Faça o que eu digo não faça o que eu faço: confissões de um economista distraído

João SayadA Folha de S.Paulo, para comemorar os 25 anos do cargo de Ombudsman, tem convidado diversas personalidades para assumir a posição por um dia e fazer críticas ao jornal. Na edição deste sábado, 27 de setembro, o escolhido foi o economista João Sayad.

Sayad tem um histórico político, foi ministro do planejamento do governo Sarney e ajudou na implementação do famigerado Plano Cruzado, aquele que levou policiais federais a fazerem operações (custeadas pelos pagadores de impostos) para apreender boi no pasto e prender comerciantes que não seguissem o tabelamento de preços.

Em vez de se desculpar por tamanho desastre econômico e social, o ex-ministro resolveu criticar a falta de posicionamento e esclarecimentos da Folha. Ele citou alguns meios de comunicação que deixam clara suas posições já de início, o que facilita o julgamento do leitor.

Policias conferem preços de produtos nos supermercados na época do Plano Cruzado

Policias conferem preços de produtos nos supermercados na época do Plano Cruzado, uma das realizações do Ombusdman do dia

Contudo, ao abordar a cobertura econômica, Sayad, muito distraidamente, esqueceu de avisar que defende a linha desenvolvimentista e que suas críticas seguiriam esse enquadramento teórico. Colocando-se como imparcial, o economista acabou se entregando ao falar dos colunistas do caderno “Mercado”. Leia e tire suas conclusões:

“Os colunista de economia formam um bouquet equilibrado – Alexandre Schwartsman vitupera contra os maus tratos do Banco Central sobre o regime de metas. Fala contra foguetes de Gaza para a plateia de Tel Aviv. O tranquilo Marcelo Miterhof expõe com muito cuidado teses desenvolvimentistas como se justificasse os foguetes de Israel para uma plateia de palestinos”.

Grifei no texto algumas expressões que não deixam dúvida do posicionamento do articulista. Quer dizer que se a crítica vem de um liberal configura-se uma vituperação, já se é um desenvolvimentista defendendo políticas heterodoxas ele está fazendo uma exposição cuidadosa e tentando justificar?

Todo mundo tem suas preferências, contudo, quando alguém se propõe a criticar uma falta de esclarecimento de um meio de comunicação, o mínimo de honestidade que se podia esperar era que a pessoa fizesse o mesmo. A exemplo do que fez como ministro, Sayad tomou um caminho muito errado.

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A força do PT no Nordeste não é fruto do Bolsa Família

PTMuita gente costuma dizer que o PT ganhou três eleições consecutivas porque criou o Bolsa Família e assim montou um curral eleitoral. Para reforçar essa tese, as pessoas citam o fato de o partido sempre conquistar a maioria dos votos da região Nordeste, a com maior número de inscritos do programa.

Com certeza, a expansão de programas de transferência de renda contribui para a popularidade de um governo, mas de forma alguma explica as vitórias seguidas do PT. Primeiramente, é preciso destacar que o governo de Fernando Henrique Cardoso também tinha diversos programas de transferência de renda, segue abaixo uma pequena lista com alguns deles:

1) Bolsa escola;

2) Bolsa alimentação;

3) Programa de garantia de renda mínima;

4)  Programa auxílio-gás;

5) Programa bolsa renda.

Além desses cinco, houve diversas outras iniciativas voltadas para parcelas mais pobres. Durante esse período, Lula e o PT adotavam o mesmo discurso, atacando esses programas e dizendo que eles eram assistencialista e eleitoreiros, como se pode ver no vídeo abaixo.

Contudo, da mesma forma que os programas de transferência de renda não foram a razão das duas vitórias de FHC, eles também não explicam totalmente as vitórias petistas a meu ver.

Na minha opinião dois fatores foram mais determinantes:

1) Estratégia de comunicação;

2) Ambiente econômico favorável.

Comunicação

Em uma comparação feita entre o último ano de mandato de FHC e de Lula, vê-se que o petista gastou 70,3% a mais que o tucano em propaganda. Alem disso, dados da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República mostram que o governo Dilma já  superou o de Lula em gastos com publicidade.

Outro ponto importante é a repartição dos recursos. Enquanto a verba publicitária do governo FHC  era destinada a somente 499 veículos de comunicação, no governo Lula, inteligentemente, essa verba passou a ser repartida por 8.904 veículos, o que contribui para criar um clima favorável entre órgãos de imprensa local e emplacar mais pautas favoráveis ao governo federal.

Acrescenta-se a isso a criação da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e os diversos outros veículos governamentais  de outras instituições do estado.

Por fim, é importante destacar que o PT soube se utilizar de maneira muito habilidosa também dos canais das entidades de sua base política como sindicatos, MST, ONGs entre outros.

Na lógica eleitoral, na maioria das vezes parecer é mais importante do que ser. Em outras palavras, com uma estrutura robusta de comunicação é possível criar uma imagem no imaginário popular, o que traz ganhos eleitorais e ajuda a agir de forma rápida para abafar notícias ruins.

Economia global a favor

O governo Lula teve a sorte de contar com um conjuntura econômica internacional favorável à exportação de commodities, pela abundância de investimentos externos, pela disponibilidade de crédito internacional a custos baixos. Teve também uma equipe econômica qualificada, sob o comando de Henrique Meirelles, que tiveram a perspicácia de manter bases estruturais que permitiram um fortalecimento do Real frente a outras moedas, o que significou um incremento no poder de compra da população e a entrada de produtos importados de melhor qualidade e preço que os produtos nacionais.

Soma-se a isso, uma visão inteligente de não colocar barreiras para a entrada de capital estrangeiro, tanto produtivo como especulativo, o que permitiu um aumento no investimento direto no país. Como em qualquer lugar, as empresas procuram maximizar seus ganhos buscando os melhores preços. Nesse contexto, o Nordeste oferecia mão de obra farta e a preços mais baixos que o Sudeste e o Sul. Ainda, políticos da região e também o poder federal deram incentivos polpudos para que empresas se instalassem no Nordeste, o que contribuiu para um aumento da qualidade de vida dos habitantes.

Tudo isso aliado à política de aumentos paulatinos do salário mínimo, já introduzida pelo governo de Fernando Henrique, ajudou a criar um ambiente de bem estar geral. Naturalmente, as pessoas associaram esses ganhos ao grupo político no poder naquele momento, ou seja, o PT.

O partido soube se aproveitar muito bem desse bom momento mundial para se colocar como responsável pela bonança. Fazendo uso de seu aparato muito bem armado de comunicação, conseguiu auferir ganhos eleitorais e ampliar sua bancada no congresso e seus representantes municipais também.

Conclusão

Claro que um projeto político envolve diversas outras variáveis e com certeza outros fatores também contribuíram com a atual hegemonia do PT. No entanto,  a existência do Bolsa Família não me parece o ingrediente mais relevante. A oposição ao insistir nessa tecla, age de maneira míope e só contribui para que petistas colem neles a imagem de elitista e inimiga dos pobres.

Muitos dos ganhos que o Brasil conseguiu obter com o boom mundial, que durou até 2010, foi fruto de medidas liberalizantes, que permitiram a entrada de produtos estrangeiros de boa qualidade e baixo preço, a apreciação do Real, que significou uma elevação do poder de compra de todos e uma política monetária menos perdulária, que ajudou a manter a inflação relativamente baixa, protegendo a renda da população, especialmente dos mais pobres. Por fim, destaco ainda a criação da Lei Geral da Micro e Pequena Empesa, que ajudou a reduzir a indecente carga tributária sobre o pequenos negócios e facilitou a abertura de empresas.

Ilusionismo elétrico

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O ministro Guido Mantega afirmou que o governo vai assegurar a redução de 20% na conta de luz. O ocupante da Fazenda afirmou que  o Tesouro vai bancar uma diferença entre R$ 2 bilhões a R$ 3 bilhões, relativa a quantia da Cemig, Cesp e Copel, que não aceitaram renovara as concessões.

Porém, vamos analisar um pouco. A fonte de renda do governo é taxação, ou seja, parte da renda da população     retirada por meio de impostos. Então, os R$2 a R$3 bilhões que o Tesouro vai usar para cobrir a diferença só podem existir de duas formas: tributação ou inflação.

Trocando em miúdos, para cumprir a promessa que a presidente Dilma fez em rede nacional, o governo vai retirar mais alguns bilhões dos contribuintes. Sendo mais claro, para colher os frutos político-eleitorais da suposta redução de 20% na conta de luz, o governo vai ter de elevar outros impostos, ou seja, vai dar com uma mão e tirar com a outra.

Como bem lembrou o economista Rodrigo Constantino, a carga tributária representa 45% da conta de luz. Porém, para baixar o preço, a equipe econômica não só não zerou os impostos, como também, como vimos, terá que elevar os tributos para cobrir o “investimento” do Tesouro.

Ao contrário do que prega a propaganda que vem sendo veiculada, ninguém é contrário à redução da conta de eletricidade. É preciso deixar claro, no entanto, que o que o governo está fazendo é ilusionismo econômico. Enquanto muitos estiverem comemorando a redução das tarifas de luz, poucos estarão prestando atenção na elevação de outros tributos e o governo vai estar capitalizando o truque a dois anos da eleição.

Brasil sem maquiagem

botox278velhanoespelhoO Brasil tem vivido um momento de otimismo elevado nos últimos anos. Um crescimento médio de 4,5% no período de 2003 a 2010 ajudou a criar uma sensação de que o país entrou d evez na era da bonança e que o crescimento seguria forte infinitamente. Contudo, os fatos começaram a desmentir as versões.

O Governo, no entanto, no afã de consevar a popularidade tem divulgados dados um tanto questionáveis. Um deles, como aponta o eocnomista Adolfo Sachsida do Ipea, é a inflação. De acordo com projeções do Banco Central, ela fechará 2012 em 5,45%, ou seja, um ponto percentual acima da meta, que é 4,5%.

Porém, esse número não reflete a realidade. Como mostrou Sachsida, a metodologia de cálculo do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que baliza o índice de inflação, foi alterado em 2012. Na metodologia antiga, a alta de preços estaria 0,3% maior. Ou seja, 5,75%. Não para por aí! A equipe econômica, na tentativa de esconder a inflação, tem se utilizado de artifícios tributários, como desonerações seletivas para setores que pressionam o preços. De acordo com o pesquisador do Ipea, mostra que se as isenções não tivessem sido empregadas, a inflação estaria outros 0,3% maior. Em suma, a inflação real deste ano é 6%, não os 5,45% divulgados pelo Banco Central.

Pleno emprego?

O país cresceu pouco mais de 2,5% ano passado, neste ano corre o risco de crescer menos de 1%. No entanto, as estatísticas de desemprego continuam caindo e batendo recordes históricos de baixa. Como é possível? O Economista Leandro Roque analisou a metodologia do IBGE para tentar encontrar a resposta.

O primeiro questionamento a surgir foi: como pode o levantamento do IBGE apontar um desmeprego de 5,3% e o da DIEESE apontar 10,5%? O que afinal o primeiro entende como emprego?

“Desde que comecei a prestar mais atenção no assunto — e, principalmente, desde que me inteirei melhor da metodologia —, perdi completamente o interesse pelo indicador.  Ele não indica nada.  A metodologia do IBGE é totalmente ridícula.  Um malabarista de semáforo é considerado empregado.  Um sujeito que vende bala no semáforo também está empregadíssimo.  Um sujeito que lavou o carro do vizinho na semana passada em troca de um favor é considerado empregado (ele entra na rubrica de ‘trabalhador não remunerado’).  Se um sujeito estava procurando emprego há 6 meses, não encontrou nada e desistiu temporariamente da procura, ele não está empregado mas também não é considerado desempregado.  Ele é um “desalentado”.  Como não entra na conta dos desempregados, ele não eleva o índice de desemprego”, explica Roque.

O IBGE divide a população economicamente ativa nas seguinte scategorias: Pessoas Desalentadas, Pessoas desocupadas, Pessoas Subocupadas por Insuficiência de Horas Trabalhadas, Pessoas Ocupadas com Rendimento/Hora menor que o Salário Mínimo/Hora, Pessoas Marginalmente Ligadas à PEA (População Economicamente Ativa).

Dessas, somente a taxa de “pessoas desocupadas” é considerada como desempregada. As desalentadas não contam e as outras são consideras empregadas. Roque fez um novo reagrupamento dessas categorias, consoiderando desempregodos os grupos:

1) pessoas desocupadas;

2) trabalhadores não remunerados;

3) pessoas com rendimento/hora menor que o salário mínimo/hora (aquele sujeito que faz vários bicos, mas cujo rendimento mensal é menor que o salário mínimo);

4) pessoas marginalmente ligadas à PEA (pessoas que não estavam trabalhando na semana da pesquisa mas que trabalharam em algum momento dos 358 dias anteriores à pesquisa e que estavam dispostas a trabalhar); e

5) pessoas desalentadas.

Resultado: taxa de desmeprego no mês de outubro foi de 21,4%. O que significa dizer que um em cada cinco brasileiros ou não tem emprego, ou tme uma ocupação precária que rende menos que um salário mínimo por mês.

Resumo da ópera: é inegável que o país está melhor do que a tempos atrás, até mesmo porque a demanda de gigantes como China e Índia por commodities ajuda a manter o Brasil no azul. Contudo, uma nação que convive com crescimento menor que 3%, inflação na casa de 6% e um quinto da força de trabalho desempregada ou em trabalho precário não pode sair pelo mundo querendo impor seu modelo econômico.

Reservas internacionais – uma fixação

O governo brasileiro possui atualmente mais de 350 bilhões de dólares em reservas internacionais. Esse montante tende a crescer ainda mais, pois o Banco Central vem comprando dólar no mercado para evitar uma apreciação do Real. Como o Federal Reserve (Banco Central americano) está injetando dólares na economia por meio do chamado quantitative easing, que nada mais é do que a compra de títulos por meio da impressão de dinheiro, as reservas brasileiras logo, logo passarão de 400 bilhões de dólares.

O problema é que essas reservas tem um custo, qual seja, a diferença entre os juros que o governo paga sobre os recursos que tomou emprestados para comprar as reservas (juros sobre a dívida interna) e os juros que rendem as reservas internacionais. Atualmente, a maior parte das reservas brasileiras está aplicada em títulos da dívida americana, que rendem perto de zero por ano. Já a taxa Selic está em 7,25%. Ou seja, o governo paga aproximadamente 6,5% sobre o montante de dólares para financiar suas reservas.

De acordo com um levantamento feito pelo Bradesco, em 2011, esse gasto totalizou R$46 bilhões, que terão de ser pagos pelos contribuintes. A equipe econômica alega que as reservas protegem o Brasil em momentos de crise. Contudo, muitos analista dizem que para enfrentar o momento mais crítico em 2008, o governo necessitou de aproximadamente R$30 bi das reservas. Logo, percebe-se certo desperdício de recurso para arcar tal montante de dólares.

Há economistas que defendem que o Banco Central continue comprando dólares para evitar um apreciação do Real e proteger as exportações. Além disso, o governo alega ainda que a desvalorização do Real é legítima defesa contra a desvalorização do dólar.

Esse posicionamento me parece equivocado, primeiro pelo fato do governo proteger um setor (exportadores) em detrimento de outro (importadores). Essa medida além de prejudicar o consumidor, que se vê obrigado a adquirir produtos de menor qualidade por preços superiores, pressiona a inflação, ao impedir que produtos estrangeiros mais baratos entrem no país.

Outro prejuízo é que, analisando de forma mais aprofundada, percebe-se que a “legítima defesa” brasileira traz duplo prejuízo para o país, pois além de aumentar o gasto para financiamento das crescentes reservas internacionais, ainda injeta mais dinheiro no Banco Central americano, que por sua vez usará esse recurso para injetar mais dólares na economia, fomentando um ciclo que destrói paulatinamente o poder de compra dos cidadãos brasileiros.

Na minha opinião, uma medida mais efetiva para proteger a economia é firmar acordos bilaterais que permitam a comercialização sem usar o dólar. Já houve um quase acordo com a China, por exemplo, para que as trocas comerciais entre os países fossem feitas em Reais e Yuan. Dentro do próprio Mercosul isso já chegou a ocorrer. Assim, estaríamos tratando a doença e não os sintomas.

O usado também serve

Outro dia eu estava atrás de um livro, fui pesquisar no site da Saraiva e o preço era R$64. Achei um pouco caro e fui consultar o site da Fnac. Encontrei exatamente o mesmo valor. Naveguei pelo site de outras três livrarias e o máximo que consegui foi chegar a R$59.

Então, decidi arriscar e consultar no Estante Virtual, um site que reúne diversos sebos por todo Brasil. Encontrei o livro em estado de conservação médio por R$8! Isso mesmo! Por quase 10% do preço de um novo. Se eu não me incomodasse de comprar um livro sme capa, poderia conseguir a mesma obra por R$4.

No final das contas, somado o preço do frete, paguei R$15. O livro chegou em minha casa perfeitamente, paguei por meio do Pay Pal, sem precisar de boleto!

Então, da próxima vez que for comprar um livro, passe antes por lá. Livros não se gastam quando são lidos por outras pessoas, pode acreditar! Comigo funcionou.

Acompanhe abaixo a entrevista com o criador do Estante Virtual:

EI, formailize-se com responsabilidade!

Em 2010, os empreendedores individuais representaram 55% das novas empresas. Formalizar um negócio ficou muito fácil. é possível fazê-lo em cinco minutos por meio do Portal do Empreendedor. Um exemplo de desburocrtização.

Porém, a realidade conta uma história menos bonita. Há muita gente que não tem perfil para tocar um negócio e mesmo assim se formaliza. Há pessoas que nem tem ocupação ainda, apenas uma vontade, e mesmo assim abrem uma empresa, esquecendo-se que há obrigações a cumprir, como o pagamento de impostos.

Uma outra situação grave, que pude presenciar no muncípio de Pedra Branca do Amaparí-AP, é o uso do instituto do empreendedor individual (EI) como forma de precarização dos contratos trabalhistas. Um contador influente do muncípio está tentado convencer a prefeitura local a formalizar todos os empregados como EI, como forma de desonerar a folha de pagamentos.

Essa situação configura sublocação de mão de obra e está em desconformidade com a lei. O Sebrae-AP já está atento a essa movimentação e prepara uma série de reuniões para conscientização dos empregados da prefeitura de Pedra Branca.

Gerenciador Financeiro para estabelecimentos Cama e Café

Como todos sabemos, o Brasil será sede de grandes eventos nos próximos cinco anos, como a Copa do Mundo, as Olimpíadas, os Jogos Militares entre outros. Um setor que estará aquecido nesse período será o de turismo.

Porém, tanto o Comitê Olímpico Internacional, quanto a FIFA, já fizeram ressalvas com relação ao número de leitos disponíveis no país. Uma solução para a ampliação do número de meios de hospedagem pode ser a disseminação dos estabelecimentos Cama e Café.

Segundo o Ministério do Turismo, esse tipo de meio de hospedagem se caracteriza por ser oferecido em residências, com no máximo três unidades habitacionais, para uso turístico, em que o dono more no local, com café da manhã e serviço de limpeza.

Para que os estabelecimentos Cama e Café possam aproveitar a oportunidade dos grandes eventos, será necessário que eles aprimorem sua gestão. Foi desse ponto que surgiu a ideia do meu projeto aplicativo no Sebrae.

O objetivo é criar um gerenciador financeiro com linguagem acessível, adaptado para as necessidades desse segmento. Dessa forma, os empreendedores podem administrar melhor as finanças do estabelecimento, gastar menos e investir mais dinheiro em melhorias das instalações e dos serviços.

O gerenciador financeiro seria oferecido por meio do Portal do Sebrae. Além disso, seria feito um levantamento sobre o número de meios de hospedagem Cama e Café pelo Brasil, para que o produto seja desenvolvido de acordo com as necessidades do público-alvo.

O projeto foi inspirado no software AcompanhEI, desenvolvido pelo Sebrae-DF e no programa Restaurante Inteligente, que é desenvolvido pelo Sebrae Nacional em parceria com a Abrasel.

Confira algumas vantagens do modelo Cama e Café:

Cliente modelo x cliente real

O destino do cliente ideal pertence a nós

Jorge Luís Borges dizia que para escrever um romance ou um conto é necessário ter em mente o leitor ideal. Essa entidade não existe, é uma abstração de quem você imagina que seria capaz de entender exatamente o que você gostaria de passar.

Produzindo o projeto aplicativo, percebi que para realizarmos um projeto orientado precisamos imaginar um empresário modelo. Aquele que fará uso pleno do produto que planejamos.

Meu empresário modelo é um dono de pousada de uma das cidades-sede da Copa do mundo, que não possui um sistema informatizado para gerenciamento financeiro. Então, por meio de dados do setor de hotelaria, vou tentar dar vida ao meu cliente modelo, descrevê-lo e acreditar que os clientes reais são semelhantes ao que imaginei.

O gerenciador financeiro para pequenas pousadas tem o objetivo de fazer a vida dos clientes reais mais fácil. A do cliente modelo já está resolvida, pois sou eu quem o imagina.

O vídeo de hoje não tem a ver com o texto em si, mas reflete meu estado de serenidade neste momento:


Volta ao passado

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Hoje, eu li no Valor Econômico que, em 2010, as vendas de cinco commodities – minério de ferro, petróleo em bruto, soja (grão, farelo e óleo), açúcar (bruto e refinado) e complexo carnes – responderam por 43,4% do valor total exportado pelo Brasil.

Esse tipo de concentração é muito perigoso para o país, pois o preço desses produtos variam muito rapidaemente. Além disso, esses setores empregam pouco e com baixa remuneração. Além disso, nesses setores, o que predomina é a grande empresa. É um quadro que lembra o passado, quando o Brasil era muito dependente da exportação de produtos primários, por exemplo, o café.

Para combater esse cenário, o Sebrae tem que intensificar seu trabalho para que o país possa a exportar produtos de maior valor agregado. Um bom passo seria intensificar o programa de internacionalização de empresas da instituição.

Abaixo o site do programa de internacionalização de empresas

http://www.sebrae.com.br/customizado/internacionalizacao-da-micro-e-pequena-empresa