Qual o lugar dos liberais na política?

eleicoesEste ano, como todos sabem, teremos eleições. Nesse período, surge uma questão entre os liberais. É lícito que aqueles que defendem uma menor intromissão do estado concorram a cargos nesse pleito? Qual seria o papel deles dentro do aparelho estatal?

Na minha opinião, liberais podem e devem se candidatar, contudo, eles devem almejar somente cargos no legislativo. Os ocupantes do poder executivo federal ou estadual são impelidos pelo estrutura burocrática a sempre fazer alguma coisa. E quando o estado faz alguma coisa, sempre sai algum (muito) dinheiro do bolso dos pagadores de impostos. Além disso, para ganhar as eleições para esses cargos, é necessário fazer diversas alianças, o que resulta em um enfraquecimento ideológico e um aceite para negociações fisiológicas.

No legislativo é diferente. O liberal pode manter e dar visibilidade aos seus ideais, além de poder organizar frentes em assuntos específicos com parlamentares de outros vieses, por exemplo legalização no comércio de drogas, fim da obrigatoriedade do voto, fim do financiamento público nas campanhas, extinção do fundo partidário entre outros.Além disso, o palanque do congresso possibilita a divulgação das ideias liberais, o que ajuda a ampliar a base de simpatizantes e apresentar uma alternativa ao estatismo.

Outra possibilidade interessante para as eleições é concorrer ao poder executivo estadual ou federal, mas não com o objetivo de ganhar a eleição e sim de ter espaço para difusão de ideias. A experiência de Ron Paul nos Estados Unidos mostra como essa estratégia é produtiva e pode trazer resultados efetivos.

Por fim, acredito que a melhor alternativa de todas está nas eleições municipais de 2016. O liberalismo combina o fortalecimento dos poderes locais e o aprofundamento do federalismo. A eleição de prefeitos liberais permitirá apresentar na prática como uma menor intervenção do estado e uma abertura mais comercial resultam em prosperidade. Esse modelo pode evoluir para a proposta de Adam Kokesh, que defende que o caminho para reduzir o poder do estado é as cidades usarem cada vez mais seu direito de secessão e criarem zonas livres de influência federal.

 

 

Romário – o ingrato

RomárioSe para se tornar um jogador profissional de futebol fosse necessário tirar um registro junto ao Ministério do Trabalho, Romário conseguiria ir tão longe quanto foi? Levando em conta o histórico das ações estatais, o baixinho, nascido na favela do Jacaré, teria tido muita dificuldade para passar pelos crivos da burocracia ministerial.

O que permitiu o sucesso do atacante foi exatamente o fato de o mercado do futebol ser relativamente desregulamentado e ter pouca ou nenhuma barreira de entrada. Dessa forma, qualquer garoto talentoso, independentemente da condição socioeconômica, pode conseguir uma oportunidade.

Apesar de ter sido beneficiado pela falta de regulamentação e de intervenção estatal no mercado, Romário parece não ser grato. O agora deputado federal criou um projeto de lei que visa regulamentar profissões que têm relação com o movimento Hip Hop, como as de DJ, MC (mestre de cerimônias), rapper, grafiteiro e de atividades ligada ao beat box e à dança de rua.

O projeto submete o exercício das profissões à realização de cursos técnicos de capacitação profissional, em instituições reconhecidas pelo governo, ou então à comprovação do exercício das atividades de forma interrupta no ano anterior à publicação da lei, caso seja aprovada. De acordo com o parlamentar, o objetivo do projeto é proteger e reconhecer “o valor dos nossos jovens que vivem e respiram o Hip Hop, em todas as suas formas de expressão e ações sociais”.

Contudo, o que Romário está fazendo é defender interesses corporativistas de pessoas que querem criar uma reserva de mercado. Como explica Ron Paul, “em um estado corporativista, os membros do governo frequentemente agem em conluio com suas empresas favoritas — aquelas que têm boas conexões com o poder —, de modo a criar políticas que deem a essas empresas uma posição monopolista — tudo em detrimento da concorrência e dos consumidores”.

O movimento Hip Hop, assim como o futebol, é um mercado que cresceu focado no talento e no esforço individual. Essa liberdade trouxe inventividade e inovação ao segmento, o que permitiu que ele se expandisse e gerasse oportunidade para um número cada vez maior de pessoas. O projeto do baixinho, ao contrário do que ele prega, não irá valorizar a cultura. O mais provável é que a destrua. Como explica Brandon Maxwell, “o hip hop não se tornou uma potência comercial e cultural da noite para o dia. O livre-mercado agiu como um catalisador. O processo de mercado – competição, refinamento e crescimento – moldou o gênero e a cultura ao longo do tempo. Ele complementou o processo de gravação, mixagem e remasterização e auxiliou o hip hop a descobrir novos ouvintes. E, como ocorre no mercado, ajudou novos ouvintes a descobrir o estilo”.

Entregar na mão do estado o direito de decidir quem está e quem não está apto a trabalhar no mercado do Hip Hop é ceifar exatamente o elemento que mais vez esse ramo prosperar: a liberdade. Imagine um jovem talentoso morador de uma comunidade pobre que não tem tempo nem dinheiro para fazer os cursos necessários ou para tirar a carteira no ministério do trabalho? Ele estaria impedido de exercer seu dom ou então teria que fazê-lo correndo o risco de ser autuado por um burocrata.

Além disso, os consumidores também serão prejudicados caso haja regulamentação. Primeiro, porque haverá menos competição e assim os preços irão subir. Segundo, a qualidade do serviço também será prejudicada. Ou seja, Romário marcou um tremendo gol contra.

Texto publicado no Portal Liberatarianismo

Ron Paul virá ao Brasil – saiba quem é ele e porque isso é um fato histórico

Ron Paul 1

O ano de 2014 será especial. Não por causa da Copa do Mundo ou das eleições, mas porque, em setembro, Ron Paul virá ao Brasil a convite do Instituto Mises Brasil. Se você não o conhece ainda, precisa urgentemente buscar mais informações sobre ele.

Paul foi  candidato à presidência dos Estados Unidos em três ocasiões 1998, 2008 e 2012.  Ele foi eleito para mandatos no Congresso americano em três períodos diferentes: de 1976 a 1977, de 1979 a 1985 e de 1997 a 2013.

Nas duas últimas eleições presidenciais que disputou pelo partido republicano, ele casou frisson. A mídia brasileira, desacostumada às posições libertárias, deu pouca importância para ele, tratando-o como um radical alienado e dando ênfase a sua proposta de acabar com Federal Reserve, o Banco Central Americano (esse, aliás, é o tema de um dos livros de Paul traduzido para português, por Bruno Garschagen). A única e honrosa exceção foi o colunista Guga Chacra, que na época escreveu um post esclarecedor sobre essa grande figura política.

0816-ron-paul-iowa_full_380Infelizmente, outras excelentes e coerentes propostas dele foram ignoradas, como a retirada total das tropas americanas de todos os outros países e a legalização do comércio de entorpecentes, pondo fim à desastrosa guerra às drogas, que só elevou o consumo e ocasionou milhões de mortes, principalmente entre os moradores das zonas mais pobres.

O perfil passivista e anti-guerra não criou resistência a Ron Paul junto aos veteranos das forças armadas. Muito pelo contrário! Ele foi o candidato que mais recebeu doações desse segmento da população. Mais inclusive que Barack “Nobel Peace Price” Obama.

Entre as grandes realizações de Ron Paul, podemos destacar:

1) ele nunca votou a favor de um aumento de impostos;

2) ele nunca votou a favor de um orçamento público desbalanceado (com despesas maiores que as receitas);

3) ele nunca votou a favor de um aumento no salário dos parlamentares;

4)  ele nunca votou a favor de regulamentação para a internet;

5) ele votou contra a guerra do Iraque (mesmo contrariando o posicionamento do seu partido);

6) ele não participa do programa de pensão do congresso (não tem aposentadoria milionária paga com dinheiro público, como vossas excelências do Brasil);

7) ele devolve parte do orçamento do seu gabinete para o Tesouro americano.

Por fim, vale ressaltar que Ron Paul jamais abriu mão de seus princípios em troca de votos. Mesmo tendo uma base altamente fiel a ron paulele. No curto prazo, isso lhe custou a possibilidade de se tornar presidente dos Estados Unidos, mas no longo prazo pavimentou a estrada do respeito às liberdades civis e ajudou a educar uma larga parcela da população de seu país sobre a importância de buscar sempre defender o indivíduo contra a coerção estatal.

Paul também influenciou milhares de pessoas ao redor do mundo. Criando um movimento que cresce a cada dia e ajudando a disseminar as ideias libertárias em lugares que nunca haviam ouvido falar dessa linha de pensamento.

É por isso que sua vinda ao Brasil configura um evento histórico. Espero que, com ele de corpo presente em nosso país, a mídia dessa vez dê mais espaço para suas propostas. Vivemos um momento propício para ideias novas e a visita de Paul um mês antes das eleições pode ter um efeito sem precedentes e ajudar a abrir espaço para aqueles que realmente defendem a liberdade!

Quer saber mais sobre o admirável Ron Paul? Assista ao vídeo abaixo:

O outro livro de Paul já traduzido para o português é o “Definindo a Liberdade”.

Leia também – O que é um estadista?

O que é um estadista?

ron paulEm seu mais recente livro “Caráter e Liderança”, o cientista político e presidente do Centro de Liderança Pública, Luiz Felipe d`Ávila, destaca as características que deve possuir um estadista. Uma das principais é ter persistência e competência para educar a opinião pública acerca de ideias e princípios os quais valora. Outra importante qualidade é saber abrir mão dos ganhos presentes em prol de uma grande e benéfica mudança futura.

Para exemplificar, d`Ávila lembra de uma frase do ex-primeiro-ministro de Luxemburgo, Jean Claude Juncker, sobre a crise européia: “todos sabemos como superar a crise européia; apenas não sabemos como fazer isso e ganhar a próxima eleição”. Essa declaração ilustra um dos maiores problemas da política. A maioria dos que se envolvem no processo político-eleitoral tem como principal preocupação manter-se no poder e não promover grandes mudanças.

Nesse contexto, uma frase que me chama atenção é uma declaração de Marina Silva em entrevista para a Folha de S.Paulo na época das últimas eleições em 2010. A ex-ministra do Meio Ambiente defendia que “se ganhar, quero ganhar ganhando, e se perder, quero perder ganhando”. Questionada sobre o que significava “perder ganhando”, ela respondeu: “É quando você sai do processo maior do que você entrou. E nem precisa ser maior eleitoralmente, em quantidade de votos. Significa que você não vendeu seus princípios. Manteve uma atitude digna, justa, inclusive na relação com os concorrentes”. E completou: “a derrota ou a vitória se mede na História”.

Infelizmente,  Marina contradisse tudo o que defendeu em 2010 ao abrir mão de seus valores em troca de uma sigla para disputar a eleição de 2014. Porém, meu ponto aqui não é evidenciar os casos que deram errado. Quero aqui mostrar um caso prático de um estadista, que abriu mão de vitórias eleitorais para dar visibilidade às suas ideias e educar a opinião pública. Esse personagem é Ron Paul.

Ele concorreu à presidência dos Estados Unidos por três vezes. A primeira em 1988 pelo partido Libertário. Depois, visando dar mais visibilidade aos seus princípios, mudou-se para o partido Republicano e voltou a concorrer em 2008 e 2012 pelo cargo mais alto do poder excecutivo norte americano.

Enquanto todos os outros candidatos abriam mão de seus valores com o objetivo de conquistar votos, Paul se mantinha firme em suas ideias, sendo muitas vezes tratado como louco ou radical pela imprensa e pelo próprio partido. Além disso, mesmo derrotado nas primárias republicanas, Ron se negou a apoiar o candidato de seu partido, mantendo-se fiel ao que defendia.

Como resultado, Ron Paul conseguiu algo muito maior do que uma vitória eleitoral. Ele cativou uma imensa base de apoiadores, que tiveram os primeiros contatos com as teorias libertárias através dele. Além disso, ele conseguiu popularizar bandeiras que ele defendia, como a liberação do comércio de drogas e a batalha contra as intervenções militares dos EUA. Por fim, ele abriu mais espaço para a ala libertária dentro do partido Republicano, criando um esboço para uma novo via na política americana.  Como dizia o slogan de sua campanha, ele promoveu uma verdadeira revolução.

Por fim, a influência de Ron Paul extrapolou as fronteiras de seu país e ajudou a difundir as ideias da liberdade por vários outros países, inclusive o Brasil. Assim, ele conseguiu educar a opinião pública e abrir espaço na agenda política para as bandeiras da liberdade. Ou seja, ele , como defendia Marina Silva, “perdeu ganhando”. Ele poderia ter aberto mão de seus valores para conseguir vencer as primárias e ser o candidato republicano, mas ele preferiu ser coerente e conseguiu uma vitória muito maior e mais duradoura. Paul criou um movimento que permitirá que no futuro próximo candidatos que defendem a liberdade individual possam participar das eleições de forma competitiva, sem ter que renunciar seus princípios. Está aí um estadista de marca maior! Que suas sementes floresçam e seus exemplos ecoem cada vez mais!

Feliz aniversário, Ron Paul!

Ron Paul

Hoje, Ron Paul completa 78 anos. Para quem não o conhece, ele é político e médico estado unidense. Foi candidato à presidência dos Estados Unidos em três ocasiões 1998, 2008 e 2012.  Ele foi eleito para mandatos no Congresso americano em três períodos diferentes: de 1976 a 1977, de 1979 a 1985 e de 1997 a 2013.

Em toda sua carreira política, Ron Paul sempre lutou pelos direitos individuais, visando combater os abusos do estado sobre o indivíduo. Ele é um grande conhecedor da Escola Austríaca de Economia e, por isso, sempre se opôs às políticas inflacionárias e, principalmente à existência de um Banco Central, que é uma máquina de imprimir dinheiro e transferir riqueza dos cidadãos (especialmente os mais pobres) para o bolso de burocratas e políticos. Paul também é a favor do fim do imposto de renda, que pune o indivíduo por ser produtivo, e contra intervenções militares feitas pelo governo americano, que matam pessoas inocentes por conta de interesses políticos.

Entre as grandes realizações de Ron Paul, podemos destacar:

1) ele nunca votou a favor de um aumento de impostos;

2) ele nunca votou a favor de um orçamento público desbalanceado (com despesas maiores que as receitas);

3) ele nunca votou a favor de um aumento no salário dos parlamentares;

4)  ele nunca votou a favor de regulamentação para a internet;

5) ele votou contra a guerra do Iraque (mesmo contrariando o posicionamento do seu partido);

6) ele não participa do programa de pensão do congresso (não tem aposentadoria milionária paga com dinheiro público, como vossas excelências do Brasil);

7) ele devolve parte do orçamento do seu gabinete para o Tesouro americano.

Por fim, vale ressaltar que Ron Paul nunca mudou ou ocultou suas opiniões para ganhar votos. Ele sempre foi coerente com seu discurso e não fez concessões a grupos poderosos, nem aderiu posições populistas, mesmo que isso tenha acarretado três derrotas nas primárias para a a candidatura à presidência dos Estados Unidos. Isso, no entanto, não afetou em nada a admiração que muitos têm por ele. Poucos se lembraram dos outros candidatos republicanos, mas os ensinamentos de Ron Paul ajudaram a formar uma legião de defensores da liberdade e dos direitos individuais, como seu filho Rand Paul. Em suma, não faltam razões para desejar feliz aniversário a esse grande homem!

O Banco Central combate ou estimula a inflação?

Ao contrário do que diz o senso comum, a inflação não é um aumento de preços. A elevação dos valores é apenas uma consequência. A inflação é na verdade um aumento da base monetária sem lastro em riqueza. Ou seja, quando se expande o montante de dinheiro na economia, sem que isso tenha como base um aumento na produtividade.

Mas por que os preços sobem? Antes de tentar responder a essa pergunta, gostaria de deixar claro que não sou economista, sou um jornalista que se interessa pelo assunto. Voltando ao questionamento, os produtos ficam mais caros, porque o excesso de moeda corrói o poder de compra. É a lei da oferta e da procura. Se um bem passa a existir em abundância, o seu valor decai.

Logo, quanto mais moeda sem lastro em bens reais, menos poder de compra terá seu dinheiro. Dessa forma, como o dinheiro passa a valer menos, um comerciante precisará de mais capital para se sustentar, logo ele terá que aumentar os preços dos seus produtos. Perceba que a elevação não acontece do nada. Ela é desencadeada por um processo anterior, que é o aumento artificial da oferta monetária, também conhecido como inflação.

Mas quem aumenta a oferta de dinheiro? Na maioria dos países, inclusive no Brasil, o responsável pela impressão das notas é o Banco Central. Por isso, economistas da ala mais liberal afirmam que é o Estado que gera inflação, pois ele é o ente responsável pela oferta monetária. Logo, se há uma expansão que não está baseada na produtividade, a lógica aponta o BC como culpado.

Por que o Banco Central gera inflação? A mesma parcela de economistas liberais afirma que a inflação nada mais é do que uma forma de tributo. Ou seja, uma maneira do Estado financiar seus gastos. Aumentar impostos é uma medida antipopular, pois é muito evidente, não há como esconder.

Já a inflação possui efeito mais diluído e disfarçado. Dessa forma, o Banco Central imprime dinheiro para financiar o governo. O problema é que, a longo prazo, esse procedimento pode sair do controle e o paíspode cair em um período de hiperinflação, como aconteceu no Brasil nos anos 80 e 90.

Por conta da inflação, alguns políticos, como Ron Paul, defendem o fim dos Banco Centrais e do monopólio estatal sobre a impressão da moeda. O argumento é que se houver concorrência de moedas, os responsáveis pela impressão terão mais cuidado em não desvalorizar seu produto e vão evitar imprimir cédulas sem lastro.

Outra ala menos radical defende o retorno ao padrão-ouro, ou seja, o Banco Central só poderia imprimir dinheiro, se possuísse o mesmo montante em ouro lastreando a expansão.

Por fim, reforço que não sou um especialista, só acho essa visão bem lógica e quis compartilhar com os visitantes do blog. Se você discorda do exposto, vamos debater aqui na área de cometários.

Neste vídeo, Tio Patinhas explica como a expansão monetária sem base em riqueza real corrói o valor da moeda:

Uma visão libertária da crise financeira de 2008

A animação The American Dream, escrita e dirigida por Ted Lumpikin e Harold Uhl, traz uma versão da crise financeira que afetou os Estados Unidos em 2008. Há muitos trechos enviesados, porém no geral traz uma explicação coerente do funcionamento do sistema bancário ianque. Além disso, é muito bem produzida e é um desenho político, gênero muito em falta ultimamente.

A versão original já foi assistida mais de um milhão de vezes. Tal popularidade levou a equipe do filme a criar um site theamericandreamfilm.com. Lá, é possível ver que os produtores tem uma ligação com o pré-candidato republicano Ron Paul, conhecido por seus posicionamentos libertários. Ele defende , por exemplo, o fechamento do Banco Central, o fim das ajudas externas e das intervenções americanas.

Atualmente, Paul ocupa o terceiro lugar nas primárias republicanas. Analistas dizem que seu objetivo é criar base para a criação de um novo partido, chamado Libertarian, que seria dirigido por seu filho, o parlamentar Rand Paul.

A animação tem 30 minutos. Se não concordar com o que está sendo dito, pelo menos vai se divertir durante meia hora. Bom filme!