Entenda o básico do futebol americano em apenas três minutos

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Estado financia o amadorismo no futebol brasileiro

bom senso fcCom as recentes manifestações do movimento de jogadores profissionais de futebol Bom Senso FC, tem-se falado muito na profissionalização do futebol brasileiro. Uma das reivindicações dos atletas é o chamado fair play financeiro, que nada mais é do que pagar o que se deve por contrato. Por incrível que pareça, os jogadores têm que fazer um protesto para poder receber integralmente seu salário.

Uma situação como essa nunca seria aceitável em uma empresa, mas os clubes do país que mais ganhou Copas do Mundo têm que conviver com esse inacreditável amadorismo. A pergunta que fica diante dessa conjuntura é: por que isso acontece? A resposta mais clara e imediata é que o governo brasileiro alimenta esse modelo falido e sustenta pessoas sem capacidade administrativa, incentivando a irresponsabilidade.

A situação é a seguinte, vamos dizer que eu fosse regente de uma orquestra. Do dia para noite, para agradar os meus espectadores, eu resolvo contratar o tenor Plácido Domingos. Para fazer isso, eu ofereço a ele um salário astronômico, muito acima da capacidade de pagamento da minha entidade. Logicamente, eu não consigo pagar o famoso cantor e ele entra na justiça contra a orquestra e ganha uma indenização milionária. Dessa forma, a instituição passa a ter uma enorme dívida e eu, o administrador, fico em apuros.

Contudo, para minha sorte, um grupo de lobistas e deputados, decide criar uma loteria, a orquestra mania, para ajudar a saldar minha dívida. Como agora conto com essa nova fonte de renda, em vez de adotar um modelo mais responsável, decido investir em novas contratações bombásticas para agradar os fãs da orquestra e aumentar minha popularidade, o que contribuirá para me manter por mais tempo na chefia.

Mas, como não existe almoço grátis, logo meu dinheiro volta a escassear. Para resolver essa pendenga, eu recorro aos meus amigos no governo, que conseguem aprovar um refinanciamento da minha dívida, o chamado refis musical. Novamente estou salvo e com fôlego para novas medidas populistas e perdulárias, a custa do dinheiro dos pagadores de impostos. Entretanto, como meu modelo de administração não é sustentável, não consigo poupar o suficiente para pagar o que devo ao governo e, por conta dos juros, minha dívida vai crescendo infindavelmente.

Logo estou novamente em uma situação periclitante. Porém, quem tem amigos nunca está sozinho.E lá vem meus amigos do governo para aprovarem um projeto que perdoará para sempre minha dívida. Tudo em prol do papel histórico e social  da música e das orquestras no Brasil. Assim, nunca é necessário eu adotar um modelo equilibrado e profissional de gerenciamento. Posso continuar sempre gastando mais do que ganho, pois sempre haverá a mão visível do Estado para me socorrer. Outros administradores de orquestra, vendo meus privilégios, também passam a trabalhar da mesma maneira. Resultado, os pagadores de impostos (os mais pobres principalmente) financiam minha irresponsabilidade e permitem que tenha ganhos políticos e financeiros com isso.

A história da orquestra é exatamente o que acontece com nosso futebol atualmente. Cartolas têm uma linha de financiamento custeada pelos pagadores de impostos para sustentar o coronelismo e o amadorismo dentro dos clubes brasileiros. O governo, amparado pela bancada da bola, sempre estende a mão para esses grupo de corruptos inaptos, por meio de ações como a Timemania, o Refis e a tentativa de perdão da dívida. O discurso é que estão tentando preservar o futebol brasileiro, que tem um papel fundamental na sociedade. Contudo, o que acontece é exatamente o contrário. Quanto mais forte for essa aliança entre Estado e cartolas, mais os clubes brasileiros ficarão atolados no atraso e verão times de países com muito menos tradição, como o México, prosperarem e roubarem nossos bons futebolistas. Está mais que na hora do futebol brasileiro sofrer um choque de livre mercado e passar a ser mais eficiente e profissional.

A televisão no mundo dos semideuses

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Verdade seja dita, para a televisão o esporte é um produto, assim como uma novela. Por isso, para que essa mercadoria atraia consumidores, faz-se necessário a presença de esportistas de destaque. Contudo, só isso não basta, é preciso que os principais atletas sejam moralmente impecáveis para que possam tornar-se ídolos e atrair mais público.

Por essa razão, as reportagens e transmissões, especialmente na TV aberta, procuram sempre causar a impressão de que o sucesso no esporte está diretamente associado a uma conduta correta na vida pessoal. Assim, logo que um desportista alcança bons resultados e começa a atrair atenção e audiência, ele passa a ser retratado como uma grande pessoal, um exemplo a ser seguido.

Da crença do público no bom caráter do ídolo, é que surge a empatia que leva as pessoas a assistirem televisão. Mais audiência é igual mais dinheiro em caixa. Além da TV, as companhias também buscam se associar às estrelas de cada modalidade e, para aumentar as vendas, reforçam ainda mais o bom mocismo do atleta.

No entanto, é sabido que desempenho profissional não tem relação nenhuma com a conduta pessoal e vice versa. Por exemplo, uma pessoa pode ser um excelente escritor, vender milhões de livros e, ao mesmo tempo, ser um ser humano desprezível ou um arquiteto pode projetar prédios incríveis ao mesmo tempo em que bate na esposa.

O que acontece em outros campos profissionais acontece exatamente no campo esportivo. Porém, neste caso, isso acarreta perdas para outros segmentos. A televisão e as empresas não vendem o ser humana atleta e sim sua imagem e falhas morais depreciam o produto. Por isso, que quando esses esportistas cometem crimes ou falhas, os mesmos atores que os exaltavam como grandes exemplos, são obrigados a apedrejá-los  e condená-los à fogueira impiedosamente.

É o caso, por exemplo, de Lance Armstrong. Ele agora é retratado como um grande vilão em meio a esportistas honestos. Todos nós sabemos que o doping é muito mais comum do que é normalmente divulgado, contudo a televisão faz um esforço para passar a imagem de que o meio esportivo é formado por exemplos a serem seguidos, que, de vez em quando, é invadido por malandros desonestos.

É preciso ressaltar que alguns canais a cabo, como a ESPN Brasil, exercem um jornalismo mais crítico e consegue, na maior parte das vezes, separar o sucesso no esporte da conduta na vida pessoal. Contudo, a TV aberta, por buscar um público mais abrangente, fica muitas vezes prisioneira dessa cobertura um tanto hipócrita que tenta desumanizar atletas e tentar colar neles a imagem de infalibilidade.

Artigo publicado no Observatório da Imprensa

Ronaldo e Palocci – a hora certa de parar

Este 7 de julho de 2011 será uma data lembrada por muito tempo. Não é sempre que no mesmo dia um ministro da Casa Civil pede demissão e o maior artilheiro da história das Copas do Mundo se despede da seleção.

Sem fazer juízos políticos, os dois personagens principais se assemelham por uma questão: parecem ter escolhido mal a hora de parar. No Brasil, atletas e políticos são figuras que atraem muita atenção. Quando estamos falando de um ex-ministro da fazenda e ex-ocupante da Casa Civil, essa exposição é ainda maior. Imagine então quando falamos de um jogador eleito três vezes o melhor do mundo no país do futebol?

Tanto Palocci como Ronaldo parecem ter passado do ponto certo de se aposentar. Ambos acabaram de certa forma prejudicando um pouco suas equipes. O Fenômeno contribuiu para a derrota corintiana na Libertadores e Palocci deu subsídios para que fisiologistas constrangessem o Governo.

Porém, é inegável que tanto o Corinthians, quanto o PT se beneficiaram da popularidade e do carisma dos dois recém aposentados. Outro ponto em comum e que, aparentemente, os dois se dedicarão a carreiras empresariais.

A comparação, no entanto, para por aqui. Pois, enquanto Ronaldo se despediu com festa no Pacaembu, Palocci saiu à francesa. Em um caso tivemos uma despedida, em outro um pedido de  demissão.No entanto, ambos já marcaram a história do país, cada a sua maneira.

Qual a relação de Saramago com Saquille O`Neal?

Craque da literatura

José Saramago uma vez disse: “todo mundo me diz que eu tenho que fazer exercícios. Que é bom para minha saúde. Porém, nunca se escutou nada que diga que um esportista tem que ler”. A observação do escritor português reflete as consequências de opor esporte e estudo.

No Brasil, muitas vezes ouvimos que um jogador, quando criança, deixava de ir à aula para ir jogar futebol, como se as duas atividades fossem incompatíveis. Porém, essa oposição é falsa. É totalmente possível conciliar um modelo educacional que prepare a estudante tanto para ser atleta, quanto para seguir outra carreira fora do esporte.

Shaq celebra sua pós graduação

Foi o que fizeram dois países com realidades inversas: Cuba e Estados Unidos. Nas duas nações, as escolas incentivam a prática esportiva associada a outras matérias. Isso faz com que, por exemplo, muitos atletas cubanos e americanos estejam preparados para outra profissão ao final de suas carreiras esportivas.

Um grande exemplo é o jogador de basquete Saquille O`Neal, que se aposentou hoje. Shaq é formado e pós-graduado. Além disso, é porta-voz do movimento “Ler é fundamental”.

Minha opinião é que o Governo brasileiro deve enxergar o esporte como uma prática de bem estar e não como um meio de formar atletas profissionais. Dessa forma, estaremos formando advogados, médicos, professores mais saudáveis e também atletas mais preparados.

Assista o vídeo de Shaq anunciando sua aposentadoria:

Patrocinadores x televisão

Na final do campeonato brasileiro de basquete (NBB), após o jogo o jogador Márcio Cipriano dava entrevista com uma camisa com logos dos patrocinadores estrategicamente distribuídos para poder aparecer na televisão. Porém, o câmera deu um close para mostrar somente o rosto do atleta.

Essa luta, dos canais Globosat principalmente, contra mostrar marcas já levou muitas empresas a deixarem o esporte. É possível elencar várias como Leite Moça, Banespa entre tantas. Essa diretriz de impedir a citação do nome das marcas fica clara, quando Galvão Bueno chama a equipe de fórmula 1, Red Bull, de “RBR” ou quando chama o time Pão de Açucar de “PAEC”.

É uma prerrogativa da emissora adotar esse tipo de política para valorizar suas patrocinadoras oficiais.

Allianz Arena, nome da empresa em destaque

Contudo, muitas vezes essa atitude pode complicar muito a vida de atletas que estão começando e que dependem de pequenos patrocínios. Nesse ponto, pode-se identificar uma situação paradoxal.

Ao mesmo tempo que os canais dependem de atletas de destaque para ganharem audiência, esportistas dependem de patrocinadores para financiarem suas atividades. Se as emissoras espantam os patrocinadores, de alguma forma enfraquecem o esporte, que é uma mercadoria da própria emissora.

Pode-se enxergar essa situação também como uma maneira das emissoras de ganhar mais influência sobre os esportes, como é o caso do futebol.

Nos jogos da seleção, ninguém tem medo de dizer o nome da Emirates

Outro ponto importante é que muitos clubes pretendem financiar seus estádios por meio dos naming rights. Essa estratégia já é usada na europa. O estádio da final da Copa de 2006 era o Allinaz Arena e o local preferido pela seleção brasileira para sediar seus amistosos é o Emirates Stadium. O intrigante é que nos canais Globosat esses nomes nunca foram vetados ou escondidos. No entanto, no caso brasileiro, o Atlético Paranaense nunca conseguiu ter seu estádio chamado de Arena Kyocera, um dos motivos que levou a empresa a não renovar o contrato.

Eu não tenho uma solução para esse problema, minha intenção aqui é expor para não fingir que ele não existe.

Boa semana a todos!

Rivalidade não é ódio!

Bruno Fratus comemora vitória sobre César Cielo

No último sábado, 11 de maio, o nadador do Pinheiros, Bruno Fratus, ganhou a prova do 100 metros livre, deixando o campeão olímpico e atual recordista mundial da prova, César Cielo, atleta do Flamengo, em segundo lugar. Apesar de muito gente ter ficado surpresa, não é uma zebra tão grande quanto parece.

Cielo e Fratus estão em etapas diferentes de preparação. O campeão olímpico vem de um treinamento físico forte e estava mais pesado e cansado. Fratus estava pronto para a competição. Porém, não é bem a derrota de um recordista mundial que me interessa nessa história, e sim o poder que a rivalidade exerce sobre a audiência dos campeonatos esportivos.

A vitória de Fratus aumentou significativamente o interesse pelas provas de revezamento, nas quais ele e Cielo voltaram a se encontrar. Além disso, a equipe do Flamengo e do Pinheiros foram contaminadas pela rivalidade criada após a vitória de Bruno e protagonizaram duelos incríveis, como no revezamento 4×100 medley, quando o time do Flamengo ganhou por um centésimo de segundo.

Atleticanos celebram sozinhos a vitória na primeira partida da final

Mesmo diante de tantas provas de sucesso e divertimento que a rivalidade sadia pode trazer ao esporte, ainda existem torcedores que querem que o rival seja eliminado, sem perceber que isso faz com que os méritos do atleta ou do clube para o qual torcem seriam muito menos significativos sem a presença de um grande adversário.

É o que está acontecendo na final do campeonato mineiro por exemplo. No duelo entre os dois maiores times do estado, Cruzeiro e Atlético, foi necessário realizar jogos para uma torcida só para evitar confrontos entre torcedores. É a grande vitória dos que não sabem perder! Violência 1×0 Esporte.

The babies – um encontro de teorias

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O documentário The Baibies mostra a história de quatro bebês em localidades diferentes. Um da Namíbia, um da Mongólia, uma do Japão e uma dos Estados Unidos. Ao assistir ao filme, percebemos claramente que os dois bebês que vivem de forma mais livre e sem tanta influência dos pais (o africano e o mongol) se desenvolvem mais rapidamente e superam melhor os desafios, enquanto as duas bebês que vivem em ambientes mais fechados e protegidos parecem mais mimadas e lidam pior com os obstáculos.

Acredito que o diretor Thomas Balmès procurou opor duas teorias, o do russo Vigotsky e a do suíço Piaget. Enquanto o pensador soviético defende o conceito de zona de desenvolvimento proximal, no qual a criança se desenvolve por meio da indução dos adultos; o pesquisador suíço acredita que o desenvolvimento se dá por meio da interação solitária da criança com o meio.

Eu, por ser um grande interessado no assunto, achei bacana um documentário que será veiculado em várias partes do mundo colocar essa questão em foco. O fato de ser um filme sobre bebês deve atrair um público não acadêmico, mas que passará a ter contato com esse embate de escolas. Além das discussões sobre o desenvolvimento do pensamento infantil, há diversas outras questões interessantes, como as peculiaridades de cada cultura e os pontos que as ligam e muito mais. Vale a pena assistir!

Abaixo ao trailler do filme

Gerenciador Financeiro para estabelecimentos Cama e Café

Como todos sabemos, o Brasil será sede de grandes eventos nos próximos cinco anos, como a Copa do Mundo, as Olimpíadas, os Jogos Militares entre outros. Um setor que estará aquecido nesse período será o de turismo.

Porém, tanto o Comitê Olímpico Internacional, quanto a FIFA, já fizeram ressalvas com relação ao número de leitos disponíveis no país. Uma solução para a ampliação do número de meios de hospedagem pode ser a disseminação dos estabelecimentos Cama e Café.

Segundo o Ministério do Turismo, esse tipo de meio de hospedagem se caracteriza por ser oferecido em residências, com no máximo três unidades habitacionais, para uso turístico, em que o dono more no local, com café da manhã e serviço de limpeza.

Para que os estabelecimentos Cama e Café possam aproveitar a oportunidade dos grandes eventos, será necessário que eles aprimorem sua gestão. Foi desse ponto que surgiu a ideia do meu projeto aplicativo no Sebrae.

O objetivo é criar um gerenciador financeiro com linguagem acessível, adaptado para as necessidades desse segmento. Dessa forma, os empreendedores podem administrar melhor as finanças do estabelecimento, gastar menos e investir mais dinheiro em melhorias das instalações e dos serviços.

O gerenciador financeiro seria oferecido por meio do Portal do Sebrae. Além disso, seria feito um levantamento sobre o número de meios de hospedagem Cama e Café pelo Brasil, para que o produto seja desenvolvido de acordo com as necessidades do público-alvo.

O projeto foi inspirado no software AcompanhEI, desenvolvido pelo Sebrae-DF e no programa Restaurante Inteligente, que é desenvolvido pelo Sebrae Nacional em parceria com a Abrasel.

Confira algumas vantagens do modelo Cama e Café:

Quanto vale uma história?

A pesquisadora Naomi Klein afirma que marca não é publicidade, marca é o fim da publicidade. Isso significa que a marca deve carregar uma história, uma causa. A marca por si só é apenas um sinal gráfico.

Quanto mais convincente e atrativa for a história que sua marca carrega, maior será o valor dela. Um bom exemplo é o clube de futebol espanhol Barcelona.

A agremiação fechou o maior patrocínio da história do futebol com a ONG Qatar Foundation. Para ter sua marca estampada na camisa do Barcelona, a entidade pagará 30 milhões de euros (R$75 milhões) por ano durante cinco temporadas.

Mas por que uma instituição pagaria tanto por um espaço numa camisa de um time de futebol? Para poder associar sua marca à história do clube.

O Barcelona é o time dos catalães, grupo que busca a independência da Espanha. Além disso, o clube estabeleceu um esquema tático que valoriza a posse de bola e a habilidade de seus jogadores e o ensina desde as categorias de base.

E tem mais: no início da temporada 2006/2007, o presidente do clube, Joan Laporta, assinou uma parceria com o Fundo das Nações Unidas para Infância – UNICEF. Desde então, o Barça  PAGA para ter o nome da UNICEF na camisa.

Camp Nou, palco do Barcelona

É por tudo isso que no escudo do time está escrita a frase “més que un club” (mais que um clube). E foi por essa história que a Qatar Foundation abriu seus cofres ao Barcelona.

Esse fato pode ser refletido para nós trainees, quanto vale nossa história? Temos realizações que nos valorizam?