou mais de dois milhões de acessos no Youtube (assista AQUI). A resposta dela à repercussão do primeiro vídeo também chegou perto da marca de um milhão de visualizações (veja AQUI).

Raquel Sherazade, âncora do jornal do SBT

O sucesso dos comentários foi tão grande que Silvio Santos a chamou para ancorar o Jornal do SBT. As opiniões de Sherazade continuaram a ganhar projeção na internet. Três vídeos já passaram das 500 mil exibições e outros tantos de 300 mil. Dessa forma, ela consegue superar possíveis barreiras de audiência da emissora e aumentar a amplitude do seu trabalho.

A popularidade de diversos blogs demonstra o interesse dos leitores não só pela notícia, mas pela análise e até pela tomada de partido do articulista. Independentemente de concordarmos ou não com os argumentos de um âncora, os pontos de vista nos ajudam a formar nossa opinião.

Outro ponto importante, a meu ver, é que quando o jornalismo assume uma posição clara, ele resolve o problema da imparcialidade. Muitos pesquisadores de mídia já demonstraram a impossibilidade de realizar um noticiário neutro, tendo em vista que todo ser humano é influenciado de alguma forma. Ao tornar visível o seu posicionamento, o âncora proporciona mais clareza ao telespectador.

A popularidade de Sherazade é um indicativo de que o público aprova esse formato. Contudo, o SBT, por não ser a principal emissora do país, tem liberdade para testar novos modelos e para permitir que a jornalista expresse seus pontos de vista de forma mais incisiva. Agora, é esperar para ver se o sucesso da âncora vai influenciar as duas principais emissoras do país.

Assista abaixo dois vídeos de Sherazade:

 

Texto publicado no “Observatório da imprensa”.

Mídias sociais e reposicionamento de imagem – o caso do Exército

Muita gente diz que as mídias sociais aproximam as pessoas das instituições. Contudo, ainda vemos poucas corporações aproveitando esse potencial. Um exemplo de sucesso vem de um segmento, a meu ver, inesperado: o Exército.

A instituição montou uma estratégia nos canais, que permite que o cidadão conheça melhor a atuação da entidade. Por exemplo, no canal do Youtube é possível acompanhar vídeos dos treinamentos e missões promovidas pela corporação. Já na página do Facebook além de fotos, também há muita interação com os internautas.

O maior trunfo não é o uso das mídias sociais em si, mas o posicionamento e a estratégia de comunicação, que conseguem passar uma mensagem de abertura e aproximação do trabalho do Exército com a população em geral, o que ajuda a quebrar a ideia de instituição fechada e carrancuda.

Canais de comunicação são apenas ferramentas. Se não houver planejamento que estabeleça qual mensagem será transmitida e qual o objetivo por traz do esforço de comunicação, não haverá empatia com o público e dinheiro e tempo serão desperdiçados.

A intenção do Exército nas mídias sociais é clara: aproximar-se dos internautas e mostrar a conexão do trabalho da instituição com o cotidiano de cada um, criando um ambiente que incentiva o público a buscar mais informações.

Fazendo um paralelo com o lema da instituição, já que não estamos em tempo de guerra, a estratégia de comunicação da corporação reforça a parte “mão amiga”, deixando o “braço forte” para ocasiões mais extremas.

Abaixo o vídeo feito pela assessoria de comunicação do Exército para comemorar a marca de 50 mil fãs no Facebook. A peça resume tudo o que falei no post:

Taxa selic, poupança e copa do mundo – o cidadão em segundo lugar

Na última semana, o Banco Central baixou a taxa selic para 8,5% ao ano. A selic vem caindo desde 2010 e chegou a seu patamar mais baixo. Esse processo é interessante pelo lado pedagógico, por evidenciar a importância de uma taxa de juros mais razoável.

Contudo, a forma como se chegou a esse nível é totalmente insustentável, tanto que muitos analistas já prevêm que em 2013 a selic voltará a subir e passará dos 10%. É por meio dessa taxa que o governo capta recursos no mercado para se financiar.

Como o estado não para de crescer, as pessoas percebem que ele precisará de mais dinheiro para se sustentar, então, como a demanda tende a aumentar, o juro tende a subir novamente.

Para remediar esse problema, o governo decidiu indexar a selic com a poupança. Dessa forma, se a selic desce abaixo de 9% o rendimento da poupança passa a ser de 70% da taxa. Muitos analistas tentaram explicar que as perdas para os poupadores serão mínimas.

Esse procedimento foi adotado para que as pessoas não deixassem de financiar o governo e colocassem seu dinheiro na poupança, onde ele seria mais rentável.

Ou seja, a decisão foi de reduzir o ganho dos pequenos poupadores e não de diminuir os gastos públicos. Dessa forma, os cidadãos são duplamente punidos, pois além de ganharem menos com a poupança, ainda têm que destinar quase um terço dos seus rendimentos para pagamento de tributos.

Enquanto isso, o tribunais de contas e o Ministério Público indicam que o orçamento da Copa já superou em dez vezes o planejado e que o torneio no Brasil será mais caro que as últimas três copas juntas. O governo custeará 99% desses custos. Como ele não é capaz de produzir dinheiro, adivinhe quem vai pagar?