Pense na tecnologia para não acabar sem pizza

pizzaMuita gente ainda pensa que, se não trabalha no setor de TI, não precisa entender de tecnologia. Nesse sentido, uma matéria me chamou bastante atenção.Aplicativos para pedir comida estão matando as pequenas pizzarias. As grandes redes investiram pesado na presença digital e na praticidade de poder encomendar uma pizza com poucos cliques, diretamente do celular.

A Dominos, por exemplo, revolucionou seu modelo de negócios, chegando ao ponto de se descrever agora como uma empresa de tecnologia que vende pizza. Pequenas pizzarias tradicionais, que nem site possuem, acabam sumindo do radar dos consumidores.

Esse exemplo demonstra que tecnologia não é coisa só para a galera nerd, que trabalha no Vale do Silício. Ela tem de ser vista hoje em dia como um componente do modelo de atendimento. Mesmo mercados bem “analógicos” tem se reinventado. Veja o caso da Estante Virtual, que deu um fôlego novo ao segmento de livros usados.

Em suma, já passou a época que tecnologia era um segmento isolado. Hoje em dia é um elemento transversal, que, se não for observado, pode até matar seu negócio.

O que é small ball?

Conheça a small ball, tendência que vem tomando conta da NBA desde que o Golden State Warriors se sagrou campeão da última temporada.

A tática significa o uso de apenas um pivô ou até mesmo um ala-pivô e o restante da equipe formada por jogadores mais ágeis, que jogam no perímetro.

Ser grosseiro é diferente de ser autêntico

Trump

Um fenômeno assustador vem acontecendo nas primárias republicanas nos Estados Unidos. O bufão Donald Trump vem vencendo em vários estados acumulando delegados. Isso tem gerado um intenso movimento do próprio GOP para evitar que o milionário seja o candidato.

O grande trunfo de Trump é seu jeito desbocado. Muitos eleitores têm associado esse comportamento a uma suposta autenticidade e sinceridade. Para essa parcela do eleitorado as falas preconceituosas dele significam que ele fala o que pensa e não tem rabo preso.

O pior é que Trump tem sabido aproveitar os ataques para se colocar como um mártir, um cavaleiro solitário lutando pelo futuro dos americanos. A verdade porém é que ele aponta não para o futuro, mas para o passado. Sua campanha é calçada no xenofobismo, no machismo e no preconceito. Tudo isso de forma desavergonhada e extremada. Ele busca se conectar com os sentimentos mais retrógrados dos cidadãos americanos.

Contudo, a democracia é, por excelência, o regime da negociação e da construção de consenso. O extremismo só serve para gerar paralisia e, no extremo, ruptura e autoritarismo.

No fim das contas, na maioria das vezes, os eleitores acabam por optar por candidatos mais pragmáticos e moderados, o que contribui para a consolidação e aprimoramento do sistema democrático.

E boas notícias vem surgindo nos últimos dias. A vitória de Trump na Super Tuesday não foi tão avassaladora como as pesquisas apontavam. Além disso, houve um crescimento dos candidatos mais sensatos.

Para concluir,  reforço a mensagem do título. Grosseira não é autenticidade e muito menos sinceridade. Como vocês podem ver no vídeo manifesto de John Oliver, Trump tem mentido descaradamente para os votantes.

Mashup, empreendedorismo digital e direitos autorais

a_logo_mashup_2Há pouco tempo, iniciei um canal de esportes no Youtube. Para montar a grade de programação, optei por dois formatos. O primeiro é já consagrado vlog, falando sobre um assunto específico. O outro é um microdocumentário. Porém, como não possuo perna o suficiente para produzir imagens de eventos esportivos pelo mundo, o que faço é utilizar trechos de outros vídeos.

Eu escrevo um roteiro, gravo a narração, escolho a trilha e daí combino diversas partes de diferentes vídeos, dando origem a um novo conteúdo. É o chamado mashup. O termo veio do mundo musical e significa mistura.

Contudo, a questão não é tão simples quanto parece. Mesmo que eu utilize partes bem pequenas de outros vídeos, nada impede o dono de exigir que o Youtube o retire do ar por conta dos direitos autorais. Pior ainda, dependendo da situação não só o vídeo será banido, como o canal inteiro.

Essa é uma questão bem interessante. A internet possibilita que qualquer um se torne um produtor de conteúdo. Contudo, sempre haverá uma diferença financeira que criará barreiras de acesso aos diferentes mercados.

Reconheço que produzir bom conteúdo exige, também, bom investimento. Nesse sentido, os direitos autorais aparecem como um fator que possibilita receber um retorno sobre o que foi investido.

A solução, para mim, é analisar caso a caso. Em muitas situações, o mashup é bom para quem produziu o vídeo, pois contribui para sua divulgação. Contudo, em alguns casos ele pode impactar negativamente no vídeo original.  Outro ponto é que o conteúdo de mashup é para muitos a porta de entrada no mercado.

Nesse contexto, acredito em duas soluções. A primeira é a parceria. Grandes empresas podem ganhar com a divulgação realizada por produtores independentes, então é um bom negócio permitir o uso de parte de seu conteúdo. A outra solução é simplesmente vetar a monetização do conteúdo produzido com trechos protegidos por direitos autorais.

Assim, a empresa continua garantindo que somente ela lucrará sobre o conteúdo que produziu e o produtor independente tem a chance de divulgar seu trabalho. Dessa forma, mantém-se a porta do incentivo ao empreendedorismo aberta para os dois lados.

Como a ditadura cubana transforma esportistas em criminosos

Liberdadebr.org

Reencontro dos irmãos Hernandez Reencontro dos irmãos Hernandez

Assisti ao emocionante e revoltante documentário da ESPN, Brothers in Exile, que conta a história de dois irmãos cubanos, jogadores de beisebol, Livan e Orlando Hernandez. Os dois desertaram da ilha dos irmãos Castro em busca de seus sonhos de jogar na MLB, a liga norte americana do esporte.

Contudo, a trajetória dos dois foi bem diferente. O único ponto comum é o agente cubano-americano Joe Cubas.Um agente que fazia dinheiro recrutando jogadores da ilha para os times americanos. Cubas, filho de um casal de exilados cubanos, nasceu nos Estados Unidos e, além da grana que conseguia com as transações, o desejo de libertar outros compatriotas de seus pais da ditadura Castro também o movia.

O primeiro dos irmãos que fugiu foi Livan. Ele foi primeiramente para a República Dominicana e depois conseguiu um contrato com o Florida Marlins. O início de sua trajetória na…

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Massacre de Katyn – uma história do comunismo assassino

Katyn MassacreAssisti ao ótimo e impressionante filme Katyn, que conta  a história de um assassinato em massa cometido pelo regime comunista de Stalin contra  cidadãos poloneses durante a 2ª Guerra Mundial em 1940. Ao todo, mais de 22 mil pessoas foram executadas a sangue frio por soldados do Comissariado do Povo para Assuntos Internos (NKVD), a polícia secreta soviética, comandada por Lavrentiy Beria. Eles eram acusados de espionagem e propaganda anti comunista.

Entres as vítimas do genocídio, aproximadamente 6 mil eram oficiais do exército e da polícia da Polônia. O restante era composto de civis, a maioria integrante da intelectualidade polonesa, formada por artistas, professores, escritores, pesquisadores ente outros.

A covarde ditadura comunista atribuiu o crime aos oficiais do governo nazista alemão. Durante a invasão germânica, muitos militares e civis poloneses resistiram, contudo, com o avanço das tropas de Hitler, eles decidiram fugir para leste e entregar-se às tropas russas, considerando que essas lhe dariam melhor tratamento. Triste engano. Acabaram vitimados por um dos mais frios massacres da história.

Cúmplices

O pior é que a mentira da ditadura soviética colou e os alemães acabaram condenados pelos horrores da floresta de Katyn no tribunal de Nuremberg. Durante 45 anos, mesmo diante de diversas evidências, a esquerda ocidental defendeu Stalin.

Enquanto isso, a polícia secreta da Rússia perseguia familiares das vítimas do genocídio, obrigando-os a assinar documentos que imputavam a culpa ao regime nazista. Aqueles que se recusavam eram presos e torturados. Além disso, os parentes eram impedidos de celebrar missas para os que se foram, já que o comissariados vermelho pregava a inexistência de Deus. Nem mesmo uma lápide para os falecidos era permitido construir. Todos os mortos foram jogados em valas comuns e enterrados como indigentes.

Somente em 1990, o presidente russo Mikhaïl Gorbatchev reconheceu a responsabilidade da União Soviética no massacre de Katyn. Contudo, como todos os responsáveis pelo genocídio já haviam morrido, nada aconteceu e ninguém foi penalizado.

Conclusão

Atualmente, muitas pessoas ainda enxergam o comunismo como um regime do bem, que visa melhorar a vida do povo. O filme Katyn é um bom lembrete de como esse tipo de ideologia foi cruel e sanguinária. É triste ver hoje pessoas idolatrando Stalin, que nada mais foi do que um ditador genocida, que comandou a execução de milhares de inocentes e destroçou famílias.

Por isso, recomendo fortemente que todos assistam a essa importante peça documental e não deixe que crimes como o massacre de Katyn sejam obscurecidos por militantes comunistas:

Sobre o definhamento da programação infantil na TV

desempregadosHoje é dia das crianças, mas na TV haverá pouca ou nenhuma programação voltada para esse público. Nada de desenhos. Essa situação é um efeito direto da Resolução 163 do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente da Secretaria de Direitos Humanos . Esse documento “dispõe sobre a abusividade do direcionamento de publicidade e de comunicação mercadológica à criança e ao adolescente”. Em outras palavras, restringe a propaganda de produtos e serviços para crianças na televisão.

Tomemos como exemplo a programação da maior emissora do país, a Rede Globo. Quem não se lembra da maratona de desenhos animados nas manhãs? Da TV Colosso, do programa da Xuxa, da TV Globinho, entre tantos outros. Agora, a criança que ligar a TV pela manhã vai dar de cara com Fátima Bernardes e companhia. O máximo de diversão que ela encontrará será o Louro José fazendo piadas, enquanto Ana Maria Braga cozinha.

Ao tentar controlar os estímulos consumistas gerados pelas propagandas, o estado invade a esfera da família, que é a verdadeira responsável pela educação das crianças. Ou seja, o governo considera que burocratas da Secretaria de Direitos Humanos são mais capacitados para decidir o que é melhor para as crianças do que seus próprios pais.

Outro efeito nefasto é o estreitamento do mercado para as pessoas que trabalhavam em programas infantis. Produtores, apresentadores, roteiristas, criadores de desenhos animados entre outros têm agora menos espaço para mostrar seu trabalho, já que os canais pagos têm grande parte de sua programação produzida no exterior.

O pior de tudo é que o consumismo infantil seguirá firme e forte, como bem destaca Joel Pinheiro da Fonseca:

Com ou sem propaganda, o consumismo infantil permanecerá.  A criança tem pouco controle sobre seus desejos.  Por isso gasta-se tanto com publicidade para elas.  Comidas gordurosas e com muito sal ou muito açúcar atraem muito mais do que legumes.  Caubóis e super-heróis atraem mais do que ambientalistas e filósofos.  Brinquedos novos, modernos e cheios de apetrechos — e jogos eletrônicos — atraem mais do que os artefatos nostálgicos de gerações passadas.

(…)

As crianças aprendem a lidar com a publicidade. Não dá para abolir tendências biológicas e culturais fortes com uma canetada. O que dá para fazer é ver que tipos de educação e formação ajudam a lidar com os muitos apelos e tentações do mundo — e que também têm seu lado bom: para muitos, algumas doses de prazer mais do que compensam decisões sub-ótimas do ponto de vista da saúde.

Em resumo, para conter os impulsos consumistas das crianças, o caminho não é banir publicidade, mas educar as crianças a controlarem seus desejos e entenderem que não podem ter tudo que querem.

O poder da vizinhança – liberdade exige mão na massa

UniaoOs autores americanos Karl Hess e David Morris escreveram em 1976 um livro intitulado “O poder da vizinhança”, no qual eles demonstram a importância de fortalecer a relação entre vizinhos e trabalhar na escala local. Eles lembram que a democracia é o governo dos indivíduos e grupos organizados e ativos. Aqueles não se engajam e não se unem ficam sem voz.

Perceba que o livro foi escrito há quase 40 anos, mas a mensagem continua totalmente atual. Apesar disso, muita gente ainda acha que as soluções virão de ações individuais ou de instâncias nacionais. Território sem coesão social, sem interação entre os diferentes segmentos, é um território a reboque, pois nunca terá força para construir e defender uma proposta de desenvolvimento baseada na sua especificidade.

O maior desafio desse processo é dar o primeiro passo. Muitos não sabem por onde começar. Uma alternativa interessante é iniciar com uma pesquisa sobre o que existe no território. Assim, é possível traçar um caminho, reconhecer as lideranças, as potencialidades, as maiores dificuldades.

Um segundo passo é tentar reunir as pessoas para saber quais são os objetivos comuns e também identificar as competências já existentes no território. A etapa seguinte é ir atrás de parceiros que possam suprir o que falta na região. Por exemplo, identificou-se a necessidade de melhoria na gestão dos pequenos negócios da região, pode-se buscar instituições que trabalhem com esse ponto ou pode-se organizar um currículo baseado em material disponível online. Já se o problema for inovação, pode-se tentar parcerias com institutos e universidades. Se o problema for crédito, o caminho é conversar com bancos e cooperativas, criar fundos  e bancos comunitários, recorrer a moedas sociais e assim por diante.

Outro passo importante é criar um mecanismo de comunicação, que vai ajudar a disseminar as informações e a manter o engajamento das pessoas. Não é necessário algo sofisticado. Murais na prefeitura e nas igrejas, informando a data das licitações, cartazes nas escolas ensinando empreendedorismo, carros de som, informes na rádio local etc. Além disso, a internet abriu diversas possibilidades simples e gratuitas de canais de comunicação, como blogs e redes sociais, como Facebook, twitter e youtube, que permitem criar espaços de interação entre os atores da comunidade.

Aqueles que acreditam no desenvolvimento econômico local e na liberdade dos indivíduos devem trabalhar para resgatar o papel da vizinhança. Para criar um ambiente favorável para o desenvolvimento do nosso território, é necessário conhecer quem está ao nosso lado para que possamos identificar os pontos comuns e amplificar nossas vozes. Só assim será possível gerar uma mudança definitiva e sustentável.

Como bem destaca Karl Hess:

O Libertarianismo é um movimento popular e um movimento de libertação. Ele procura um tipo de sociedade livre, não coercitiva, na qual as pessoas, vivas, livres e distintas, possam se associar livremente, desassociar, e, como bem julgarem, participar nas decisões que afetam suas vidas. Isso significa um verdadeiro livre mercado em tudo desde idéias até idiossincrasias. Significa pessoas livres coletivamente para organizar os recursos de sua comunidade mais próxima ou organiza-los individualmente; significa a liberdade de ter um judiciário baseado e apoiado na comunidade aonde desejado, nenhum onde se preferir, ou serviços de arbitração privada aonde isto é visto como mais desejável. O mesmo com a polícia. O mesmo com escolas, hospitais, fábricas, fazendas, laboratórios, parques e pensões. A liberdade significa o direito de moldar suas próprias instituições. Ela se opõe ao direito dessas instituições te moldarem simplesmente graças a um poder acumulado ou status gerontológico.

Libertarianismo não é sinônimo de egoísmo. Existem diversas formas de promover o desenvolvimento do seu bairro, da sua cidade e do seu território sem precisar recorrer ao poder estatal. Para isso, é necessário colocar a mão na massa e conversar com seus vizinhos. Como bem destaca David Moris, “a teoria é atraente, embora provavelmente mais porque ela permite que a maioria das pessoas evitem fazer o trabalho duro em nível local, enquanto tentam refinar sua retórica e  suas ideias até alcançarem a posição final ‘correta'”.Muita gente acha que vai mudar mundo, antes de mudar a própria vizinhança. Isso acontece porque é muito mais confortável trabalhar no terreno das críticas do que no terreno da prática.