Quando a escola mata a criatividade

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Horário comercial atrapalha a criatividade

Em época de mobilidade e expansão da internet banda larga, aliada a uma economia que migra paulatinamente para o setor de serviços, não faz mais sentido empresas quererem seus profissionais por 8 horas dentro de suas estruturas físicas.

Mais horas dentro da empresa não significa mais produtividade. Muito pelo contrário, por vezes o montante do trabalho não coincide com o tempo disponível e muitos empregados acabam perdendo dentro de um prédio horas que poderiam estar sendo gastas junto com a família, com prática esportiva e cultural e com trabalho comunitário e voluntário.

Outro ponto nefasto do regime comercial é tentar condicionar a criatividade a um certo período do dia. Principalmente empresas que trabalham com produção de conhecimento deveriam proporcionar horários flexíveis.

Quando falo de flexibilidade, não estou dizendo proporcionar uma margem de meia hora para o empregado. Eu defendo que a empresa possibilite que o funcionário cumpra as horas em qualquer momento do dia. Se a carga horária é de 8h/dia, o trabalhador deve poder, se for mais adequado ao seu ritmo, trabalhar de 8h ao meio dia e depois retornar às 18h e trabalhar até às 22h.

A ciência já cansou de provar que os seres humanos possuem características fisiológicas distintas. Então, uma estrutura que visa estabelecer um período único para todos está fadada a desperdiçar talento e a produzir insatisfação.

O marketing inovador de Obama

Uma notícia chamou a atenção esta semana. Na próxima quarta-feira (20), às 20h45 (horário de Brasília), o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, responderá a perguntas sobre inovação enviadas por usuários do Facebook em todo o mundo.

Com certeza, o carismático (e midiático) presidente norte americano receberá milhões de questionamentos de todas as partes do planeta, querendo ouvir suas ideias inovadoras. Porém, há algo suspeito. Quais conhecimentos extraordinários possui Obama para se colocar como um papa da inovação? O evento é ainda mais questionável, se pensarmos que o mandatário acabou de sofrer uma derrota no Congresso, depois de negociar por semanas uma tregua com parlamentares republicanos. Além disso, sua imagem de pacifista ficou prejudicada pela intervenção polêmica na Líbia.

Outro ponto a se observar é que Obama lançou-se recentemente candidato a reeleição. Não duvido que ele tenha pessoas muito capacitadas em sua equipe, que sejam até mesmo referência em inovação. É até uma sacada legal aproveitar o carisma do presidente para promover o tema. Entretanto, o evento parece, neste momento, estar muito mais para o lado do marketing do que para o da ciência e da tecnologia. O que não deixa de ser uma grande inovação!

Inovando na prática

Boa noite, pessoal. Essa semana, estou testando uma inovação aqui no blog: o videopost! Para conferir o resultado dessa experiência, basta dar play no vídeo abaixo!

PS.: Tá um pouco escuro, mas acho que a mensagem foi transmitida!

Abaixo a primeira parte da palestra de Luli Radfahrer:

Ferramentas online: um modelo a ser seguido

Recentemente, foi lançado o programa Click Marketing, no qual você pode criar um plano de marketing para sua empresa. Em caso de dúvidas, você ainda tem a ajuda de um tutor. Quem quiser acessar, basta clicar na aba “faça seu plano de marketing”, aqui em cima, no cabeçalho deste blog.

As ferramentas online são excelentes, pois permitem ao Sebrae desterritorializar seu atendimento. Ou seja, permite que o entidade atenda sem precisar ter uma estrutura física. Além disso, ferramentas online de autoatendimento possibilitam que a instituição tenha maior capilaridade.

Por isso, o Click Marketing lançou um modelo que deve ser seguido pelo Sebrae, que é o desenvolvimento de ferramentas digitais de autoatendiemento que ajudem na gestão da empresa. Outra característica que o Click Marketing traz é a tutoria online. Dessa forma, se o usuário, ao preencher os campos, tiver alguma dúvida, ele pode entrar em contato com um tutor, que vai ajudá-lo.

Outro ponto que pode ser implementado é a integração dessas ferramentas online nos cursos que o Sebrae oferece. Pode-se introduzir um módulo ensinando a navegar nesses softwares. Assim, além de integrar seus produtos, o Sebrae dá um passo a mais para fidelizar o cliente.

Assista abaixo o vídeo de divulgação do Click Marketing:


Fio condutor

Quinta-feira, dia 23 de dezembro, encerrou-se a primeira etapa do programa de trainees. Refletindo sobre as duas áreas por onde passei, lembrei da cidade de São Paulo.

São Paulo é uma cidade tão diversa, que cada bairro parece uma nova cidade. No entanto, há algo entre as várias comunidades que lá vivem (japoneses, italianos, libaneses etc) que dá forma à uma identidade comum, a de cidadãos paulistanos.

Da mesma forma analiso a Unidade de Assessoria Institucional (UARI), meu primeiro rodízio, e a Unidade de Acesso a Serviços Financeiros (UASF), meu segundo rodízio. As duas áreas possuem características tão próprias que às vezes parecem não fazer parte da mesma empresa.

Ao experimentar esse conflito de atuações, pude entender melhor a função de documentos como o Direcionamento Estratégico do Sebrae e as metas mobilizadoras. São mecanismos como esses que permitem que áreas tão diversas criem uma identidade e possam atuar em conjunto em prol de um objetivo comum.

É possível fazer um paralelo com a teoria de Hegel. Posso dizer que a UARI é a tese; a UASF, a antítese; e o Sebrae seria a síntese. Dessa forma, a empresa possui características que a identificam com todas as áreas, mas não pode ser explicada por apenas uma delas.

O sistema de rodízio do programa de trainees nos ajuda a enxergar mais claramente essa conexão macro e a pensar pontes que possam ligar a atuação de todas as unidades do Sebrae, potencializando os resultados para as micro e pequenas empresas.

Feliz Natal e um ótimo 2011 para todos!

Site Especial de Acesso a Serviços Financeiros

Menu "quando buscar recursos"

Quando cheguei à Unidade de Acesso a Serviços Financeiros (UASF), o gerente Alexandre Guerra deixou claro que meu objetivo principal era começar a implementar o Site Especial de Acesso a Serviços Financeiros. Foi um grande desafio.

O antigo site tinha um enfoque mais institucional, minha missão era aproximá-lo mais do público do Sebrae, tornar a linguagem mais acessível. O primeiro passo foi pensar em uma estrutura mais voltada para o atendimento, mas que mantivesse uma parte institucional para os parceiros da unidade. Junto com o analista João Augusto Pérsico e a jornalista Fernanda Peregrino, fechamos uma estrutura.

A partir daí, veio, para mim, a parte mais trabalhosa. Selecionar os textos para preencher a estrutura. Tive de ler mais de 99 páginas de textos, visitar sites de Sebraes estaduais e muitas vezes criar novos textos.

O resultado poderá ser visto em março, quando o site será lançado. Contudo, apresento aqui um dos menus do site, chamado “quando buscar recursos”. Para mim, ele tem um valor especial, pois foi o primeiro a ficar pronto e passou a ser modelo para os demais. Muitas características foram agregadas como a criação de um texto introdutório, o uso de vídeos e de programas de rádio e a seleção de texto mais próximos das necessidades dos empreendedores.

Durante minha passagem pela unidade, 80% do site foi concluído. Porém, dois produtos, que demandarão um pouco mais de tempo, serão ainda desenvolvidos antes do lançamento do portal.

Para mim, foi uma experiência muito engrandecedora, que possibilitou que eu tivesse contato com diversos outros colegas que são responsáveis por outros sites especiais. Pude sentir que há grande expectativa com relação ao site de Acesso a Serviços Financeiros e acredito que o portal irá atender ao que se espera.

Agradeço a todos os analistas UASF, que realizaram a revisão técnica do site, agradeço muito à jornalista Fernanda Peregrino, que sempre me ajudou e me orientou com relação aos requisitos necessários para cada página. Agradeço ainda ao colega André Dantas, que divulgou o documento de detalhamento do site, que produzi e ao colega Pérsico por confiar nas minhas habilidades e por me dar liberdade para criar.

Vale ressaltar que a passagem pela UASF me possibilitou muitas outras oportunidades, como trabalhar com outros veículos da unidade, como o boletim de crédito e boletim UASF, quando tive uma orientação muito atenciosa do colega André Dantas. Fico extremamente grato por poder ter ajudado e por terem confiado no meu trabalho. Saio da unidade me sentindo muito mais preparado para contribuir com o Sebrae. Obrigado, UASF!

Quanto vale uma história?

A pesquisadora Naomi Klein afirma que marca não é publicidade, marca é o fim da publicidade. Isso significa que a marca deve carregar uma história, uma causa. A marca por si só é apenas um sinal gráfico.

Quanto mais convincente e atrativa for a história que sua marca carrega, maior será o valor dela. Um bom exemplo é o clube de futebol espanhol Barcelona.

A agremiação fechou o maior patrocínio da história do futebol com a ONG Qatar Foundation. Para ter sua marca estampada na camisa do Barcelona, a entidade pagará 30 milhões de euros (R$75 milhões) por ano durante cinco temporadas.

Mas por que uma instituição pagaria tanto por um espaço numa camisa de um time de futebol? Para poder associar sua marca à história do clube.

O Barcelona é o time dos catalães, grupo que busca a independência da Espanha. Além disso, o clube estabeleceu um esquema tático que valoriza a posse de bola e a habilidade de seus jogadores e o ensina desde as categorias de base.

E tem mais: no início da temporada 2006/2007, o presidente do clube, Joan Laporta, assinou uma parceria com o Fundo das Nações Unidas para Infância – UNICEF. Desde então, o Barça  PAGA para ter o nome da UNICEF na camisa.

Camp Nou, palco do Barcelona

É por tudo isso que no escudo do time está escrita a frase “més que un club” (mais que um clube). E foi por essa história que a Qatar Foundation abriu seus cofres ao Barcelona.

Esse fato pode ser refletido para nós trainees, quanto vale nossa história? Temos realizações que nos valorizam?