Mercado interno – utilize com moderação!

O Brasil vem sofrendo menos os impactos da crise econômica. Um dos principais motivos para isso é que a maioria das empresas nacionais tem como público consumidor o mercado interno. Porém, essa vantagem tem mostrado um lado obscuro. Quando falamos de produtos de alta intensidade tecnológica, que possuem maior valor agregado, vemos uma predominância de produtos importados.

Muitas vezes essa situação é explicada pela industrialização tardia do país em relação a nações do norte. Contudo, uma reportagem da Folha de S.Paulo de hoje, dia de 16 de outubro, mostra que o Brasil está importando softwares da Argentina, ou seja, um país com histórico semelhante ao brasileiro.

Aqui fica evidente um dos “males” de um mercado interno forte. De acordo com empresários argentinos, por não possuírem um mercado nacional tão amplo, as empresas portenhas de tecnologia já nascem voltadas para a importação e pautadas por padrões internacionais de qualidade. Dessa forma, elas são muito mais competitivas.

Além disso, para conseguir novos mercados em um segmento tão especializado como o de tecnologia, os hermanos precisam ser mais inovadores e empreendedores. Dessa forma, vê-se o surgimento de diversas pequenas empresas que geram produtos de alto valor agregado e contribuem mais significantemente por o PIB do país.

Enquanto isso, um estudo do Sebrae mostra que os produtos de baixa tecnologia representaram um terço das exportações das MPE (micro e pequenas empresas),  em 2009.  Além disso, o trabalho indica ainda que “houve queda de 3,8% no número de MPE exportadoras em comparação com o ano anterior, enquanto que o valor exportado caiu 16,3% e o valor médio por empresa teve queda de 13%”.

Tendo em vista que as micro e pequenas empresas representam mais de 98% das firmas existentes no país, esse cenário torna-se ainda mais preocupante. Apesar de dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio  Exterior (MDIC) mostrarem um crescimento das exportações brasileiras, vê-se que essa alta está amparada nas grandes empresas e na exportação de bens primários.

Como as MPE são responsáveis por mais  da metade dos postos de trabalho formais no Brasil, o lucro advindo do crescimento das exportações não gera benefícios diretos para a maioria da população. Na minha opinião, o país só vai se tornar um player econômico realmente relevante quando solucionar essa questão.O mercado interno tem que ser uma opção e não A opção.

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“Caosórdito”


A palavra que dá título a este post me foi apresentada pelo colega Heitor e explica totalmente o que passei na última semana durante o curso Empretec.

O Emprectec é um curso do Organização das Nações Unidas, que, no Brasil, é ministrado pelo Sebrae. O objetivo é estimular o empreendedorismo. O curso é internacional e já foi realizado em mais de 70 países. No Brasil, mais de 100 mil pessoas já tiveram a oportunidade de participar dessa experiência.

Para não estragar a experiência dos que ainda vão cursar o Empretec, não entrarei nos detalhes das dinâmicas do curso. O que gostaria de dizer é que o curso deixa claro que, se você for persistente e buscar se superar e se organizar, qualquer tarefa pode ser cumprida!

Retomo um exemplo de um fato que aconteceu comigo e com Heitor (aquele lá do 1º parágrafo, lembra?). Um dia fomos correr um percurso de 6km. Eu nunca havia cumprido essa distância em menos de 35 minutos. Porém, como estávamos correndo em dupla, eu me esforcei para acompanhar o ritmo do Heitor. Ao final, quando olhei o cronômetro, marcava 30 minutos! Uma melhora de 15%!

Os instrutores do Empretec me proporcionaram a mesma sensação. Fiz algo que não achava que era possível. Isso não tem preço. Obrigado, Sebrae!

Confira mais informações sobre o Empretec aqui:

Confira também a página do Empretec:

http://www.sebrae.com.br/momento/quero-abrir-um-negocio/vou-abrir/desperte-interesse/empretec

Gerenciador Financeiro para estabelecimentos Cama e Café

Como todos sabemos, o Brasil será sede de grandes eventos nos próximos cinco anos, como a Copa do Mundo, as Olimpíadas, os Jogos Militares entre outros. Um setor que estará aquecido nesse período será o de turismo.

Porém, tanto o Comitê Olímpico Internacional, quanto a FIFA, já fizeram ressalvas com relação ao número de leitos disponíveis no país. Uma solução para a ampliação do número de meios de hospedagem pode ser a disseminação dos estabelecimentos Cama e Café.

Segundo o Ministério do Turismo, esse tipo de meio de hospedagem se caracteriza por ser oferecido em residências, com no máximo três unidades habitacionais, para uso turístico, em que o dono more no local, com café da manhã e serviço de limpeza.

Para que os estabelecimentos Cama e Café possam aproveitar a oportunidade dos grandes eventos, será necessário que eles aprimorem sua gestão. Foi desse ponto que surgiu a ideia do meu projeto aplicativo no Sebrae.

O objetivo é criar um gerenciador financeiro com linguagem acessível, adaptado para as necessidades desse segmento. Dessa forma, os empreendedores podem administrar melhor as finanças do estabelecimento, gastar menos e investir mais dinheiro em melhorias das instalações e dos serviços.

O gerenciador financeiro seria oferecido por meio do Portal do Sebrae. Além disso, seria feito um levantamento sobre o número de meios de hospedagem Cama e Café pelo Brasil, para que o produto seja desenvolvido de acordo com as necessidades do público-alvo.

O projeto foi inspirado no software AcompanhEI, desenvolvido pelo Sebrae-DF e no programa Restaurante Inteligente, que é desenvolvido pelo Sebrae Nacional em parceria com a Abrasel.

Confira algumas vantagens do modelo Cama e Café:

Fio condutor

Quinta-feira, dia 23 de dezembro, encerrou-se a primeira etapa do programa de trainees. Refletindo sobre as duas áreas por onde passei, lembrei da cidade de São Paulo.

São Paulo é uma cidade tão diversa, que cada bairro parece uma nova cidade. No entanto, há algo entre as várias comunidades que lá vivem (japoneses, italianos, libaneses etc) que dá forma à uma identidade comum, a de cidadãos paulistanos.

Da mesma forma analiso a Unidade de Assessoria Institucional (UARI), meu primeiro rodízio, e a Unidade de Acesso a Serviços Financeiros (UASF), meu segundo rodízio. As duas áreas possuem características tão próprias que às vezes parecem não fazer parte da mesma empresa.

Ao experimentar esse conflito de atuações, pude entender melhor a função de documentos como o Direcionamento Estratégico do Sebrae e as metas mobilizadoras. São mecanismos como esses que permitem que áreas tão diversas criem uma identidade e possam atuar em conjunto em prol de um objetivo comum.

É possível fazer um paralelo com a teoria de Hegel. Posso dizer que a UARI é a tese; a UASF, a antítese; e o Sebrae seria a síntese. Dessa forma, a empresa possui características que a identificam com todas as áreas, mas não pode ser explicada por apenas uma delas.

O sistema de rodízio do programa de trainees nos ajuda a enxergar mais claramente essa conexão macro e a pensar pontes que possam ligar a atuação de todas as unidades do Sebrae, potencializando os resultados para as micro e pequenas empresas.

Feliz Natal e um ótimo 2011 para todos!

Concentração

Relatório de Inclusão Financeira do Banco Central ilustra a concentração dos canais de serviços finaceiros no Brasil. Só como exemplo, o Sudeste é sede de 10.946 agências bancárias. Se somarmos as agências de todas as outras regiões, chegamos a 8.884 agências. Ou seja, a região Sudeste é responsável por mais de 55% das agências no país. Só o estado de São Paulo possui mais de 6 mil.

Essa concentração é um dos focos de preocupação da Unidade de Acesso a Serviços Financeiros do Sebrae, que busca promover e apoiar o desenvolvimento e a descentralização dos canais de acesso a serviços financeiros. Atualmente, a média de canais de acesso a serviços financeiros para cada 10 mil adultos é de 1,36. Contudo, enquanto no sudeste essa média alcança 1,75, no Norte e Nordeste fica bem abaixo da média nacional com 0,75 e 0,72 canais por 10 mil adultos, respectivamente.

Minha passagem pela unidade tem mostrado que a sustentabilidade financeira é a base das empresas. Porém, essa preocupação deve ser de todo o Sebrae, que deve estar integrado nos esforços pela inclusão financeira.

Para ler o Relatório de Inclusão Financeira do Banco Central acesse o link: http://www.bcb.gov.br/Nor/relincfin/relatorio_inclusao_financeira.pdf

Diagnóstico empresarial

A concepção do novo site de Serviços Financeiros tem me proporcionado visitar vários sites de Sebrae estaduais e conhecer produtos muito bons. Hoje, gostaria de compartihar o dignóstico empresarial desenvolvido pelo Sebrae/MS. É um programa bem intuitivo e que permite que o empresário identifique seus pontos fracos e fortes.

O Sebrae não possui capilaridade física para atingir todos os empresários do país. Por isso, um programa que permita ao empreendedor fazer um autoatendimento é de grande valia. O pesquisador Pierre Levy afirma que a internet permite à empresa se desterritorializar, ou seja, permite que ela consiga funcionar sem depender de uma estrutura física. é o que o programa de autodiagnóstico do Sebrae/MS possibilita.

Conheça o programa:

http://atendimento.ms.sebrae.com.br/?pag=home_autodiagnostico