Massacre de Katyn – uma história do comunismo assassino

Katyn MassacreAssisti ao ótimo e impressionante filme Katyn, que conta  a história de um assassinato em massa cometido pelo regime comunista de Stalin contra  cidadãos poloneses durante a 2ª Guerra Mundial em 1940. Ao todo, mais de 22 mil pessoas foram executadas a sangue frio por soldados do Comissariado do Povo para Assuntos Internos (NKVD), a polícia secreta soviética, comandada por Lavrentiy Beria. Eles eram acusados de espionagem e propaganda anti comunista.

Entres as vítimas do genocídio, aproximadamente 6 mil eram oficiais do exército e da polícia da Polônia. O restante era composto de civis, a maioria integrante da intelectualidade polonesa, formada por artistas, professores, escritores, pesquisadores ente outros.

A covarde ditadura comunista atribuiu o crime aos oficiais do governo nazista alemão. Durante a invasão germânica, muitos militares e civis poloneses resistiram, contudo, com o avanço das tropas de Hitler, eles decidiram fugir para leste e entregar-se às tropas russas, considerando que essas lhe dariam melhor tratamento. Triste engano. Acabaram vitimados por um dos mais frios massacres da história.

Cúmplices

O pior é que a mentira da ditadura soviética colou e os alemães acabaram condenados pelos horrores da floresta de Katyn no tribunal de Nuremberg. Durante 45 anos, mesmo diante de diversas evidências, a esquerda ocidental defendeu Stalin.

Enquanto isso, a polícia secreta da Rússia perseguia familiares das vítimas do genocídio, obrigando-os a assinar documentos que imputavam a culpa ao regime nazista. Aqueles que se recusavam eram presos e torturados. Além disso, os parentes eram impedidos de celebrar missas para os que se foram, já que o comissariados vermelho pregava a inexistência de Deus. Nem mesmo uma lápide para os falecidos era permitido construir. Todos os mortos foram jogados em valas comuns e enterrados como indigentes.

Somente em 1990, o presidente russo Mikhaïl Gorbatchev reconheceu a responsabilidade da União Soviética no massacre de Katyn. Contudo, como todos os responsáveis pelo genocídio já haviam morrido, nada aconteceu e ninguém foi penalizado.

Conclusão

Atualmente, muitas pessoas ainda enxergam o comunismo como um regime do bem, que visa melhorar a vida do povo. O filme Katyn é um bom lembrete de como esse tipo de ideologia foi cruel e sanguinária. É triste ver hoje pessoas idolatrando Stalin, que nada mais foi do que um ditador genocida, que comandou a execução de milhares de inocentes e destroçou famílias.

Por isso, recomendo fortemente que todos assistam a essa importante peça documental e não deixe que crimes como o massacre de Katyn sejam obscurecidos por militantes comunistas:

“A Voz do Brasil” – uma herança ditatorial

O programa de rádio mais antigo do Brasil, “A Voz do Brasil”, foi criado em 1939 por Getúlio Vargas, durante o período ditatorial chamado Estado Novo (1937-1945). A intenção era promover os feitos do Estado, baseado no modelo de marketing político comum nos regimes fascistas.

O Código Brasileiro de Telecomunicações tornou obrigatória a veiculação do periódico por todas as emissoras do país às 19h. Atualmente, tramita no Congresso um projeto de lei que visa flexibilizar o horário de transmissão do programa. Contudo, na minha opinião, a medida mais apropriada seria tornar a veiculação  voluntária.

A obrigatoriedade de transmissão é um ato autoritário do Estado que fere o princípio constitucional da livre concorrência, pois dá ao governo um direito que não é dado a nenhuma empresa, que é forçar a emissora a reproduzir seus conteúdos, além de cercear o direito de escolha do ouvinte.

Além disso, o programa causa um imenso prejuízo às emissoras. Segundo levantamento feito pela Rádio Base, o valor médio de 30 segundos em uma rádio de São Paulo é de R$721. Ou seja, uma hora de transmissão custa R$86.520. Em um ano a emissora perde mais de R$31 milhões. Esse é o preço de “A Voz do Brasil”.

Esse valor poderia estar sendo reinvestido na economia, gerando mais postos de trabalho e mais conteúdo de qualidade.

Hoje quase todos os poderes já possuem suas próprias rádios (rádio senado, rádio câmara, rádio justiça etc), muitos estados e municípios também já tem canais próprios. Então, o programa poderia ser transmitido por meio deles, sem tolher o direito de escolha dos ouvintes e sem causar prejuízos às emissoras.

Muitos defensores da obrigatoriedade dizem que o programa é o mais ouvido do país. Porém, qualquer programa que monopolizasse todas as emissoras durante uma hora teria uma audiência imensa.

Estamos completando 24 anos de democracia. Está mais do que na hora de acabar com esse artifício ditatorial!

Texto publicado no Observatório da Imprensa.

Nunca deseje uma ditadura!

Ditadura é isso aí!

Em resposta ao meu último post, surgiram vários comentários de pessoas que desejam a volta de um governo militar. Confesso que me surpreendi com a quantidade de pessoas que consideram a ditadura uma forma de gorvenaça mais limpa e livre de corrupção.

Há grupos de judeus que sentem medo de que a geração que não viveu os horrores do holocausto não entenda a dimensão da tragédia que ocorreu nos campos de concentração. Ao ler alguns comentários aqui, também senti receio de que algumas pessoas não entendam bem o que ocorreu durante a ditadura militar.

Afortunadamente, não vivi aquela época. Porém, tenho a consciência de que nenhum governo que tenha feito uso de praticas como tortura, censura, toque de recolher entre outras, possa ser bom para qualquer sociedade.

Sempre pior do que se imagina!

Também é preciso esclarecer que ditaduras não acontecem somente sob governos militares. Cuba até hoje aprisiona pessoas contrárias ao regime e exige autorização para que seus habitante (ou prisioneiros?) possam sair da ilha. Ou seja, para visitar outro país, não basta a um cubano conseguir um visto da nação que pretende visitar, é necessário que o “governo” dê autorização, como se fosse dono da pessoa.

Para mim, parece incompreensível que muitas pessoas louvem o governo chinês por seus feitos, deixando de lado o fato de que os chineses, em sua imensa maioria, não tem seus direitos individauis respeitados. É realmente impressionante como as pessoas se iludem achando que a China é uma alternativa melhor à influência americana. Leia AQUI uma excelente análise sobre como será o mundo, se a China tornar-se a principal potência do planeta.

Muito pior que a pior democracia!

Por mais que algumas pessoas possam considerar os norte americanos “imperialistas”, é necessário pensar que pelo menos eles são um Estado de Direito, com imprensa livre, com liberdade de associação entre outros luxos democráticos que a China e outras ditaduras preferem evitar.

Ditaduras não são menos corruptas. Elas apenas são menos transparentes. Não é à toa que o primeiro ato de qualquer governo ditatorial é eliminar as vozes dissonantes. A pior democracia do mundo será sempre MUITO melhor que a melhor ditadura.

Então, gostaria de pedir a todos que não se deixem levar por uma idealização de ditadores incorruptíveis. As ditaduras são tudo de ruim que já escreveram e muito mais. Só conhecemos a ponta do iceberg, os porões continuam fechados.

A greve dos policiais pode trazer de volta um governo militar?

Nas últimas semanas, temos visto muitas discussões sobre a legitimidade da greve dos policiais. Segundo o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT/BA), o movimento grevista é parte de um levante nacional, visando forçar o Congresso a aprovar a Proposta de Emenda à Constituição nº 300 (PEC 300), que estabelece um piso nacional para os policiais, tomando como base o salário pago pelo Distrito Federal. Essa denúncia ganhou força depois que o Jornal Nacional mostrou conversas de policiais orientando a promoção de atos de vandalismo. Veja o vídeo abaixo.


A Constituição Federal proíbe de forma expressa a greve de profissionais responsáveis pela manutenção da ordem pública. É importante analisar as possíveis implicações do não cumprimento dessa norma. Quando policiais deixam de cumprir seu dever, outra força deve fazê-lo. No caso, quem assumiu esse papel foi o Exército e a Força Nacional de Segurança.

Se a greve realmente se espalhar pelo território nacional, o Governo ficará cada vez mais dependente das Forças Armadas. Empoderados, os militares poderão se sentir no direito de assumir a liderança das operações de defesa, deixando o poder civil em segundo plano. Nesse cenário, estaríamos nos reaproximando perigosamente de um governo militar no Brasil.

Pode-se argumentar que, após mais de 20 anos de redemocratização, o aspecto autoritário das Forças Armadas foi eliminado e que hoje nenhum general decidiria investir na tomada do poder democraticamente eleito. Contudo, a história mostra como mudanças conjunturais podem levar a sociedade a desejar algo que não é o melhor para si.

Se policiais resolverem impetrar atos de vandalismo por todo o país, para pressionar a aprovação de um aumento de salário, uma grande parcela da população pode considerar que a segurança da sua família é mais importante que ser governado por um poder civil.

Para não voltarmos aos tempos tenebrosos, é importante que os partidos parem de utilizar o movimento grevista de forma eleitoreira e se unam em prol da democracia e do poder civil, antes que seja tarde demais.