Conhecer a trajetória!

Durante os oito meses do programa de trainee, pude entender a importância do treinamento focado em um objetivo institucional. O Sebrae deseja ter analistas cada vez mais alinhados com a cultura da empresa e por isso elaborou um programa de treinamento de jovens recém formados para selecionar perfis compatíveis com a instituição.

Ao meu ver, o sucesso dessa experiência precisa ser ampliado. É necessário mapear processos e criar critérios claros para a ascensão na carreira dentro da empresa, deixando claro quais são os conhecimentos que a instituição valoriza para cada cargo.

Essa definição, além de deixar claro os desejos da empresa, proporciona autonomia e clareza para que o empregado possa tomar decisões sobre sua carreira. Dessa forma, ganha a empresa, que mantém em seu quadro profissionais que querem “vestir a camisa”, e ganha o trabalhador, que, com base nas possibilidades de ascensão profissional oferecidas, pode decidir se a instituição realmente contempla seus objetivos.

Esse processo com certeza vai impactar a qualidade do atendimento oferecido ao cliente do Sebrae, pois ele terá à disposição empregados mais motivados e alinhados com a missão da empresa. Dessa forma, fortalece-se a imagem institucional!

Anúncios

Responsabilidade dividida

Na última sexta-feira, enquanto muitos se preparavam para curtir o Carnaval, os trainees apresentavam no auditório as experiências que tiveram nos estados. Foi uma viagem por diferentes Brasis! Assim como existem vários Brasis, existem vários Sebraes. Uma colega disse que um desafio do Sebrae é transformar suas soluções em um Jornal Nacional, ou seja, tentar oferecer produtos semelhantes em todos os estados.

Para mim, ficou muito claro o papel do Sebrae Nacional dentro do sistema. Nós devemos funcionar como um fonecedor e também como indutor. Para isso, é preciso estar cada vez mais próximo das unidades estaduais, para desenvolver soluções que sejam ainda mais efetivas.

Na minha apresentação, por querer destacar alguns pontos críticos, acho que acabei sendo injusto com o Sebrae Nacional. Se há às vezes problemas de comunicação, não se pode debitar tudo na conta do Nacional. Algumas vezes, gestores da ponta reclamam de falta de atenção, mas não buscam o Nacional, esperam ser procurados.

Ouvir é se tornar co-responsável

O colega Paulo Volker, que foi incumbido de nos avaliar, disse uma frase muito certeira. A partir do momento em que tivemos contato com a realidade dos Sebrae/UF e ouvimos suas necessidades, nos tornamos responsáveis pelas soluções. Se a situação não mudar, significa que nossa visita não foi efetiva. Por isso, me sinto agora encarregado de ser o porta voz do Amapá no Sebrae Nacional e tentar lembrar a realidade do estado em cada projeto que eu participar.

O Amapá é logo ali!

Nesta segunda-feira, começa o  terceiro e último rodízio do programa de trainees. Essa etapa tem um diferencial: será realizada fora do Sebrae Nacional. Cada trainee viajará para um Sebrae/UF  para três semanas de trabalho na ponta.

Meu destino é o Amapá. Estou muito feliz de poder visitar o estado do meio do mundo! Como já disse meu amigo trainee Lucas Quintela, o Norte é a verdadeira região dos excluídos. Ao contrário do Nordeste, a região não conta com um fluxo de turismo interno tão forte.

O Norte é muito mais valorizado por estrangeiros que por brasileiros. Muitas soluções pensadas no Sebrae não se adaptam a realidade de lá. O Norte é uma região cheia de características próprias que pode gerar muita inovação para o país. Por lá, há cultura indígena, amazônica, uma imensa fronteira com diversos países.

O Amapá em especial é o estado brasileiro que tem contato mais direto com a Europa. Não somente por abrigar o ponto mais extremo do Brasil, o Oiapoque, mas por fazer fronteira com Guiana Francesa.

Espero aprender bastante com o pessoal do Sebrae Amapá e com as comunidades de Pedra Branca e Serra do Navio. Acredito que esse rodízio vai me dar uma noção da dimensão dos desafios do processo de desenvolvimento territorial.

O Sebrae Nacional está passando por reestruturação. É, portanto, um momento para novas formas de atuação florecerem. Eu pretendo aproveitar ao máximo!

Confira mais informações sobre o Amapá:

Espaço para as mulheres

Hoje, dia 1º de janeiro de 2011, tomou posse a primeira mulher a ocupar a presidência do Brasil, Dilma Rouseff. Durante a transmissão, comentaristas diziam que a presidente queria que ao menos um terço dos ministérios estivesse sob comando feminino, mas que isso não foi possível porque os partidos não indicavam mulheres aos cargos. Dessa forma, há apenas nove mulheres entre os 37 ministros.

Esse fato me instigou a pesquisar quantas mulheres há no comando no Sistema Sebrae. Pude verificar que nenhum Sebrae estadual tem uma mulher como diretora superintendente. Em alguns, há mulheres nas diretorias de finança e técnicas. Apenas no Amapá elas são maioria na diretoria executiva.

Considero que esse é um ponto a se observar. Acredito que a busca pela paridade de gêneros pode acrescentar uma visão mais ampla dos problemas das micro e pequenas empresas. Vale lembrar que a pesquisa GEM já revelou que há mais mulheres empreendoras do que homens. Uma maior presença feminina no comando dos Sebrae pode contribuir para estratégias mais abrangentes.