Como incentivar a cultura com apenas R$15?

A revista brasiliense Nil existe em forma digital e impressa. O objetivo da publicação bimestral é dar espaço para artistas e escritores do Distrito Federal e do entorno. O diferencial do periódico é dar enfoque a produção cultural local, o que para uma cidade jovem como Brasília é algo essencial.

A cidade sofre um pouco pelo artificalismo que lhe de origem. Contudo, há por todos os cantos, principalmente nas cidades satélites, diversas manifestações artísticas surgidas da mistura das diversas culturas que se encontraram na capital federal.

A terceira edição já está pronta e tem previsão de impressão de 3 mil exemplares. Para isso, no entanto, a equipe da revista necessita levantar R$9 mil. Para atingir esse montante, eles recorreram à plataforma de financiamento coletivo (crowdfunding) Catarse.

Faltando agora cinco dias para encerrar o prazo, eles já conseguiram 83 doações e levantaram quase R$7 mil. Contudo, as regras do Catarse seguem a regra do tudo ou nada, ou seja, se o valor total não for atingido, a equipe sai de mãos abanando e não conseguirá fazer a versão impressa.

A Nil é distribuída gratuitamente. Como incentivo, o time está premiando quem colabora com pelo menos R$15 com um exemplar da revista, que será entregue em qualquer parte do país!

Eu não tenho nenhuma participação na publicação, mas considero que se queremos revistas de qualidade, que saiam da linha imposta pelo mainstream editorial, temos que contribuir para isso. Eu já doei R$25. Doe você também e ajude o jornalismo independente.

Você pode ajudar de duas formas. A primeira é contribuindo, basta clicar AQUI. A segunda é divulgando esse post para outras pessoas que queiram fazer doações.

A lógica do crowdfunding não é conseguir grandes doações de uma vez, mas chegar a um montante grande através de pequenas contribuições de muitas pessoas. A plataforma oferece uma forma super segura de doar e você pode fazer diretamente do computador em menos de 5 minutos.

Então, vamos imprimir a Nil?

Ajude a imprimir a Nil:

 http://catarse.me/pt/projects/742-nil-revista

Conheça mais sobre a Nil:

http://nilrevista.com/revista/

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Novo, mas clássico

O vídeo de hoje é para quem acha que música clássica é só música feita nos séculos passados. O norte americano Nico Muhly tem apenas 30 anos e é um dos mais destacados compositores contemporâneos de música clássica.

Se você está pensando em não clicar no vídeo com medo de ouvir uma música chata, eu proponho que você faça uma experiência. Você vai perceber como é possível fazer música clássica de forma vibrante, mas sóbria, como os grandes nomes como Bach, Beethoven entre outros. Bom final de semana a todos!

Improvisado é melhor!

Hoje, deixo aqui para vocês mais uma grata descoberta musical: trio de jazz “Improvisado”. Eles organizam uma balada quinzenal sempre com uma presença especial e, para nossa sorte, gravam os vídeos das apresentações e disponibilizam para todos.

No que escolhi (apenas porque me forcei a postar só um), o trio toca a canção “Herança Nordestina” com Danilo Moraes no vocal. Aproveitem e bom final de semana a todos!

A nova geração da MPB está no bolso

Um dos projetos mais fantásticos ligados à música que eu conheci na internet é o programa “Música de Bolso”. Lá eu encontrei cantores brasileiros talentosíssimos, que estão renovando a MPB brasileira. O projeto é tão bom que você não conseguirá assistir a só um vídeo, vai querer se perder nesse imenso mundo de música de primeira qualidade.

Deixo aqui um dos muitos excelentes vídeos que você vai encontrar. Nele, as cantoras Mayra Andrade (nascida em Cuba, mas criada em Cabo Verde) e Mariana Aydar (brasileira) cantam e tocam no meio da rua, para deleite dos transeuntes. Bom final de semana a todos!

Talento não acaba!

Hoje, ao contrário do que os visitantes mais assíduos deste espaço estão acostumados, postarei dois vídeos. Em ambos, a canção é a mesma: “Cry Baby”. Uma apresentação está separada da outra por um intervalo de 35 anos. As duas interpretações mostram que o talento é um bem que não pára de surgir no mundo.

Na primeira, a canção na voz de Joss Stone e Melisse Etheridge, em um tributo a Janis Joplin. Na segunda, a própria Janis canta em Toronto, no ano de 1970. Bom final de semana a todos!

Bossa (re)nova

João Gilberto completou 80 anos. Porém, enquanto o músico envelhece, o estilo musical que inventou só se renova. A bossa nova marcou época e influenciou várias gerações de músicos, desde de Frank Sinatra, como já mostrei aqui, passando por Tim Maia, Roberto Carlos, Chico Buarque e desembocando em cantores mais jovens como Marcelo Camelo, Tulipa Ruiz, entre outros.

Até mesmo a tropicália, movimento que quis quebrar com os paradigmas “certinhos” da bossa nova, deve sua existência ao gênero criado por João Gilberto. Pois, se a bossa nova não existisse, o movimento não teria um estilo para se opor.

João Gilberto rodou o mundo deliciando plateias por todos os cantos do planeta, dos Estados Unidos ao Japão.

Fica aqui, então, a belíssima “Desafinado” na voz de Gilberto. Bom final de semana a todos!

Sinatra e Joe Bean!

Luis Fernando Veríssimo diz que Tom Jobim foi um dos responsáveis por elevar o status internacional da música brasileira. Em uma época em que artistas brasileiros tinham que adotar vulgos americanos para poderem fazer sucesso além das nossas fronteiras, Tom conseguiu fazer a música nacional conhecida com seu próprio (e brasileiro) nome. Veríssimo afirma que a única situação em que Tom tinha seu nome americanizado era quando o seu porteiro de seu prédio nos Estados Unidos o chamava por engano de mister Joe Bean.

Abaixo um encontro épico de Tom Jobim e Frank Sinatra. Bom final de semana a todos!