Como criar uma cidade empreendedora? 5 pontos-chaves para fomentar negócios inovadores

GIF CITYO empreendedorismo é um fator fundamental para o desenvolvimento de qualquer cidade, região ou país. Contudo, muitos gestores públicos se perguntam quais pontos devem ser trabalhados para criar um ecossistema que fomente o surgimento de empresas inovadoras e sustentáveis.  Há vários fatores que influenciam esse processo, um caminho, porém pode ser o apontado pela UP Global.

Uma pesquisa elaborada pela entidade indica cinco pontos que permitem o surgimento de um ambiente empreendedor e inovador: talento, densidade, cultura, capital e ambiente regulatório. Para entender melhor vamos analisar cada um separadamente.

Talento

Esse elemento é bem óbvio, né? Empresas inovadoras são fruto do trabalho de pessoas talentosas. Para ter mais gente com talento, os gestores públicos devem investir em capital humano. Isso é feito por meio da melhoria na qualidade da educação e também em colaboração com entidades de capacitação técnica, como as do Sistema S, a Endeavor, a Emater entre outras.

Além disso, o estudo destaca que além de formar empreendedores, o gestor deve incentivar relações trabalhistas mais flexíveis (principalmente para pequenos negócios), que também atraiam pessoas talentosas de outros lugares.

A pesquisa destaca ainda a importância de promover ambientes de trabalho diversos, com presença de pessoas com diferentes origens, com um bom balanço na proporção entre homens e mulheres e com a presença de pessoas de todas as cores. Essa interação multicultural contribui para gerar mais criatividade e modelos de negócios mais inovadores.

Densidade

Não basta ter gente talentosa. Para criar um ambiente de negócios saudável e inovador é necessário facilitar a interação, ampliando a densidade de talento. Para isso, os gestores públicos devem fomentar políticas que fortaleçam clusters e arranjos produtivos locais. Outra iniciativa útil é criar hubs de empreendedores, como fezpor exemplo a prefeitura de Florianópolis. Além disso, é fundamental ampliar a conexão entre as empresas e as universidades. A proximidade fortalece a interação face a face, que estimula a cooperação e a competição.

Cultura
GIF BOLHAA cultura é a mistura que vai dar sustentabilidade a um ecossistema empreendedor e inovador. Nesse sentido, é importante que gestores públicos incentivem o empreendedorismo, dando destaque a empresários de pequenos negócios que vem se destacando, como formar de criar referências para que deseja abrir sua própria empresa.

Além disso, é fundamental incluir o empreendedorismo na grade curricular (como fez a prefeitura de São José dos Campos). Assim, a jovem aprenderá que há outros caminhos profissionais, além de ser empregado de uma empresa.

Por fim, a pesquisa ressaltar a importância de criar um ambiente que não puna os empreendedores que decidiram correr riscos para alavancar seu negócio. A falha gera um importante aprendizado, que permitirá que o empreendedor crie negócios mais sustentáveis e robustos. Para isso, é necessário que os gestores públicos invistam em políticas que facilitem o fechamento ou a falência da empresa de forma rápida e sem custos exagerados.

Capital

Esse elemento também já é bem conhecido. Empresas necessitam de capital para crescer. Então, se o gestor quer negócios fortes em sua cidade, é preciso articular formas de proporcionar acesso simplificado a financiamento a taxas de juros que incentivem o investimento. Isso pode ser feito por meio de cooperativas de créditos, agências de desenvolvimento, sociedades garantidoras de crédito, economia solidária, investidores anjos, capital semente entre outros meios.

Ambiente regulatório

Smart cityPor fim, para que empresas nasçam e floresçam, é necessário que as regras do jogo sejam simples e claras. A insegurança jurídica e a burocracia são as maiores inimigas da inovação e do investimento. Um dos caminhos é a implementação da Redesimples, que busca simplificar os processos de abertura e licenciamento de empresas. Outro é efetivar o princípio do “pense no pequeno primeiro”, que diz que toda e qualquer legislação deve oferecer tratamento diferenciado para os pequenos negócios.

Texto originalmente publicado no Portal do Desenvolvimento

11 benefícios que a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa traz para os produtores rurais

AgricultorAlgumas pessoas não sabem, mas a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (LC 123/2006) também traz benefícios para o produtor rural. E é muita coisa boa! O artigo 3º equipara o produtor rural pessoa física e ao agricultor família, que respeitem os limites de receita estabelecidos na Lei Geral, às micro e pequenas empresas.

Que limites são esses? A microempresa pode ter receita bruta de até R$ 360 mil/ano e a empresa de pequeno porte de até R$3,6 milhões/ano.

Leia o texto completo AQUI.

O que o barateamento artificial do crédito pode causar?

L20061012-PODER-DE-COMPRAO governo brasileiro tem tomado diversas medidas para baratear o crédito, como baixar a taxa de juros e cortar o rendimento da poupança. A ideia é ampliar o poder de compra do consumidor brasileiro e estimular o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).

A taxa de juros representa o “preço” do dinheiro. Dessa forma, quanto mais dinheiro houver (poupança), mais barato será um empréstimo (crédito). Contudo, ao controlar a taxa de juros, a equipe econômica distorce o funcionamento dessa operação.

Assim, os bancos passam a baratear suas linhas de financiamento não com base na poupança, mas no endividamento. O problema é que, para sustentar essa estratégia, o governo cobre a dívida dos entes bancários. Em setembro, a União injetou R$21 bilhões na Caixa e no Banco do Brasil. Esse montante é dinheiro público, ou seja, recurso adquirido por meio de tributação ou inflação.

Cria-se, então, uma falsa sensação de prosperidade. Barateia-se o crédito de forma artificial, financiando o endividamento dos bancos públicos por meio da tributação do cidadão ou por impressão de moeda, que gera inflação de preços. Ou seja, o que ocorre na verdade é uma limitação no poder de compra e não um aumento.

Pior: várias pessoas, iludidas pela propaganda governamental, pegam um empréstimo e acabam comprometendo sua renda por conta do endividamento. Trocando em miúdos, o governo, para captar recursos para poder capitalizar os bancos públicos, segue dois caminhos: aumento da tributação ou impressão de moeda, que gera inflação. Essas duas medidas diminuem a renda do consumidor, que, quando tiver que pagar o empréstimo terá menos poder de compra do que tinha antes de adquirir a dívida. Resultado: aumento da inadimplência.

Outro efeito colateral do barateamento artificial do crédito por meio dos bancos públicos é que as instituições financeiras privadas se veem obrigadas a também baixar suas taxas de juros para não perderem mercado. Porém, bancos privados não têm, pelo menos a princípio, o privilégio de ter suas dívidas arcadas pelo Estado. Assim, o que ocorre é a perda de capacidade de investimento dessas instituições, o que contribui para o aumento da concentração no mercado bancário.

Como mostra matéria do Portal Brasil, “os bancos privados nacionais detinham 47,9% das operações de crédito, em setembro de 2008, mas apesar de o volume de crédito bancário ter dobrado de lá para cá, a participação nos financiamentos e empréstimos caiu para 37,1%.Em contrapartida, os bancos públicos, que à época detinham 30,7% do estoque de créditos, são agora detentores de 46,2% dos R$ 2,237 trilhões emprestados a terceiros – pessoas físicas e jurídicas”.

Em suma, a estratégia do governo pode até gerar um crescimento a curto prazo, mas no longo prazo, a tendência é aumento da inflação, crescimento da inadimplência e expansão da concentração do mercado bancário. Esses fatores somados tendem a prejudicar o crescimento nos próximos anos.

Sobre ciclos e crises

Teremos uma crise pesada no Brasil nos próximos anos. Pelo menos é o que apontam o economista Leandro Roque e o estrategista Paulo Vicente. O primeiro baseia sua previsão na teoria dos ciclos econômicos e o segundo, nos ciclos de Kondratiev.

A teoria dos ciclos diz que uma expansão artificial de crédito gera um desequilíbrio na economia e leva empreendedores a tomarem decisões equivocadas e adquirirem dívidas esperando um retorno maior a frente, que não virá. Como há uma expansão da base monetária (quantidade de dinheiro em circulação) sem lastro, os preços sobem demais, a moeda perde valor e os emprestadores não podem mais financiar os tomadores de crédito, assim, os empreendedores percebem que o retorno que esperavam não acontecerá e a economia entra em um período recessivo.

De acordo com Roque, o Brasil já está entrando no período de recessão. O problema, segundo ele, é que a expansão do crédito faz subir também o preço dos insumos e da mão de obra. “Quanto mais os preços dos fatores de produção sobem, mais desesperadas por novos empréstimos ficam aquelas empresas que deram início a projetos de longo prazo levadas pela crença de que o crédito seria farto e barato durante muito tempo, e que os lucros seriam fáceis.  O aumento dos preços — e, por conseguinte, dos juros — altera seus planos”.

Roque baseia sua análise nos dados sobre a expansão dos meios de pagamento fiduciários, que são aqueles que não possuem nenhum lastro. Esse meio aparece por conta do regime de reservas fracionárias, que nada mais é do que dinheiro criado por meio de alavancagem. Explicando por alto: os bancos partem do princípio de que nem todos os correntistas vão querer sacar todo seu recurso ao mesmo tempo. Assim, o banco mantém apenas uma parte do dinheiro em caixa e empresta o restante. Ou seja, guarda somente uma fração do depósito.

Em outras palavras, grosso modo, se você depositou R$100 e o banco tem em caixa somente R$10 (usando a diferença para fazer um novo financiamento), mas na sua conta continua constando os mesmos R$100, significa que há R$90 de dinheiro sem lastro, criado do nada. Agora imagine esse mesmo procedimento sendo feito com milhões de correntistas. Daí que surge o aumento da base monetária sem lastro que, segundo Roque, vai gerar a expansão artificial de crédito que depois levará a economia brasileira à recessão.

Já Paulo Vicente também prevê uma crise para o Brasil, porém com base em outra teoria, a dos ciclos de Kondratiev. O estrategista complementa sua análise por meio da teoria dos ciclos hegemônicos, que diz que toda potência após certo tempo entra em declínio para que outra possa ascender. Já a teoria dos ciclos de Kondratiev, também conhecida como ciclo da tecnologia, afirma que a humanidade passa por uma crise sempre que a matriz tecnológica é alterada.

Segundo Vicente, o período de hegemonia norte americana já está no estágio de declínio, assim como o ciclo tecnológico que teve início com a expansão da telecomunicação e da informática. A primeira teria fim aproximadamente em 2065 e a segunda em 2030.

“Supondo que a lógica dos ciclos se mantenha, a década de 2010 será de competitividade internacional crescente, e a década de 2020 verá crises generalizadas com guerras nas várias regiões do mundo, mas não parece ainda que haverá uma guerra de transição hegemônica. Não é objetivo deste texto especular sobre o futuro, mas sempre houve crises políticas e econômicas nos finais de ciclo no Brasil, isto sugere uma crise nacional na década de 2020”.

Podemos acrescentar às previsões dos dois pesquisadores a do economista chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), Olivier Blanchard, que afirma que a crise europeia irá durar até 2018. Além disso, outro grande comprador brasileiro, a China, passará nos próximos anos por um período de transição, que indica um modelo de indústria mais voltado para provimento do mercado interno, o que implicaria crescimento menor e menos importações brasileiras por lá.

Enfim, estamos passando por um momento bom, o país tem um desemprego baixo, razoável estabilidade econômica e política e boa visibilidade internacional. É preciso interromper um pouco a estratégia de estímulo ao consumo por meio da expansão do crédito e promover reformas que aumentem a produtividade, barateiem os custos de produção e ampliem a poupança interna. Caso contrário, teremos que fazer isso em condições precárias.

Crédito sem poupança é caminho para crise

A crise americana de 2008, que hoje faz o país patinar economicamente com uma taxa de desemprego próxima aos 10%, não foi uma surpresa. Tudo estava totalmente claro. O leitor pode me dizer: “agora é fácil falar, difícil era prever a crise na época em que tudo estava dando certo”. Pois bem, muita gente previu e o fez com uma precisão absurda.

Um dos que anteviram o colapso foi Peter Schiff. Na época da bonança, todos estavam comprando casas com crédito facilitado, liberado por bancos com incetivos governamentais (qualquer semelhança com o atual cenário no Brasil não é mera coincidência). As pessoas davam como garantia do empréstimo o próprio imóvel, que ainda iriam comprar.

Abaixo a incrível profecia de Peter Schiff:

Como os preços das casas estavam super valorizados, a garantia do empréstimo (o imóvel) não era suficiente para cobrir um possível calote. Todo esse esquema era falsamente sustentado por uma estratégia que envolvia seguradoras, agências de classificação de risco e até membros das faculdades de economia, que davam sustentação teórica a essa operação insustentável.Essa dinâmica foi descrita no documentário “Inside Job” (Trabalho Interno).

Todos nós já sabemos o que aconteceu. Esse não é o ponto deste texto. A questão aqui é mostrar que muitos analistas sérios alertaram para os riscos desse processo e foram ridicularizados por conta do bom momento econômico que o país vivia.

Atualmente, temos no Brasil a questão do crédito para compra de automóveis. Muitas pessoas dão o próprio veículo como garantia. Contudo, o carro vai se desvalorizando com o tempo e no fim o consumidor que não consegue manter os pagamentos em dia acaba sem o carro e com uma dívida adicional.

Claro que a situação aqui não é tão grave como foi a americana. No entanto, percebe-se que o governo brasileiro parece entender que o crescimento advém simplesmente do consumo. Assim, basta baratear o crédito e aumentar a oferta de dinheiro para acelerar a economia.

O consumo deve prioritariamente partir da poupança, ou seja, você junta um montante e depois compra o que deseja. Só devemos recorrer ao crédito em casos pontuais. Crédito não é renda, é dívida! Não adianta dizer que agora todos podem ter carro, se daqui há um ano a pessoa perderá o veículo e ainda estará endividada!

Os americanos sabem que essa estratégia gera no máximo um curto período de euforia, que será seguido de um longo processo de depressão e desemprego. Ser inteligente é aprender com o erro dos outros, não com os nossos!

Financie sua ideia sem precisar de bancos

Um dos principais obstáculos que um potencial empreendedor enfrenta para abrir o negócio é falta de linhas de crédito. Além disso, muitos consideram que é necessário investir muito para abrir uma empresa e acabam abortando a ideia.

Contudo, a pesquisa pesquisa Global Entrepreneurship Monitor, a GEM 2010, que traça o perfil dos empreendedores no mundo, mostra que mais da metade dos empresários brasileiros precisaram de no máximo R$10 mil para abrir seus negócios. Esse dado mostra que ter sua própria empresa não é tão caro quanto se pensa.

A pesquisa mostra, no entanto, que a dificuldade de conseguir financiamento ainda é um impeditivo.Há poucas linhas de crédito para quem está começando um negócio. Poucos podem contar com os bancos na hora de abrir uma empresa. Dos que precisam pedir ajuda, 70,5% procuram alguém da família. Amigos ou vizinhos são a fonte complementar de recursos para outros 22,3%. O restante é financiado por investidores estranhos que têm uma boa ideia (3,8%), por colegas de trabalho (2,9%) ou por outros (0,6%).

Uma forma de viabilizar a abertura de empresas é o crowdfunding , que nada mais é do que o financiamento colaborativo. Atualmente, já existem na internet diversas plataformas que facilitam esse processo.Uma das mais conhecidas é o site Catarse. Lá, você cadastra seu projeto (eles só aceitam projetos, não é aberto para financiamento de empresas) e diz quanto precisa e em quanto tempo deseja arrecadar aquele dinheiro.

Cadastrado o projeto, é necessário fazer um vídeo e um texto explicativo da ideia para convencer as pessoas a doarem dinheiro para você. As doações podem ser feitas diretamente pelo site.

Para quem tem empresa e precisa de crédito, o Impulso é uma boa opção. Ele é voltado à concessão de microcrédito produtivo para ajudar pequenos negócios.

Além do Catarse e do Impulso, existem diversos outras plataformas de crowdfunding como o Benfeitoria, o Incentivador, o Morove.me, entre muitos outros. Um ponto importante a se destacar é que o crowdfunding é baseado na premissa de muitas pessoas doando pequenas quantias, ou seja, é junção de muitas que se prontificam a doar um pouco, mas que acabam ajudando muito!

Fio condutor

Quinta-feira, dia 23 de dezembro, encerrou-se a primeira etapa do programa de trainees. Refletindo sobre as duas áreas por onde passei, lembrei da cidade de São Paulo.

São Paulo é uma cidade tão diversa, que cada bairro parece uma nova cidade. No entanto, há algo entre as várias comunidades que lá vivem (japoneses, italianos, libaneses etc) que dá forma à uma identidade comum, a de cidadãos paulistanos.

Da mesma forma analiso a Unidade de Assessoria Institucional (UARI), meu primeiro rodízio, e a Unidade de Acesso a Serviços Financeiros (UASF), meu segundo rodízio. As duas áreas possuem características tão próprias que às vezes parecem não fazer parte da mesma empresa.

Ao experimentar esse conflito de atuações, pude entender melhor a função de documentos como o Direcionamento Estratégico do Sebrae e as metas mobilizadoras. São mecanismos como esses que permitem que áreas tão diversas criem uma identidade e possam atuar em conjunto em prol de um objetivo comum.

É possível fazer um paralelo com a teoria de Hegel. Posso dizer que a UARI é a tese; a UASF, a antítese; e o Sebrae seria a síntese. Dessa forma, a empresa possui características que a identificam com todas as áreas, mas não pode ser explicada por apenas uma delas.

O sistema de rodízio do programa de trainees nos ajuda a enxergar mais claramente essa conexão macro e a pensar pontes que possam ligar a atuação de todas as unidades do Sebrae, potencializando os resultados para as micro e pequenas empresas.

Feliz Natal e um ótimo 2011 para todos!

Site Especial de Acesso a Serviços Financeiros

Menu "quando buscar recursos"

Quando cheguei à Unidade de Acesso a Serviços Financeiros (UASF), o gerente Alexandre Guerra deixou claro que meu objetivo principal era começar a implementar o Site Especial de Acesso a Serviços Financeiros. Foi um grande desafio.

O antigo site tinha um enfoque mais institucional, minha missão era aproximá-lo mais do público do Sebrae, tornar a linguagem mais acessível. O primeiro passo foi pensar em uma estrutura mais voltada para o atendimento, mas que mantivesse uma parte institucional para os parceiros da unidade. Junto com o analista João Augusto Pérsico e a jornalista Fernanda Peregrino, fechamos uma estrutura.

A partir daí, veio, para mim, a parte mais trabalhosa. Selecionar os textos para preencher a estrutura. Tive de ler mais de 99 páginas de textos, visitar sites de Sebraes estaduais e muitas vezes criar novos textos.

O resultado poderá ser visto em março, quando o site será lançado. Contudo, apresento aqui um dos menus do site, chamado “quando buscar recursos”. Para mim, ele tem um valor especial, pois foi o primeiro a ficar pronto e passou a ser modelo para os demais. Muitas características foram agregadas como a criação de um texto introdutório, o uso de vídeos e de programas de rádio e a seleção de texto mais próximos das necessidades dos empreendedores.

Durante minha passagem pela unidade, 80% do site foi concluído. Porém, dois produtos, que demandarão um pouco mais de tempo, serão ainda desenvolvidos antes do lançamento do portal.

Para mim, foi uma experiência muito engrandecedora, que possibilitou que eu tivesse contato com diversos outros colegas que são responsáveis por outros sites especiais. Pude sentir que há grande expectativa com relação ao site de Acesso a Serviços Financeiros e acredito que o portal irá atender ao que se espera.

Agradeço a todos os analistas UASF, que realizaram a revisão técnica do site, agradeço muito à jornalista Fernanda Peregrino, que sempre me ajudou e me orientou com relação aos requisitos necessários para cada página. Agradeço ainda ao colega André Dantas, que divulgou o documento de detalhamento do site, que produzi e ao colega Pérsico por confiar nas minhas habilidades e por me dar liberdade para criar.

Vale ressaltar que a passagem pela UASF me possibilitou muitas outras oportunidades, como trabalhar com outros veículos da unidade, como o boletim de crédito e boletim UASF, quando tive uma orientação muito atenciosa do colega André Dantas. Fico extremamente grato por poder ter ajudado e por terem confiado no meu trabalho. Saio da unidade me sentindo muito mais preparado para contribuir com o Sebrae. Obrigado, UASF!

Um mundo que se abre

Banco comunitário Palmas empresta a juros

Na semana passada, entre os dias 17 e 19 de novembro, foi realizado o II Fórum Banco Central de Inclusão Social. O Sebrae participou do evento como um dos organizadores e eu tive a chance de acompanhar os debates lá realizados. Porém, esse post não tem o objetivo de reportar o que foi discutido por lá.

Na verdade, eu gostaria de expressar minha alegria de ter participado do evento. Para mim, foi um ganho que transcendeu o campo profissional e ampliou minha visão de mundo. No campo da inclusão financeira, trabalha-se com o que se costuma chamar de “Brasil profundo”, ou seja, com a pobreza extrema.

Vou guardar para sempre a conversa de Sandra Magalhães, representante do banco comunitário Palmas, com o presidente Lula. Em sua fala, Sandra lembrou que o presidente havia visitado o banco Palmas antes mesmo de ser eleito para seu primeiro mandato.

O presidente em seu discurso retomou a lembrança e comentou que o banco havia lhe dado um cartão com crédito de R$15. Sandra logo corrigiu “foi de R$ 20, presidente” e acrescentou: “a gente deu crédito máximo para o senhor”.

Esse diálogo me fez refletir que há diversas  comunidades no país como a do conjunto Palmeira (Fortaleza/CE), sede do banco Palmas, onde R$20 representa uma quantia significativa para as famílias, que ao ter acesso a esse dinheiro, podem, por exemplo, garantir a comida dos filhos por uma semana.

Por isso, muito além dos conhecimentos técnicos, a participação no Fórum representou para mim um ganho de humanidade. O colega André Dantas costuma comentar que os trainees não devem ser treinados para atuar em unidades determinadas, mas para trabalhar em qualquer área do Sebrae. Posso dizer que esse evento me tornou não só um profissional mais capacitado, mas também um ser humano mais consciente, me “capacitou” para a vida.

A cobertura do II Fórum Banco Central de Inclusão Financeira está disponível no blog Pequenos Negócios e Finanças.

Abaixo dois vídeos. O primeiro sobre o Banco Palmas e o segundo, uma reportagem da TV NBR sobre o Fórum.

Finanças em dia melhoram a economia emocional

Estabilidade financeira dá tranquilidade para inovar

Em artigo para a revista, Le Monde Diplomatique Brasil, o sociólogo Jessé de Souza explica a expressão “economia emocional”. De acordo com Souza, o fato pessoas de famílias mais abastadas, que tiveram a oportunidade de ter contato mais bens culturais, tem uma perspectiva diferente da vida, compartilhando valores que lhes permitem conquistar empregos com remuneração suficiente para manter o mesmo padrão de vida.

O sociólogo explica que pessoas de faixas mais pobres tem mais dificuldade em ascender socialmente, pois não tiveram a mesma chance de usufruir de bens culturais. Essa falta faz com que essas pessoas tenham uma percepção diferente da realidade e acabem sem oportunidades.

Minha vivência aqui na Unidade de Serviços Financeiros (UASF) me permitiu perceber o quão importante é esse assunto na vida do empreendedor, tanto que uma das entregas que devo fazer é tornar o site da Unidade mais informativo para o público.

Por meio da experiência que estou tendo, consigo fazer uma analogia entre o pensamento de Souza e o universo das empresas. É possível dizer que o empreendedor que não tem um fluxo de caixa bem feito acaba gastando muito tempo tentando sanar esse problema e perde outras oportunidades de expandir o negócio.

Por isso, o trabalho do Sebrae na parte de acesso a serviços financeiros é tão relevante. O empresário que consegue resolver seus problemas financeiros pode focar outros pontos do negócio, como marketing, atendimento, entre outros.

O Sebrae não empresta dinheiro, mas presta consultoria e ajuda o empreendedor a ordenar o caixa de sua empresa, contribuindo para um aumento da economia emocional. A tranquilidade trazida pela estabilidade financeira permitirá ao empresário arriscar mais, o que abre caminho para inovação e aumenta a competitividade dos produtos.