QR Code: o que é e para que serve?

Dizem que a melhor forma de conseguir boas informações é compartilhar o que se sabe. Então, este post é dedicado a uma dica que recebi durante uma palestra, que achei muito bacana. Trata-se do QR Code. Você com certeza já deve ter visto um. É um quadrado esquisito que tem aparecido em muitas propagandas em revistas.

Ele funciona como uma espécie de código de barras que pode ser lido com o celular. Você aponta a câmera para o QR Code e aparece na tela de seu aparelhor uma informação que está online. Algumas empresas tem aproveitado esse recurso para integrar seu marketing online e offline. Por exemplo, lojas de roupas colocam abaixo dos manequins um QR Code, que fornece informações sobre preço, disponibilidade, cor das peças expostas, promoções etc.

Outro uso que vem sendo vislumbrado é a implantação do QR Code em placas. Dessa forma, se você estiver na China, pode ver o significado das placas em português por meio do seu celular.Um exemplo prático vem do metrô de São Paulo, que já faz usos do QR Code para divulgar informações para os usuários. Atualmente, a maioria dos aparelhos já possui leitor de QR Code. Para quem ainda não tem o leitor no seu telefone, basta baixar o programa no seu celular.

Se você quer colocar um código em seu produto para remeter a sua página na internet ou a outra iniciativa online que você desenvolva, pode gerar gratuitamente por meio de um QR Code Generator.

Saiba mais sobre QR Code no vídeo abaixo:

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A abertura da Copa está sendo comprada?

Joseph Blatter e Jerome Vaclke

Essa semana, Jerome Valcke, secretário geral da FIFA, afirmou em e-mail que o Catar comprou a Copa de 2022. Antes do e-mail de Valcke, dois conselheiros da federação foram afastados pelo comitê de ética: Mohamed bin Hammam, do Catar, e Jack Warner, de Trinidad e Tobago.

As evidências de corrupção ficaram tão gritantes que os principais patrocinadores da instituição exigiram que o presidente Joseph Blatter concedesse uma entrevista coletiva para esclarecer os casos.

Diante de tantas mostras de corrupção, a demora para o anúncio oficial de qual cidade será sede da abertura do Copa de 2014 no Brasil parece um janela aberta para suborno. Não é absurdo imaginar que políticos e empresas das potenciais sedes estejam agindo no modus operandi da FIFA e já tenham desembolsado muito dinheiro para “comprar” o direito de abrir o campeonato mundial.

Na minha opinião, a única saída idônea seria  o presidente do Comitê Organizador Local (COL)  bater o martelo logo sobre essa questão. Contudo, sendo este Ricardo Teixeira, que, segundo a emissora inglesa BBC, teria sido obrigado a devolver dinheiro de suborno, torna-se pouco crível que a disputa (e sua respectiva capitalização) pela abertura da Copa se encerre de forma rápida e transparente.

Prós e contras dos tabus

Policiais atiram em manifestantes durante a Marcha da Maconha em SP

Estou aqui hoje para falar de tabus. Não especificamente de algum tabu, mas do uso deste como estratégia retórica. Retomo aqui minha linha de pensamento da semana passada, quando tratei dos estereótipos.

O tabu acima de tudo é um artifício retórico violento, que visa impedir que certos pontos de vista venham à tona. O pesquisador francês Michel Foucault afirma que “é sempre na manutenção da censura que a escuta se exerce”, ou seja, quando se nota que, em uma discussão, uma parte se vê impedida de se posicionar, isso significa que ali está o ponto mais relevante a ser tratado.

Um exemplo foi a Marcha da Maconha em São Paulo, que foi proibida de ocorrer por determinação de um juiz com a alegação de que o evento seria uma apologia ao consumo da droga. Os manifestantes foram às ruas e acabaram sendo agredidos por policiais.

A questão aqui não é discutir se as drogas devem ou não ser descriminalizadas, mas sim o fato de que um lado está sendo impedido de se manifestar. Aí está um caso em que um grupo faz uso do tabu para calar os oponentes.

Outro exemplo importante é a discussão do projeto de lei 122/2006, que torna crime a prática da homofobia. Podemos abominar as posições do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), mas não se pode negar-lhe o direito de omitir sua opinião, dando a falsa ideia de que o PL122 é unanimidade na sociedade.

Na minha opinião, o uso do tabu tem duas faces. Quando decide-se fazer uso desse instrumento pode-se calar o discurso contrário, porém dá-se ao grupo silenciado a chance de se posicionar como vítima e ganhar uma legitimidade que não teria, caso a discussão fosse aberta. É o que está acontecendo com Bolsonaro. Como muitos estão tentando impedir seu direito de se manisfestar, ele está ganhando mais atenção do que deveria e com isso já se pode ver pessoas que antes estavam neutras penderem para o lado do deputado de extremista.

Em uma discussão moderada, argumentos retrógrados como os de Bolsonaro passariam despercebidos. Em um debate extremado, o cidadão se sente forçado a escolher apenas um lado, tornando-se também um extremista.

Higienópolis, metrô e suspeitas

Clique na imagem e ouça o podcast

Essa semana, a decisão do Governo de São Paulo de suspender a construção de uma linha do metrô em Higienópolis gerou muita discussão. Muitos afirmam que as obras foram transferidas para o Pacaembu por conta do pressão de uma associação de moradores de Higionópolis. Porém, eu suspeito que há algo mais obscuro nessa história.

Ouça aqui minha opinião sobre o assunto. E você, o que achou da decisão?