Governo canalha gera inflação e desemprego

inflação canalhaInflação pode sim gerar mais empregos, mas esse é um efeito ilusório e de curto prazo. No longo prazo, o que acontece é uma onda ainda maior de pessoas sem emprego. Antes de explicar como isso acontece, é importante esclarecer que inflação não é um simples aumento de preços. Se acontece uma seca inesperada, pode haver uma alta nos preços dos alimentos. Contudo, esse aumento não é inflação.

Inflação ocorre quando há um aumento na oferta monetária, ou seja, quando o estado decide, por meio do seu Banco Central, imprimir mais dinheiro sem lastro (para ler mais sobre como o governo imprime dinheiro para se sustentar, clique AQUI).  Um dos principais motivos que leva um governo a imprimir mais dinheiro é criar uma falsa sensação de pleno emprego.

À medida que há mais dinheiro à disposição, o crédito é artificialmente barateado. Esse processo ajuda a financiar empreendimentos insustentáveis, que não seriam realizados em condições normais. Esses negócios construídos com base no crédito barato vão certamente gerar mais empregos.

O leitor mais animado pode perguntar qual o problema da inflação. Afinal, se ela ajuda a criar empregos, não deveria ser considerada tão ruim assim. O grande problema é que a inflação distorce o mercado e prejudica os empreendimentos sustentáveis. Por exemplo, um empreendedor percebe que há uma demanda por pães em determinado local. Então, ele decide abrir uma padaria, que logo se torna rentável, por responder a uma demanda real dos consumidores. De repente, o governo decide imprimir dinheiro, barateando o crédito. Dessa forma, um aventureiro aproveita-se do financiamento a baixos preços e abre uma outra padaria no mesmo local.

Com isso, aquele cidadão que primeiramente enxergou a oportunidade de mercado é obrigado a elevar os salários dos seus empregados para não perdê-los para o novo concorrente. No entanto, essa elevação dos salários não reflete em ganho de produtividade. Ou seja, o padeiro passa a ganhar 10% a mais, mas continua a produzir a mesma quantidade de pães.

Dessa forma, o empreendimento passa a dar um retorno menor ou, até mesmo, a operar com prejuízo. Para remediar esse quadro, o dono da primeira padaria é obrigado a repassar o aumento para o consumidor final. Em outras palavras, o pão passa a custar mais caro. A questão é que não existe uma demanda real para as duas padarias. O segundo estabelecimento só é viável por conta da impressão de dinheiro feita pelo governo.

Em um primeiro momento, enquanto houver mão de obra ociosa, o dono da primeira padaria pode evitar elevar os salários de seus funcionários e assim aumentar os preços do seu produto. Contudo, a medida em que outras pessoas se aproveitam do crédito barato para abrir novos empreendimentos, a mão de obra vai ficando escassa e o aumento da oferta monetária começa a impactar os preços e gerar inflação.

Assim que os índices de inflação começam a subir, os bancos passam a encarecer o crédito para não perderem dinheiro. Nesse momento, aqueles empreendimentos que dependiam do financiamento barato começam a quebrar e o desemprego começa a subir. A grande tragédia é que não são só os empreendimentos insustentáveis que quebram. Aqueles que, antes do processo inflacionária, eram viáveis também quebram, pois veem o preço dos  seus insumos se elevar e são obrigados a pagar mais caro pela sua mão de obra. O resultado é uma taxa de desemprego ainda mais elevada do que a do período anterior ao aumento da impressão de dinheiro.

desempregoÉ essa armação desonesta que presenciamos hoje no Brasil. O governo aumentou a quantidade de dinheiro e barateou o crédito de forma artificial. Isso derrubou a taxa de desemprego a níveis historicamente baixos e ajudou os atuais donos do poder a conseguirem se manter no cargo.  Porém, como disse no início desse texto, esse mecanismo funciona somente no curto prazo. Agora é chegada a hora da fatura e o desemprego entrou em uma linha ascendente, como você pode ver na imagem ao lado, e deve continuar a subir por muito tempo.

A maldade de tudo isso é que aquele cidadão que conseguiu emprego em um empreendimento sustentado em crédito barato fez planos de longo prazo e decidiu pegar um financiamento para comprar uma casa nova, por exemplo. Agora, ele ficará desempregado e endividado, simplesmente porque um grupo político quis enganar a população para se manter no poder. O pior de tudo é que ainda se dizem defensores dos mais pobres. Canalhas!

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Obama deportou mais que Bush, espionou jornalistas e perseguiu opositores

obamaBarack Obama desfruta de um prestígio impressionante no Brasil e em algumas partes do mundo. Muitos o consideram um pacifista e defensor do multilateralismo. Mesmo com poucos dias de governo e sem ter realizado nenhuma ação, ele foi laureado com o prêmio Nobel da paz. Essa idealização do carismático presidente americano vem sofrendo um choque de realidade e aos poucos vê-se que, ao contrário do que parece, Obama não representa um novo caminho, mas sim uma nova roupagem para velhos vícios.

Nas últimas semanas, duas revelações abalaram a imagem do comandante em chefe. Descobriu-se que o governo americano grampeou os telefones da agência de notícias Associated Press em busca da fonte que estaria vazando informações consideradas confidenciais. A ação causou revolta em dezenas de organizações, incluindo algumas que ajudaram Obama a se reeleger, como meios de comunicação progressistas e sindicatos.

Além do caso de espionagem de jornalistas, foi revelado que o Internal Revenue Service (IRS), o fisco americano, perseguiu grupos do movimento oposicionista Tea Party, realizando investigações consideradas ilegais. Obama disse desconhecer o problema, porém, em audiência no Congresso, J. Russell George, inspetor-geral do Tesouro americano para a administração de impostos, afirmou que o governo havia sido informado sobre a operação cinco meses antes dela vir à tona.

Para piorar, os escândalos aparecem em um momento em que Obama vinha enfrentando críticas de muitos segmentos por conta do uso de aviões não tripulados, os chamados drones, em operações de contra terrorismo. Aqui no Brasil, muitos segmentos se revoltaram com uma operação policial dentro de uma zona pobre, na qual oficiais atiram em um traficante em uma perseguição em uma área residencial.

Os que se levantaram contra essa operação alegaram, acertadamente, que o fato de o traficante ter sido morto não justifica o risco que os moradores daquela área sofreram. A situação é exatamente igual aos drones, os aviões realimente ajudaram a abater muitos terroristas, mas no processo mataram mais de uma centena civis inocentes, incluindo mulheres e crianças. A semelhança entre as duas situações, no entanto, não é suficiente para que os indignados brasileiros se juntem ao coro pelo controle e pela transparência do política de assassinatos seletivos dos drones de Obama.

Outro equívoco é pensar que Obama é um defensor dos imigrantes. O atual governo deportou mais gente do que a administração de George W. Bush, tido como preconceituoso e autoritário. Mais de 2 milhões de estrangeiros foram obrigados a deixar os Estados Unidos por conta de ações do governo Obama. Nos quatro primeiros anos de mandato, o governo Obama deportou duas vezes mais imigrantes ilegais do que o de Bush (2001-2009) em dois mandatos.

Eu poderia aqui enumerar outras várias razões para não idolatrar Obama, como o fato de ele não ter fechado Guantánamo, a mania de culpar a oposição por todos seus fracassos, o não cumprimento da promessa de diminuir o desemprego para 5% entre outras tantas medidas discutíveis. Em suma, muita gente ainda admira aquela imagem que a equipe do presidente americano construiu na sua primeira eleição em 2008. Entretanto, após assumir o comando do país, Obama se revelou um político muito diferente, mas pouca gente notou isso por aqui…

Ilusionismo elétrico

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O ministro Guido Mantega afirmou que o governo vai assegurar a redução de 20% na conta de luz. O ocupante da Fazenda afirmou que  o Tesouro vai bancar uma diferença entre R$ 2 bilhões a R$ 3 bilhões, relativa a quantia da Cemig, Cesp e Copel, que não aceitaram renovara as concessões.

Porém, vamos analisar um pouco. A fonte de renda do governo é taxação, ou seja, parte da renda da população     retirada por meio de impostos. Então, os R$2 a R$3 bilhões que o Tesouro vai usar para cobrir a diferença só podem existir de duas formas: tributação ou inflação.

Trocando em miúdos, para cumprir a promessa que a presidente Dilma fez em rede nacional, o governo vai retirar mais alguns bilhões dos contribuintes. Sendo mais claro, para colher os frutos político-eleitorais da suposta redução de 20% na conta de luz, o governo vai ter de elevar outros impostos, ou seja, vai dar com uma mão e tirar com a outra.

Como bem lembrou o economista Rodrigo Constantino, a carga tributária representa 45% da conta de luz. Porém, para baixar o preço, a equipe econômica não só não zerou os impostos, como também, como vimos, terá que elevar os tributos para cobrir o “investimento” do Tesouro.

Ao contrário do que prega a propaganda que vem sendo veiculada, ninguém é contrário à redução da conta de eletricidade. É preciso deixar claro, no entanto, que o que o governo está fazendo é ilusionismo econômico. Enquanto muitos estiverem comemorando a redução das tarifas de luz, poucos estarão prestando atenção na elevação de outros tributos e o governo vai estar capitalizando o truque a dois anos da eleição.

O que o barateamento artificial do crédito pode causar?

L20061012-PODER-DE-COMPRAO governo brasileiro tem tomado diversas medidas para baratear o crédito, como baixar a taxa de juros e cortar o rendimento da poupança. A ideia é ampliar o poder de compra do consumidor brasileiro e estimular o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).

A taxa de juros representa o “preço” do dinheiro. Dessa forma, quanto mais dinheiro houver (poupança), mais barato será um empréstimo (crédito). Contudo, ao controlar a taxa de juros, a equipe econômica distorce o funcionamento dessa operação.

Assim, os bancos passam a baratear suas linhas de financiamento não com base na poupança, mas no endividamento. O problema é que, para sustentar essa estratégia, o governo cobre a dívida dos entes bancários. Em setembro, a União injetou R$21 bilhões na Caixa e no Banco do Brasil. Esse montante é dinheiro público, ou seja, recurso adquirido por meio de tributação ou inflação.

Cria-se, então, uma falsa sensação de prosperidade. Barateia-se o crédito de forma artificial, financiando o endividamento dos bancos públicos por meio da tributação do cidadão ou por impressão de moeda, que gera inflação de preços. Ou seja, o que ocorre na verdade é uma limitação no poder de compra e não um aumento.

Pior: várias pessoas, iludidas pela propaganda governamental, pegam um empréstimo e acabam comprometendo sua renda por conta do endividamento. Trocando em miúdos, o governo, para captar recursos para poder capitalizar os bancos públicos, segue dois caminhos: aumento da tributação ou impressão de moeda, que gera inflação. Essas duas medidas diminuem a renda do consumidor, que, quando tiver que pagar o empréstimo terá menos poder de compra do que tinha antes de adquirir a dívida. Resultado: aumento da inadimplência.

Outro efeito colateral do barateamento artificial do crédito por meio dos bancos públicos é que as instituições financeiras privadas se veem obrigadas a também baixar suas taxas de juros para não perderem mercado. Porém, bancos privados não têm, pelo menos a princípio, o privilégio de ter suas dívidas arcadas pelo Estado. Assim, o que ocorre é a perda de capacidade de investimento dessas instituições, o que contribui para o aumento da concentração no mercado bancário.

Como mostra matéria do Portal Brasil, “os bancos privados nacionais detinham 47,9% das operações de crédito, em setembro de 2008, mas apesar de o volume de crédito bancário ter dobrado de lá para cá, a participação nos financiamentos e empréstimos caiu para 37,1%.Em contrapartida, os bancos públicos, que à época detinham 30,7% do estoque de créditos, são agora detentores de 46,2% dos R$ 2,237 trilhões emprestados a terceiros – pessoas físicas e jurídicas”.

Em suma, a estratégia do governo pode até gerar um crescimento a curto prazo, mas no longo prazo, a tendência é aumento da inflação, crescimento da inadimplência e expansão da concentração do mercado bancário. Esses fatores somados tendem a prejudicar o crescimento nos próximos anos.

Bin Laden está morto, o terrorismo não!

O  presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou, no início desta segunda-feira, a morte de Osama Bin Laden. Uma imensa multidão foi às ruas comemorar o fim do suposto chefe terrorista.

Porém, em um momento de comoção popular, é bom lembrar que a morte de Bin Laden só serve para saciar a sede de vingança do ataque de 11 de setembro de 2011. É muita ingenuidade pensar que a morte de Bin Laden botará fim às ações terroristas pelo mundo e acabará com as ameaças ao território norte americano. Sem a sombra do triunfalismo, a lógica mostra que o movimento terrorista não tem como chefe apenas o saudita.

Grande feito de Obama era plataforma principal de Bush

É preciso lembrar que os EUA foram vítimas de outros ataques de grupos variados, antes mesmo do nome de Bin Laden ficar famoso na mídia. Por fim, é incrível pensar que o feito que talvez mais dê força ao combalido governo de Obama, tenha sido exatamente um dos grandes pilares do infeliz governo Bush.

Obama colhe louros envelhecidos, que não se conectam com suas plataformas de campanha. Gostaria de fechar este post ressaltando que, apesar das ressalvas que fiz, a morte de Bin Laden entra para história. A partir de agora, temos um novo marco que servirá tanto para capitalizar as proezas do governo Obama, quanto para incentivar a formação de novas frentes extremistas islâmicas, muitas querendo vingar Bin Laden. Veremos o que nos espera!