A Redenção de Cachito Ramirez

Em 2011, o Corinthians foi eliminado na pré-Libertadores pelo pequeno Tolima do Colômbia. Um jogador ficou especialmente marcado, Luiz Ramirez. O peruano entrou no segundo tempo do jogo de volta e acabou expulso em um momento em que o time buscava uma reação.

A partir de então ele caiu em desgraça no Parque São Jorge e foi emprestado (e logo depois devolvido) para a Ponte Preta. Quando parecia que sua história estava fadada ao fracasso, Tite lhe deu uma oportunidade no fim de um jogo decisivo contra o Ceará e ele fez o gol da vitória, que manteve o Timão na liderança e permitiu um passo importante rumo ao título brasileiro.

Em 2011, o Corinthians foi eliminado na pré-Libertadores pelo pequeno Tolima do Colômbia. Um jogador ficou especialmente marcado, Luiz Ramirez. O peruano entrou no segundo tempo do jogo de volta e acabou expulso em um momento em que o time buscava uma reação. A partir de então ele caiu em desgraça no Parque São Jorge […]

via A Redenção de Cachito Ramirez — All Sports FC

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O livre trânsito no Mercosul futebolístico

Jogador estrangeiro não é sinônimo de craque

O empresário Fernando Otto enviou um projeto à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para que os atletas oriundos dos países do Mercosul deixem de contar no limite de estrangeiros dos clubes do bloco político-econômico.Atualmente, no Brasil, cada time pode escalar no máximo três estrangeiros.

Times como o Cruzeiro e o Internacional, que contam com seis atletas de outros países em seu plantel, tem que escolher quais vão atuar. Lembrando que na Libertadores não há limite. E aqui mora minha principal hipótese. Com a valorização crescente das competições continentais em detrimento dos campeonatos nacionais, tem crescido um lobby para a estrangeirização do futebol brasileiro.

A pesquisador Naomi Klein afirma que as empresas de hoje tentam se aproveitar de movimentos ocasionais para dar significado a sua marca. “A ideia é você ter uma ideia que ressoe com o espírito da época, e você está sempre vasculhando a cultura atrás da nova ideia, a ideia mais ressoante”.

Fernando Otto foi o responsável por negociações de jogadores argentinos como D`Alessandro e Maxi Lopez. Minha suspeita é que ele esteja se aproveitando do sucesso de alguns jogadores para emplacar uma ideia de que, para ganhar qualidade, o futebol brasileiro deve importar jogadores. Essa ideia é reforçada pelos lugares comuns de que times argentinos se saem melhor em competições continentais, porque seus jogadores sabem jogar a competição.

É claro que há jogadores estrangeiros excepcionais, como Conca, do Fluminense e Montillo, do Cruzeiro. Porém, o lobby estrangeiro ignora que o time mais encantador do futebol brasileiro nos últimos tempos, o Santos, só conta com jogadores brasileiros e que entre eles estão Neymar e Ganso, destaques de nível mundial. Continuar lendo