Como criar uma cidade empreendedora? 5 pontos-chaves para fomentar negócios inovadores

GIF CITYO empreendedorismo é um fator fundamental para o desenvolvimento de qualquer cidade, região ou país. Contudo, muitos gestores públicos se perguntam quais pontos devem ser trabalhados para criar um ecossistema que fomente o surgimento de empresas inovadoras e sustentáveis.  Há vários fatores que influenciam esse processo, um caminho, porém pode ser o apontado pela UP Global.

Uma pesquisa elaborada pela entidade indica cinco pontos que permitem o surgimento de um ambiente empreendedor e inovador: talento, densidade, cultura, capital e ambiente regulatório. Para entender melhor vamos analisar cada um separadamente.

Talento

Esse elemento é bem óbvio, né? Empresas inovadoras são fruto do trabalho de pessoas talentosas. Para ter mais gente com talento, os gestores públicos devem investir em capital humano. Isso é feito por meio da melhoria na qualidade da educação e também em colaboração com entidades de capacitação técnica, como as do Sistema S, a Endeavor, a Emater entre outras.

Além disso, o estudo destaca que além de formar empreendedores, o gestor deve incentivar relações trabalhistas mais flexíveis (principalmente para pequenos negócios), que também atraiam pessoas talentosas de outros lugares.

A pesquisa destaca ainda a importância de promover ambientes de trabalho diversos, com presença de pessoas com diferentes origens, com um bom balanço na proporção entre homens e mulheres e com a presença de pessoas de todas as cores. Essa interação multicultural contribui para gerar mais criatividade e modelos de negócios mais inovadores.

Densidade

Não basta ter gente talentosa. Para criar um ambiente de negócios saudável e inovador é necessário facilitar a interação, ampliando a densidade de talento. Para isso, os gestores públicos devem fomentar políticas que fortaleçam clusters e arranjos produtivos locais. Outra iniciativa útil é criar hubs de empreendedores, como fezpor exemplo a prefeitura de Florianópolis. Além disso, é fundamental ampliar a conexão entre as empresas e as universidades. A proximidade fortalece a interação face a face, que estimula a cooperação e a competição.

Cultura
GIF BOLHAA cultura é a mistura que vai dar sustentabilidade a um ecossistema empreendedor e inovador. Nesse sentido, é importante que gestores públicos incentivem o empreendedorismo, dando destaque a empresários de pequenos negócios que vem se destacando, como formar de criar referências para que deseja abrir sua própria empresa.

Além disso, é fundamental incluir o empreendedorismo na grade curricular (como fez a prefeitura de São José dos Campos). Assim, a jovem aprenderá que há outros caminhos profissionais, além de ser empregado de uma empresa.

Por fim, a pesquisa ressaltar a importância de criar um ambiente que não puna os empreendedores que decidiram correr riscos para alavancar seu negócio. A falha gera um importante aprendizado, que permitirá que o empreendedor crie negócios mais sustentáveis e robustos. Para isso, é necessário que os gestores públicos invistam em políticas que facilitem o fechamento ou a falência da empresa de forma rápida e sem custos exagerados.

Capital

Esse elemento também já é bem conhecido. Empresas necessitam de capital para crescer. Então, se o gestor quer negócios fortes em sua cidade, é preciso articular formas de proporcionar acesso simplificado a financiamento a taxas de juros que incentivem o investimento. Isso pode ser feito por meio de cooperativas de créditos, agências de desenvolvimento, sociedades garantidoras de crédito, economia solidária, investidores anjos, capital semente entre outros meios.

Ambiente regulatório

Smart cityPor fim, para que empresas nasçam e floresçam, é necessário que as regras do jogo sejam simples e claras. A insegurança jurídica e a burocracia são as maiores inimigas da inovação e do investimento. Um dos caminhos é a implementação da Redesimples, que busca simplificar os processos de abertura e licenciamento de empresas. Outro é efetivar o princípio do “pense no pequeno primeiro”, que diz que toda e qualquer legislação deve oferecer tratamento diferenciado para os pequenos negócios.

Texto originalmente publicado no Portal do Desenvolvimento

Pequeno negócio tem direito a desconto no valor da multa

dinheiro_1-300x200Hoje damos continuidade a nossa série sobre direitos que diversas instituições trazem para os pequenos negócios (para ler os textos anteriores, você pode clicar AQUI).  O assunto agora é multa. Apesar de esse parecer um tema negativo, este texto trará boas notícias.

O artigo 38B da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas (LC123/2006) estabelece que os pequenos negócios têm desconto no valor das multas referentes a obrigações acessórias com órgãos e entidades públicos federais, estaduais e municipais.  O tamanho da redução depende do porte da empresa. No caso do Microempreendedor Individual (MEI), o abatimento chega a 90%!

Leia o texto completo AQUI

Lei Geral da Micro e Pequena Empresa não fere o princípio da igualdade

Algumas pessoas se opõem à Lei Geral da Micro e Pequena Empresa alegando que ela fere o
princípio da igualdade, que está no artigo 5º da Constituição Federal:

Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade.

Nesse sentido, esse grupo defende que ao estabelecer um tratamento diferenciado para os pequenos negócios, a lei criaria uma desigualdade. Bem, este texto tem o objetivo de provar que esse argumento é falso. Vamos lá!

Leia o texto completo no Portal do Desenvolvimento.

Mashup, empreendedorismo digital e direitos autorais

a_logo_mashup_2Há pouco tempo, iniciei um canal de esportes no Youtube. Para montar a grade de programação, optei por dois formatos. O primeiro é já consagrado vlog, falando sobre um assunto específico. O outro é um microdocumentário. Porém, como não possuo perna o suficiente para produzir imagens de eventos esportivos pelo mundo, o que faço é utilizar trechos de outros vídeos.

Eu escrevo um roteiro, gravo a narração, escolho a trilha e daí combino diversas partes de diferentes vídeos, dando origem a um novo conteúdo. É o chamado mashup. O termo veio do mundo musical e significa mistura.

Contudo, a questão não é tão simples quanto parece. Mesmo que eu utilize partes bem pequenas de outros vídeos, nada impede o dono de exigir que o Youtube o retire do ar por conta dos direitos autorais. Pior ainda, dependendo da situação não só o vídeo será banido, como o canal inteiro.

Essa é uma questão bem interessante. A internet possibilita que qualquer um se torne um produtor de conteúdo. Contudo, sempre haverá uma diferença financeira que criará barreiras de acesso aos diferentes mercados.

Reconheço que produzir bom conteúdo exige, também, bom investimento. Nesse sentido, os direitos autorais aparecem como um fator que possibilita receber um retorno sobre o que foi investido.

A solução, para mim, é analisar caso a caso. Em muitas situações, o mashup é bom para quem produziu o vídeo, pois contribui para sua divulgação. Contudo, em alguns casos ele pode impactar negativamente no vídeo original.  Outro ponto é que o conteúdo de mashup é para muitos a porta de entrada no mercado.

Nesse contexto, acredito em duas soluções. A primeira é a parceria. Grandes empresas podem ganhar com a divulgação realizada por produtores independentes, então é um bom negócio permitir o uso de parte de seu conteúdo. A outra solução é simplesmente vetar a monetização do conteúdo produzido com trechos protegidos por direitos autorais.

Assim, a empresa continua garantindo que somente ela lucrará sobre o conteúdo que produziu e o produtor independente tem a chance de divulgar seu trabalho. Dessa forma, mantém-se a porta do incentivo ao empreendedorismo aberta para os dois lados.

Oito habilidades que empreendedores podem aprender com Jay-Z

Por Li Zhou

Tradução Pedro Valadares

Quando perguntaram ao co-fundador  do site Reddit, Alexis Ohanian, quais eram seus modelos de empreendedor, ele evitou apontar alguém do ramo de tecnologia. Em vez disso, ele destacou um empresário icônico que ele admirava: Jay-Z.

“Há pessoas que têm realizado muito mais coisas que eu, que coloca em perspectiva o quão pouco eu realmente tenho feito e quanto mais quero fazer”, disse Ohanian.

Com um patrimônio estimado de 475 milhões de dólares em 2013, o sucesso de Jay-Z tem sido alimentado por um domínio não só da indústria fonográfica, mas por uma miríade de negócios. Fazer mais, ser mais e ver mais são temas comuns que marcam a carreira multifacetada de Jay-Z como estrela do hip-hop, executivo de moda e magnata do entretenimento.

Jay-Z canta exatamente isso na música “Diamonds From Sierra Leone” de Kanye West: “I’m not a businessman, I’m a business, man!” (“Eu não sou um cara de negócios, eu sou um negócio, cara!”)

Aqui está o que cada empresário – de tecnologia ou não – pode aprender com Jay-Z:

1. Pense como um traficante

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Antes de Shawn Carter tornar-se Jay-Z, ele estava vendendo drogas aos 12 anos em  Marcy Project, uma área tensa no bairro Bedford-Stuyvesant, no Brooklyn.

Mesmo que seus dias de traficante tenham ficado para trás, as habilidades que Jay-Z aprendeu durante esse tempo se refletem nele como um homem de negócios. Zack O’Malley Greenburg, que escreveu o livro “Empire State of Mind: How Jay-Z Went from the Street Corner to the Corner Office”, disse à CBS:

“Uma das coisas que Jay-Z trouxe das ruas para a sala de reuniões foi a ideia de que ele não ia dar a ninguém descontos em nenhuma coisa. Se uma pedra de crack era vendido por US$ 10, você não conseguiria comprá-la por US$ 9,95 – mesmo se você fosse o seu melhor amigo. Esse comportamento é algo que ficou nele ao longo de sua carreira. Ele não aceitaria de ninguém menos do que ele achava que valia”.

“Sua experiência o preparou de outra maneira, também: Quando você está acostumado a operar sob a intensa pressão das ruas, onde nada pode dar errado e sua vida está em jogo, entrar em uma sala de reuniões com um bando de caras de terno é muito menos intimidador”.

Jay-Z escreve em seu livro “Decoded”: “Quando me comprometi com uma carreira no rap, eu não estava tomando um voto de pobreza. Eu vi isso como outra atividade, que aconteceu de coincidir com os meus talentos naturais e com a cultura que eu amava. Eu era um traficante ansioso e um artista relutante. Mas a ironia da situação é que, para ser um bom traficante, realmente bom, em longo prazo, você tem que ser um verdadeiro artista também”.

2. Crie suas próprias oportunidades

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Para Jay-Z, o sucesso não foi apenas saber aproveitar as oportunidades que já existem. Foi também saber criá-las. Quando começou a fazer rap, não havia gravadoras dispostas a contratá-lo, de modo que ele se associou com os amigos Damon Dash e Kareem Burke para criar sua própria gravadora, a Roc-A-Fella Records. Seu primeiro álbum independente, Reasonable Doubt, é considerado “um dos discos fundamentais do hip-hop”.

Poucos anos depois, ele cavou outra oportunidade para si mesmo na moda. Embora fosse um grande fã de empresa de vestuário italiana Iceberg Apparel, a marca não estava interessada em uma parceria. Jay-Z e Dash começaram sua própria marca, a Rocawear, que foi vendida por 204 milhões de dólares para o Iconix Brand Group.

3. Ignore as tendências

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Todo empreendedor tem de saber por que está lançando um produto ou serviço específico. O que o torna diferente em comparação com a concorrência?

Jay-Z escreve em seu livro “Decoded”: “É sempre mais importante para mim para descobrir o ‘meu espaço’ ao invés de tentar descobrir o que todo mundo está fazendo, minuto a minuto A tecnologia está tornando mais fácil se conectar a outras pessoas, mas talvez mais difícil de se manter conectado a si mesmo – e isso é essencial para qualquer artista, eu acho”.

Bono, vocalista do U2, fala sobre a peculiarmarca de Jay-Z como empresário:

“Na música, nós amamos a idéia do artista ferrado e atacado. Aquele sangramento no sótão que cortou sua própria orelha. Jay-Z é um novo tipo de artista do século 21, onde o show não é apenas as 12 notas, as batidas e um dicionário de rimas que ele tem na cabeça. É comércio, é a política, o tecido do real e  a vida imaginada”.

4. Saiba que seu negócio é sua marca

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Apesar de estar envolvida em tudo, de endosso a conhaque à produção de musicais da Broadway, Jay-Z entende como um empreendimento é algo pessoal. Em entrevista à revista Men`s Health, Jay-Z disse: “Minhas marcas são uma extensão de mim, elas estão perto de mim. Não é como ser diretor da GM, onde não há apego emocional … Meu negócio está relacionado com quem eu sou. As roupas são uma extensão de mim. A música é uma extensão de mim. Todos os meus negócios são parte da cultura, por isso tenho de me manter fiel a tudo o que eu estou sentindo no momento, em qualquer caminho que sigo. E  torço para que todo mundo me siga”.

O papel de um executivo-chefe hoje tem mais peso do que jamais teve, por isso é importante que os empresários realmente acreditem em seus produtos e serviços.

5. Saiba para onde o dinheiro está indo

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“Jay-Z tem repetidamente provado a sua capacidade não apenas de saber onde está o dinheiro, mas para antecipar aonde ele vai – ou não – estar”, escreve Greenburg na Forbes.

A combinação de indução, instinto e o timing permitiu que Jay-Z construisse um poderoso, e em constante evolução, império que define tendências, em vez de segui-las.

Como um empreendedor, você deve saber o que é tendência em seu setor, mas você também precisa ser capaz de prever quando algo vai explodir.

Quando o preço dos ingressos para shows começaram a subir, Jay-Z assinou um contrato de 10 anos com a promotora de shows Live Nation por cerca de US$ 150 milhões.

6. Procure mentores

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Qualquer grande empresário sabe que você não pode fazer nada sozinho. Greenburg autor  do livro sobre Jay-Z contou à CBS:

“[Jay-Z] tende a escolher mentores, aprender tudo o que pode com eles e, em seguida, descartá-los e passar para um novo mentor. Desde cedo em sua carreira, você vê isso com Jaz-O e Damon Dash. Ele descartou mentores como estes e continuou se movendo para o ponto onde seus mentores são agora pessoas como Warren Buffett e Oprah”.

Empresários tendem a ser decididos e independentes, mas não importa como você é, você sempre pode ganhar mais conhecimento.

7. Diversifique seu portfólio

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Os empreendimentos de Jay-Z abrangem um conjunto diversificado de interesses e setores, incluindo uma gravadora, linha de roupas, uma participação no time de basquete Brooklyn Nets (que ele já teria vendido), uma discoteca, uma vodka high-end, uma parceria com a Barneys New York e uma nova agência de esportes lançada em 2013.

Diversificar sua carteira é um dos mandamentos de negócios de Jay-Z, de acordo com Greenburg, que descreve essa estratégia como uma oportunidade para “fazer mais dinheiro em todos os momentos”.

Em mercados voláteis, todos os empresários devem pensar em várias maneiras de ganhar com seu negócio e sua marca. A pior coisa que você pode fazer é colocar todos os seus ovos em uma cesta e correr o risco de ter essa cesta destruída.

8.  Se não for entrar com tudo, nem entre (go big or go home)

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Já se passaram quase 18 anos desde que Jay-Z lançou seu primeiro álbum com sua gravadora Roc-A-Fella. Sua perenidade foi resultado direto de movimentos de negócios inteligentes e uma busca incessante do que estar por vir.

Este legado também se deve à recusa de Jay-Z em renunciar ao seu sonho ao longo do caminho para o sucesso, não importa o que isso exigiu dele.

“Eu fui forçado a ser um artista e um CEO desde o início”, disse ele. “Quando eu estava tentando conseguir um contrato de gravação, era tão difícil conseguir por conta própria, que minha opção era desistir ou criar minha própria empresa”.

Leia o texto original AQUI

A verdadeira face do empreendedorismo não se parece com o Vale do Silício

Por Vivian Giang*

Nos últimos anos, as histórias de empresários de tecnologia se tornando milionários parece indicar uma mudança completa de percepção da palavra “empreendedor” na América.

A definição de empreendedorismo hoje evoca imagens de nerds brilhantes que trabalham longe, nas suas startups, em um clima moderno e descolado até que um dia, eles são compraram incríveis $ 19 bilhões. Como não ter essa imagem quando todos nós lemos histórias de fundadores  de startups tecnológicas relativamente desconhecidos que, de repente, não precisam mais trabalhar para o resto de suas vidas?

Mas muito antes de Silicon Valley, Silicon Alley e Silicon Prairie, existia um grupo de pessoas que começou com apenas uma ideia, lutou incessantemente, levaram em frente uma inspirada transformação positiva e foram capazes de mudar o mundo de alguma maneira.

Empreendedores sempre foram absolutamente vital para a economia dos EUA e  seu trabalho e sucesso são essenciais para o sonho americano.

Atualmente, eles são em sua maioria homens brancos altamente educados, mas durante um tempo, a palavra empreendedorismo pertencia a imigrantes, mães solteiras e pais solteiros.

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“É muito fácil no mundo da tecnologia colocar um verniz de glamour sobre empreendedorismo e startups”, disse Cindy Gallop, fundador da IfWeRanTheWorld e MakeLoveNotPorn empresas. “Quando as pessoas dizem empreendedor e startup, eles pensam em Mark Zuckerberg e Facebook”.

“Há muitas pessoas neste país e ao redor do mundo que são empreendedores por necessidade”,  Gallop disse PolicyMic. “O que quero dizer com isto é, são pessoas que foram demitidas, que não conseguem encontrar um emprego, que não têm outra maneira de colocar comida na mesa,  cuidar de seus filhos, pagar o aluguel ou a hipoteca, a menos que eles trabalham por conta própria, porque ninguém vai contratá-los”.

Essas pessoas não são o Mark Zuckerberg 2.0. Eles são a mãe solteira que vende bolinhos de sua cozinha e, eventualmente, a padaria local ou pequeno mercado. Eles são o homem que está desempregado há tanto tempo, que já está agora no buraco negro do mercado de trabalho . Então ele faz trabalhos de marcenaria para fazer face às despesas. Ele eventualmente  transforma isso em um negócio em uma pequena marcenaria e, assim, consegue alimentar sua família.

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Estas pessoas trabalhadoras são exatamente os componentes da coluna vertebral com base na qual foi construído este país, mas o encantamento do Vale do Silício roubou completamente os  holofotes. Estudos mostram que empresas de imigrantes constituem uma enorme percentagem de pequenas empresas em todo o país. Na Califórnia, mais de 30% das pequenas empresas são de propriedade do imigrante e em Nova York, esse percentual é de cerca de um quarto.

Além disso, as pequenas empresas de propriedade de mulheres de minorias estão crescendo em um ritmo mais rápido do que qualquer outro grupo. Mas não estamos pensando sobre essas pessoas, quando pensamos sobre empreendedorismo. Nós temos fomos cegados pelas  luzes brilhantes do Vale do Silício e Silicon Alley, mas está na hora de colocamos o foco de volta nas pessoas que deram origem ao conceito  de empreendedorismo .

“Via de regra, você só deve começar um negócio se tiver paixão acima de tudo”, disse Gallop PolicyMic. “Há uma exceção a isso,  que é, se você é um empresário por necessidade, ou seja,  se você não tem outra escolha”.

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Para tentar mudar a atual definição de empreendedorismo, queremos contar as histórias dos rostos reais de empreendedores. Eles são essenciais para a nossa economia, porque eles são a força motriz por trás do crescente buraco fiscal da América.

Tradução: Pedro Valadares

* texto original disponível AQUI.

Relato de uma vítima do monopólio dos Correios

correios monopólioUma das faces ocultas do monopólio dos Correios é criminalizar a livre iniciativa. Abaixo reproduzo o relato do empresário Ricardo Madeira, dono de uma empresa privada de entrega de encomendas. Note como o estado se utiliza de seu aparato judiciário para reprimir a concorrência. Perceba ainda que o Ricardo não está obrigando ninguém a utilizar seus serviços, é uma relação totalmente voluntária. Mas é claro que é tudo pelo bem da população!

Boa Tarde. Sou Diretor de uma empresa privada no RS, que desde 1994 atua na entrega de revistas, impressos, folders, catálogos e DOC BANCÁRIO. Já atingi a marca de 50 milhões de entrega no RS, PR, SP e alguns outros estados, mediante uma rede privada de empresas especializadas neste tipo de entrega. Pois bem, desde 2005 respondo na justiça por crime de violação do monopólio e FUI IMPEDIDO de entregar carta, por ser monopólio, agora em 2013. O que é uma carta? Material com conteúdo especifico do destinatário, logo, se tem o nome dentro é carta, então Passaporte é CARTA! Agora, se a pessoa quiser o passaporte entregue no mesmo dia, pois vai viajar ao exterior, não pode usar uma empresa privada e o Correio entrega em dois ou três dias.

Cheguei a manter mais de 100 funcionários, hoje possuo cerca de 20, por causa dessa decisão. O preço do Correio de R$ 1,20 carta simples até 20gr, saia por menos de R$ 0,60 na minha empresa e EU GANHAVA DINHEIRO. Meu índice de problemas é cerca de 0,0016% e os correios trabalham com índices médio de até 3%, ou seja muito acima das médias das privadas que limitam em 1%. Só para situar, TODAS as grandes empresas editoras de revista (GLOBO, MANCHETE na época, ABRIL, TRES) utilizam sistemas privados, por causa do custo e do GRANDE NUMERO DE RECLAMAÇÕES.

Imagine revista semanal, chegar na sexta? Ela tem que ser entregue no Domingo ou mais tardar na segunda cedinho. Carteiro não trabalha domingo… e também não entrega Jornal na madrugada. Com a migração das ACF para o sistema de AGF, haverá um aumento do numero de reclamações, pois varias agencias tiveram licitação deserta. O transporte de caminhões entre unidades ECT é todo privado. As coletas de materiais nas agências, é privado e público.

Na greve contratam pessoas, de um dia para outro, sem treinamento. Estacionam em qualquer lugar e não podem ser multados. Se o carteiro estiver uniformizado, não paga passagem de ônibus. Não entregam em todo o país, pois consta no site que apenas 86% é atendido do Brasil. Utilizam as famosas CPC que é uma caixa postal comunitária que um vizinho se encarrega de administrar. Se a carta postal custa R$ 0,01, quem vocês acham que paga a diferença? Agora só pode ser usada por quem tem Bolsa família (será que não é fins eleitoreiros??). Se as empresas privadas tiverem as mesmas benesses, com certeza haveriam muitos candidatos.

O Correio, por ser um serviço público, não pode se espelhar em LUCRO, mas sim em perfeito atendimento ao cidadão. Se sobrar dinheiro, ótimo. Se faltar, sem problema, faz parte do serviço público (veja educação, saúde e segurança…) É o maior empregador do Brasil, com 116 mil funcionários e apenas 60 mil carteiros. É muito cacique pra pouco índio. Quem quiser acompanhar, veja a ADPF 46 que votou pela continuidade do monopólio. Me coloco a disposição para apresentação dos documentos a que me refiro.

Para tu teres uma ideia da situação de pressão que o Correio exerce, precisei retirar todos os uniformes dos meus empregados e suspender o site, pois a multa por cada DOC encontrado em meu poder é de, pasmem, R$ 5000,00, fora a denúncia de crime contra a União, além de ter passado por Ministério Público e polícia federal… Parece até que nós empresários corretos e honestos, somos BANDIDOS.

O papel das instituições para a riqueza das nações

tio-patinhasAdam Smith, em seu livro “A Riqueza das Nações”, explica que, para alcançar o crescimento, um país deve possuir algumas instituições-chave, que são fatores indiretos de apoio ao crescimento.

Ele enumerou cinco pontos fundamentais que tornam algumas nações mais ricas que outras. São eles: direito de propriedade, governo honesto, estabilidade política, um sistema legal fiável e mercados competitivos e abertos.

Direito de propriedade – Sem propriedades privadas, o cálculo econômico fica distorcido, pois os governantes não operam com o sistema de lucros e prejuízos, que faz o empreendedor buscar a melhor forma de otimizar os recursos disponíveis e evitar desperdício. Além disso, sem um direito de propriedade que seja inalienável, nenhum empreendedor vai ter segurança para investir e, dessa forma, os recursos serão desviados para outras fontes, como poupança ou especulação.

Governo honesto – Governantes corruptos sugam recursos da sociedade, criando uma espécie de imposto adicional, que irá desistimular o investimento e aumentar o desperdício de capital. Além disso, a corrupção pode obrigar pessoas empreendedores honestos a recorrer a imoralidade para poder continuar tocando seus negócios. É o que acontece por exemplo quando um dono de restaurante tem seu estabelecimento fechado por se negar a fazer um “agrado” ao fiscal.

Estabilidade política – Nenhum investidor vai colocar dinheiro em um país com futuro incerto. Assim, a estabilidade política é um dos fatores principais para o crescimento de uma nação. Imagine um país em guerra civil, quantos empreendedores estarão dispostos a abrir um novo negócio nessa situação?

Sistema legal fiável – Esse quesito está, a meu ver, diretamente relacionado com outros dois: governo honesto edireito de propriedade. Em muitos países o sistema legal é tão confuso, que cria uma situação de insegurança jurídica, o que também desestimula a atividade produtiva e interrompe o crescimento da riqueza de uma nação. Para que empreendedores possam produzir  de forma eficente, atnedendo as necessidades dos consumidores, é fundamental que o sistema legal seja simples, confiável e tenha aplicabilidade plena e justa.

Mercados competitivos e abertos – Como explica Adam Smith, países pobres são pobres não somente por falta de capital, mas porque aplicam o  capital que possuem de forma ineficiente, gerando desperdício. Mercados competitivos e abertos são uma das melhores formas de induzir o uso eficiente e produtivo dos recursos. Por exemplo, quando um país adota barreiras protecionistas e impede a entrada de produtos importados no país, as empresas nacionais ineficientes ficam protegidas da concorrência e assim continuam usando recursos de maneira ineficente e obrigando consumidores do país a adquirir produtos de qualidade inferior a preços mais altos.

Quanto devo produzir para meu negócio dar lucro?

Hoje gostaria de compartilhar um conhecimento que obtive no curso “Aprender a empreender” do Sebrae. Para aqueles que já possuem conhecimentos avançados em finanças, pode parecer banal. Contudo, para os mais leigos, como este que vos escreve, com certeza será útil.

Para saber quanto é necessário produzir para ter lucro, é preciso acharmos o ponto de equilíbrio, que é o resultado da divisão dos custos fixos pela margem de contribuição.

Antes de continuar a explicação, vou tentar esclarecer alguns conceitos. Os custos de um negócio são divididos em fixos e variáreis. Os fixos são aqueles que se referem aos meios de produção, que são independentes do nível de atividade da empresa como salário dos empregados, conta de luz e telefone, limpeza, pró labore etc.

Já os custos variáveis são aqueles ligados diretamente à atividade da empresa. Por exemplo, matérias primas, imposto diretos da venda, comissões etc. Ou seja, eles variam de acordo com a demanda do empreendimento. Se você produz mais, eles aumentam, se produz menos, diminuem.

Margem de contribuição

Agora um conceito fundamental para o cálculo do ponto de equilíbrio: a margem de contribuição. Ela é a diferença entre o preço de venda e os custos variáveis para produção de cada produto.

Por exemplo, se uma doceira gasta tem custo variável de R$2,50 para produzir um pote de doce e o vende por R$4,00, ela tem uma margem de contribuição de R$1,50.

PREÇO DE VENDA (R$4,00) – CUSTO VARIÁVEL (R$2,50) = MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO (R$1,50).

A margem de contribuição ajudará a cobrir os custos fixos, por isso é chamada de “contribuição”.

Ponto de equilíbrio

Agora que já clarificamos os conceitos, já é possível calcular o tanto que é necessário produzir para obter lucro. Retomando o exemplo da doceira, se ela possui um custo fixo R$1.000 por mês, para saber quantos potes de doce precisa fazer para ter lucro, precisamos dividir esse valor pelo margem de contribuição (R$1,50).

PONTO DE EQUILÍBRIO = CUSTO FIXO (R$1.000) / MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO (R$1,50).

Dessa forma, fazendo o cálculo, o ponto de equilíbrio da doceira é 667 potes de doce mensal, ou seja, ela precisa produzir esse montante para não ter prejuízo. A partir de 668 potes, a empreendedora já estará tendo lucro.

A partir do cálculo do ponto de equilíbrio, é possível planejar melhor o próprio negócio e ter ideia dos custos totais.

Como disse, sou quase um leigo no assunto, mas espero contribuir com outros iniciantes no assunto!

No Portal Educação Sebrae há mais cursos sobre empreendedorismo e gestão de negócios. Para acessar clique AQUI.

Quantos Alex Atala a burocracia matou?

Nas últimas semanas, duas notícias demonstraram dois lados conflitantes do Brasil. A primeira mostra que o restaurante D.O.M de Alex Atala foi eleito o 4º melhor do mundo. Já a segunda revela que 8 em cada 10 bares e restaurantes no Brasil não tem alvará definitivo para funcionar e que gastam em média 2 anos para consegui-lo. De um lado, está representada a criatividade e o espírito empreendedor do brasileiro, do outro as barreiras burocráticas que complica o ambiente de negócios do país.

Seguindo uma linha lógica, deduzo que muitos interessados em abrir um restaurante acabam adiando o negócio por medo de ver o estabelecimento ser fechado pelo vigilância sanitária. Como nesse período a pessoa tem que se sustentar, imagino que ele vá procurar outro emprego e, com o tempo, possa acabar por desistir do empreendimento.

Avançando nessa suposição, imagine se o indivíduo do cenário acima fosse Alex Atala. O D.O.M não teria sido aberto e, consequentemente, não figuraria na lista de melhores restaurantes do mundo. Com isso, a culinária brasileira perderia projeção e, assim, o interesse de investidores estrangeiros.

A boa notícia é que, apesar das barreiras burocráticas, o setor de gastronomia vem crescendo e atualmente emprega mais gente que a construção civil. Em 2011, o setor faturou R$180 bilhões, o que significa uma expansão de 80% nos últimos cinco anos.

Frente a esses números, é ainda mais inexplicável que não tenham surgido medidas mais efetivas para facilitar a abertura de novos restaurantes. A insegurança jurídica causada pela falta do alvará definitivo pode adiar novos investimentos e a contratação de novos empregados pelos proprietários de bares e restaurantes. Com isso, menos gente deixa de ganhar dinheiro e de consumir, impactando o crescimento do país.