Revisores x jornalistas

No mês passado, defendi minha tese de especialização em Revisão de Texto. Minha teoria é que há espaço na cadeia de produção do jornalismo para a inserção de revisores de textos. Porém, no decorrer da minha pesquisa, acabei buscando identificar as estruturas sintáticas padrões do jornalismo para instrumentalizar o profissional de revisão para trabalhar em redações de jornais.

De acordo com o teórico Nilson Lage, existe uma forma de escrita sistematizada no jornalismo. Essa fórmula está amparada em três pilares principais: o uso da voz ativa, da ordem direta e o empregado de sentenças curtas. Para exemplificar minha hipótese comparei exemplares do jornal Folha de S.Paulo em dois períodos distintos.

O primeiro foi durante o governo Vargas, de 1934 a 1945, quando a população brasileira era majoritariamente rural e o jornal impresso era o principal meio de divulgação de notícias. O segundo foi a fase de redemocratização, de 1989 a 2009. Nesse período, a população brasileira passou a ser quase totalmente urbana e a televisão ascendeu a principal meio de comunicação, seguida pelo rádio e pela internet.

Para conferir os resultados dessa pesquisa basta clicar na link abaixo:
Monografia Pedro Valadares

Conhecer a trajetória!

Durante os oito meses do programa de trainee, pude entender a importância do treinamento focado em um objetivo institucional. O Sebrae deseja ter analistas cada vez mais alinhados com a cultura da empresa e por isso elaborou um programa de treinamento de jovens recém formados para selecionar perfis compatíveis com a instituição.

Ao meu ver, o sucesso dessa experiência precisa ser ampliado. É necessário mapear processos e criar critérios claros para a ascensão na carreira dentro da empresa, deixando claro quais são os conhecimentos que a instituição valoriza para cada cargo.

Essa definição, além de deixar claro os desejos da empresa, proporciona autonomia e clareza para que o empregado possa tomar decisões sobre sua carreira. Dessa forma, ganha a empresa, que mantém em seu quadro profissionais que querem “vestir a camisa”, e ganha o trabalhador, que, com base nas possibilidades de ascensão profissional oferecidas, pode decidir se a instituição realmente contempla seus objetivos.

Esse processo com certeza vai impactar a qualidade do atendimento oferecido ao cliente do Sebrae, pois ele terá à disposição empregados mais motivados e alinhados com a missão da empresa. Dessa forma, fortalece-se a imagem institucional!

Empreendedorismo x Cultura

Outro dia estava lendo um artigo do filósofo Hélio Shwartsman, cujo título é “A democracia é para todos?”, no qual o articulista questionava se o sistema democrático seria compatível com todas as culturas.

Hoje, eu estava postando algumas fotos que fiz no terceiro rodízio que realizei no Sebrae/AP e lembrei que ao visitar uma comunidade nativa lá, eu fiquei com um questionamento similar: o empreendedorismo é para todos?

Em algumas culturas, não há uma mentalidade empresarial. Muitas comunidades indígenas são focadas na conservação da cultura e na repetição das tradições. Nesse contexto, projetos do Sebrae com esse público acabam não tendo seguimento. Se pensarmos que o empreendedorismo tem uma relação com uma atividade com foco no mercado, perceberemos que há um choque de culturas.

Não cheguei há uma resposta para o meu questionamento, mas acho que essa experiência ampliou minha visão sobre as dificuldades para atuação do Sebrae em áreas de grandes reservas indígenas. Eu passei a procurar mais subsídios para tentar pensar uma forma de atuação com esse público.

Etel, uma supertutora!

Hoje, estou aqui para prestar uma homenagem, um tanto quanto tardia, mas super merecida a minha tutora Etel Tomás. Chamá-la de MINHA tutora é só forma de falar. Etel é daquelas pessoas magnéticas que está sempre disponível para ajudar a todos. Tanto que não foram poucas as vezes que a dividi com outros amigos trainees (com todo o prazer, diga-se, pois acho que Etel deveria ser tutora do Sebrae).

Ela sempre ouviu minhas angústias. Porém, um dos fatos mais emocionantes para mim foi durante a apresentação do projeto aplicativo. Pouco antes do início da apresentação, Etel, do alto de toda sua representatividade no Sistema Sebrae, me disse que “sempre estará na minha platéia”.

É daqueles momentos que te tiram as palavras. Não saberia como responder. A felicidade e o orgulho de ouvir àquelas palavras foi fantástico. Com todo respeito pelos outros tutores, não existe ninguém melhor que a Etel para te mostrar realmente o que é o Sebrae. A paixão dela é contagiante! Foi um imenso prazer tê-la como tutora. É uma amiga para o resto da vida! Serei pra sempre seu fã!

Neste vídeo, você pode ter o privilégio de saborear os ensinamentos da Etel:

Momentos que marcam!

Faço uma pausa nas formas alternativas de postagem e retorno a velha e boa palavra escrita para falar sobre momentos que marcam nossa vida. Estamos nas últimas e derradeiras semanas do programa de trainee, o número de entrega sobe exponencialmente, assim como a expectativa da casa com relação a qualidade.

Por isso, a apresentação dos blogs, como bem relatou a amiga trainee Camila, foi gratificante pelo surpreendente impacto positivo causado aos presentes. Os elogios brotavam de forma inesperada, potencializada talvez pela humildade com que nos dedicamos à apresentação, buscando aprimorar os pontos falhos indicados pelo colega Paulo Volker.

Contudo, como diz o próprio Paulo, nossa trajetória deve equilibrar a vaidade despertada pelos elogios e a autocrítica necessária, para que sempre caminhemos no caminho da excelência. Devemos lembrar que quanto mais qualidade apresentarmos, maior será o padrão de exigência sobre o grupo.

Já mencionei aqui no blog antes que eu sinto que todo trainee representa o grupo. Então, a apresentação de segunda foi marcante para mim, pois o formato que adotamos exigia que ela fosse consumida como um inteiro, sem foco nas individualidades. Foi realmente um produto de trabalho colaborativo!

Para assistir à apresentação acesse o blog da Camila : http://sebraecamila2.wordpress.com/

Responsabilidade dividida

Na última sexta-feira, enquanto muitos se preparavam para curtir o Carnaval, os trainees apresentavam no auditório as experiências que tiveram nos estados. Foi uma viagem por diferentes Brasis! Assim como existem vários Brasis, existem vários Sebraes. Uma colega disse que um desafio do Sebrae é transformar suas soluções em um Jornal Nacional, ou seja, tentar oferecer produtos semelhantes em todos os estados.

Para mim, ficou muito claro o papel do Sebrae Nacional dentro do sistema. Nós devemos funcionar como um fonecedor e também como indutor. Para isso, é preciso estar cada vez mais próximo das unidades estaduais, para desenvolver soluções que sejam ainda mais efetivas.

Na minha apresentação, por querer destacar alguns pontos críticos, acho que acabei sendo injusto com o Sebrae Nacional. Se há às vezes problemas de comunicação, não se pode debitar tudo na conta do Nacional. Algumas vezes, gestores da ponta reclamam de falta de atenção, mas não buscam o Nacional, esperam ser procurados.

Ouvir é se tornar co-responsável

O colega Paulo Volker, que foi incumbido de nos avaliar, disse uma frase muito certeira. A partir do momento em que tivemos contato com a realidade dos Sebrae/UF e ouvimos suas necessidades, nos tornamos responsáveis pelas soluções. Se a situação não mudar, significa que nossa visita não foi efetiva. Por isso, me sinto agora encarregado de ser o porta voz do Amapá no Sebrae Nacional e tentar lembrar a realidade do estado em cada projeto que eu participar.

O Amapá é logo ali!

Nesta segunda-feira, começa o  terceiro e último rodízio do programa de trainees. Essa etapa tem um diferencial: será realizada fora do Sebrae Nacional. Cada trainee viajará para um Sebrae/UF  para três semanas de trabalho na ponta.

Meu destino é o Amapá. Estou muito feliz de poder visitar o estado do meio do mundo! Como já disse meu amigo trainee Lucas Quintela, o Norte é a verdadeira região dos excluídos. Ao contrário do Nordeste, a região não conta com um fluxo de turismo interno tão forte.

O Norte é muito mais valorizado por estrangeiros que por brasileiros. Muitas soluções pensadas no Sebrae não se adaptam a realidade de lá. O Norte é uma região cheia de características próprias que pode gerar muita inovação para o país. Por lá, há cultura indígena, amazônica, uma imensa fronteira com diversos países.

O Amapá em especial é o estado brasileiro que tem contato mais direto com a Europa. Não somente por abrigar o ponto mais extremo do Brasil, o Oiapoque, mas por fazer fronteira com Guiana Francesa.

Espero aprender bastante com o pessoal do Sebrae Amapá e com as comunidades de Pedra Branca e Serra do Navio. Acredito que esse rodízio vai me dar uma noção da dimensão dos desafios do processo de desenvolvimento territorial.

O Sebrae Nacional está passando por reestruturação. É, portanto, um momento para novas formas de atuação florecerem. Eu pretendo aproveitar ao máximo!

Confira mais informações sobre o Amapá:

“Caosórdito”


A palavra que dá título a este post me foi apresentada pelo colega Heitor e explica totalmente o que passei na última semana durante o curso Empretec.

O Emprectec é um curso do Organização das Nações Unidas, que, no Brasil, é ministrado pelo Sebrae. O objetivo é estimular o empreendedorismo. O curso é internacional e já foi realizado em mais de 70 países. No Brasil, mais de 100 mil pessoas já tiveram a oportunidade de participar dessa experiência.

Para não estragar a experiência dos que ainda vão cursar o Empretec, não entrarei nos detalhes das dinâmicas do curso. O que gostaria de dizer é que o curso deixa claro que, se você for persistente e buscar se superar e se organizar, qualquer tarefa pode ser cumprida!

Retomo um exemplo de um fato que aconteceu comigo e com Heitor (aquele lá do 1º parágrafo, lembra?). Um dia fomos correr um percurso de 6km. Eu nunca havia cumprido essa distância em menos de 35 minutos. Porém, como estávamos correndo em dupla, eu me esforcei para acompanhar o ritmo do Heitor. Ao final, quando olhei o cronômetro, marcava 30 minutos! Uma melhora de 15%!

Os instrutores do Empretec me proporcionaram a mesma sensação. Fiz algo que não achava que era possível. Isso não tem preço. Obrigado, Sebrae!

Confira mais informações sobre o Empretec aqui:

Confira também a página do Empretec:

http://www.sebrae.com.br/momento/quero-abrir-um-negocio/vou-abrir/desperte-interesse/empretec

Um grande ano

Voltamos hoje ao trabalho aqui no Sebrae. Durante as próximas duas semanas, estaremos dedicados plenamente ao projeto aplicativo, uma das nossas principais entregas. Ainda neste ano, faremos o Empretec, um dos cursos mais famosos da instituição, e iremos trabalhar em um Sebrae estadual.

O programa de trainees acaba em março, período em que será decido se ficamos ou não no Sebrae. Todos esses acontecimentos trasnformam 2011 em um grande ano! Desejo sucesso a todos!