Pense na tecnologia para não acabar sem pizza

pizzaMuita gente ainda pensa que, se não trabalha no setor de TI, não precisa entender de tecnologia. Nesse sentido, uma matéria me chamou bastante atenção.Aplicativos para pedir comida estão matando as pequenas pizzarias. As grandes redes investiram pesado na presença digital e na praticidade de poder encomendar uma pizza com poucos cliques, diretamente do celular.

A Dominos, por exemplo, revolucionou seu modelo de negócios, chegando ao ponto de se descrever agora como uma empresa de tecnologia que vende pizza. Pequenas pizzarias tradicionais, que nem site possuem, acabam sumindo do radar dos consumidores.

Esse exemplo demonstra que tecnologia não é coisa só para a galera nerd, que trabalha no Vale do Silício. Ela tem de ser vista hoje em dia como um componente do modelo de atendimento. Mesmo mercados bem “analógicos” tem se reinventado. Veja o caso da Estante Virtual, que deu um fôlego novo ao segmento de livros usados.

Em suma, já passou a época que tecnologia era um segmento isolado. Hoje em dia é um elemento transversal, que, se não for observado, pode até matar seu negócio.

Anúncios

Anatel mima operadoras e adia desenvolvimento do país

Ontem escrevi aqui sobre a iniciativa da Anatel de estabelecer um plano de metas para as operadoras que oferecem banda larga, para que elas sejam obrigadas a entregar, até 2014, pelo menos 60% da velocidade que anunciam, sendo que a velocidade média deve ser de no mínimo 80% da contratada.

Se por um lado a medida pode parecer boa, pois mostra que a Anatel está de olho nos abusos, por outro, o plano de metas é extremamente generoso com as operadoras e injusto com o consumidor. Não faz sentido um país que está para se tornar a sétima economia do mundo, e que pretende assumir papéis mais relevantes no planeta, aceitar o fato de o cliente pagar 100% do preço e a prestadora de serviço não ser obrigada a fornecer o trabalho completo.

Imagine se a mesma estratégia fosse adotada com relação ao fornecimento de luz ou de água? Você, surrupiado leitor, acharia justo? Pense bem, você está chega em casa depois de um longo dia de trabalho, quer tomar um banho, mas não tem água. Você liga na Agência reguladora para reclamar da empresa responsável pelo abastecimento e recebe a resposta de que nada pode ser feito, pois 80% do mês a empresa garantiu fornecimento de água normalmente, logo não pode ser punida.

É esse absurdo que a Anatel está propondo em relação à banda larga. No momento em que se fala de computação nas nuvens, em startups (empresas de tecnologia nascentes), em crowfunding, em portais de consumo colaborativo, percebemos o descompasso das políticas relacionadas ao acesso à internet.

Para evidenciar a gravidade da situação, um levantamento da União Internacional de Telecomunicações, agência da ONU para questões de comunicação e tecnologia, estima que apenas 5,26% dos brasileiros tenham acesso a conexões rápidas.

O número é bem inferior à penetração da banda larga na Argentina, que é de 7,99%, Chile, onde a penetração é de 8,49%, e México, onde este índice é de 7%.

Além disso, a medida vem exatamente no momento em que o Governo tenta incentivar o setor de tecnologia da informação por meio de desoneração da folha de pagamento de TI das entidades (parte do plano Brasil Maior). Porém, não adianta tornar mais barata a contratação de profissionais de TI e não garantir o acesso digno à internet.

Um estudo do Banco Mundial mostra que o aumento de 10% da penetração de banda larga, amplia 1,3 pontos percentuais o crescimento de um pais. Ou seja, um serviço de banda larga ruim prejudica o desenvolvimento nacional. O plano de metas da Anatel não tratou a situação com a urgência que deveria e o Brasil, em tempos de crise mundial, não pode se dar ao luxo de mimar grandes empresas em detrimento do crescimento da economia.

A Microsoft fez um vídeo que projeta os avanços tecnológicos para os próximos anos. Assista e tente imaginar tudo isso sem banda larga decente

Quando as empresas de garagem entram no mercado

A grande onda do mercado atualmente são as chamadas startups, empresas de tecnologia que estão surgindo por todos os lados. Essa tendência tem cativado especialmente os jovens. Filmes como “A Rede Social”, que conta a história de Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, contribuíram para estimular o empreendedorismo nessa faixa etária. No Brasil, os sites de compras coletivas, como o Peixe Urbano e Grupon, alavancaram a popularidade desse segmento.

O número de novos negócios que estão aparecendo é tão grande que já dizem que, assim como antigamente os jovens se reuniam nas garagens para formar uma banda, hoje eles se juntam para abrir uma empresa. Esse movimento tem, contudo, um lado ruim, pois muitos empreendimentos, apesar de inovadores, pecam na estrutura gerencial e acabam falindo rapidamente.

Alguns analistas dizem que essa tendência não passa de um modismo e que essa multidão de startups está criando a segunda bolha da internet, que levará muitos investidores a perder dinheiro em um futuro próximo.

No entanto, já há muitas iniciativas de apoio a esses empreendedores “tecnológicos”. Um exemplo é o Startup Farm, uma espécie de workshop que reúne ptenciais empresários “digitais” e mentores que ajudam a elaborar modelos de comercialização, planos de negócios, estruturar o fluxo de caixa e outras medidas que podem transformar ideias inovadoras em empresas sustentáveis economicamente.

É preciso, porém, que aja uma política mais robusta de apoio a esses negócios digitais, que podem contribuir para o PIB nacional, pois geram serviços de alto valor agregado. Além disso, é necessário que as universidades entendam o perfil desse mercado, incentivem o empreendedorismo e forneçam cursos específicos para atuar na internet.

Assista abaixo o trailer de “A Rede Social”, filme vencedor de três Oscar, e um dos maiores popularizadores dos empreendimentos “de garagem”:

QR Code: o que é e para que serve?

Dizem que a melhor forma de conseguir boas informações é compartilhar o que se sabe. Então, este post é dedicado a uma dica que recebi durante uma palestra, que achei muito bacana. Trata-se do QR Code. Você com certeza já deve ter visto um. É um quadrado esquisito que tem aparecido em muitas propagandas em revistas.

Ele funciona como uma espécie de código de barras que pode ser lido com o celular. Você aponta a câmera para o QR Code e aparece na tela de seu aparelhor uma informação que está online. Algumas empresas tem aproveitado esse recurso para integrar seu marketing online e offline. Por exemplo, lojas de roupas colocam abaixo dos manequins um QR Code, que fornece informações sobre preço, disponibilidade, cor das peças expostas, promoções etc.

Outro uso que vem sendo vislumbrado é a implantação do QR Code em placas. Dessa forma, se você estiver na China, pode ver o significado das placas em português por meio do seu celular.Um exemplo prático vem do metrô de São Paulo, que já faz usos do QR Code para divulgar informações para os usuários. Atualmente, a maioria dos aparelhos já possui leitor de QR Code. Para quem ainda não tem o leitor no seu telefone, basta baixar o programa no seu celular.

Se você quer colocar um código em seu produto para remeter a sua página na internet ou a outra iniciativa online que você desenvolva, pode gerar gratuitamente por meio de um QR Code Generator.

Saiba mais sobre QR Code no vídeo abaixo:

Até onde vai a cultura FaceWorld?

O Facebook anunciou esta semana a criação de uma divisão para arrecadar recursos para financiamento de políticos que representem seus interesses. O Google já havia tomado a mesma decisão há pouco tempo. Na minha visão, essa medida explicita ainda mais a expansão do que eu chamo de cultura FaceWorld.

Esse fenômeno, em uma perspectiva mais ampla, diz respeito à associação entre grandes empresas de tecnologia de gestão de conteúdo e políticos. A prática de grandes empresas financiarem candidatos não é necessariamente nova, porém, quando se trata de empresas que lidam com informações e possuem quase a totalidade do mercado de compartilhamento e gestão de dados, essa estratégia toma rumos perigosos.

Por mais “sociais” que sejam, as empresas de tecnologia são privadas e tem interesses mercadológicos. Essa situação permite aventar a possibilidade de manipulação dos resultados de busca de informações na internet, ou das funpages e perfis do Facebook. Por trás da propagação da cultura do compartilhamento, podem se esconder estratégias obscuras, que colocam interesses empresariais acima do bem comum.

Financie sua ideia sem precisar de bancos

Um dos principais obstáculos que um potencial empreendedor enfrenta para abrir o negócio é falta de linhas de crédito. Além disso, muitos consideram que é necessário investir muito para abrir uma empresa e acabam abortando a ideia.

Contudo, a pesquisa pesquisa Global Entrepreneurship Monitor, a GEM 2010, que traça o perfil dos empreendedores no mundo, mostra que mais da metade dos empresários brasileiros precisaram de no máximo R$10 mil para abrir seus negócios. Esse dado mostra que ter sua própria empresa não é tão caro quanto se pensa.

A pesquisa mostra, no entanto, que a dificuldade de conseguir financiamento ainda é um impeditivo.Há poucas linhas de crédito para quem está começando um negócio. Poucos podem contar com os bancos na hora de abrir uma empresa. Dos que precisam pedir ajuda, 70,5% procuram alguém da família. Amigos ou vizinhos são a fonte complementar de recursos para outros 22,3%. O restante é financiado por investidores estranhos que têm uma boa ideia (3,8%), por colegas de trabalho (2,9%) ou por outros (0,6%).

Uma forma de viabilizar a abertura de empresas é o crowdfunding , que nada mais é do que o financiamento colaborativo. Atualmente, já existem na internet diversas plataformas que facilitam esse processo.Uma das mais conhecidas é o site Catarse. Lá, você cadastra seu projeto (eles só aceitam projetos, não é aberto para financiamento de empresas) e diz quanto precisa e em quanto tempo deseja arrecadar aquele dinheiro.

Cadastrado o projeto, é necessário fazer um vídeo e um texto explicativo da ideia para convencer as pessoas a doarem dinheiro para você. As doações podem ser feitas diretamente pelo site.

Para quem tem empresa e precisa de crédito, o Impulso é uma boa opção. Ele é voltado à concessão de microcrédito produtivo para ajudar pequenos negócios.

Além do Catarse e do Impulso, existem diversos outras plataformas de crowdfunding como o Benfeitoria, o Incentivador, o Morove.me, entre muitos outros. Um ponto importante a se destacar é que o crowdfunding é baseado na premissa de muitas pessoas doando pequenas quantias, ou seja, é junção de muitas que se prontificam a doar um pouco, mas que acabam ajudando muito!

Não compre, troque!

A possibilidade de interação trazida pela rede já modificou muito o mundo dos negócios. Plataformas digitais e redes sociais permitem que você encontre o que precisa em poucos minutos. Um modelo novo de negócios que vem emergindo nesse contexto é o consumo colaborativo, que é uma espécie de escambo online.

Muita gente tem livros, jogos de tabuleiro, cds, dvds, ferramentas, roupas entre outras coisas que não usa mais. A ideia do consumo colaborativo é possibilitar que você troque algo não é mais útil para você por outro produto que não serve mais para outra pessoa ou alugue algo que você usa pouco para outros que precisam, por exemplo uma furadeira.

Um exemplo prático e real. Eu tinha aqui um livro que já tinha lido e que só estava ocupando espaço em minha estante. Então, por meio do site de consumo colaborativo Descolaaí, eu troquei este livro por um outro que eu ainda não li com uma pessoa em São Paulo. Nesse processo, meu único gasto foi com os Correios e com uma taxa de administração de R$2 cobrada pelo site. Valor total da troca: R$ R$9. Preço médio que eu pagaria pelo livro novo em uma livraria: R$40. Economia: R$31 + espaço na estante.

O consumo colaborativo, no entanto, não se restringe a trocas permanentes. No filme, “O amor não tira férias” as duas protagonistas, uma americana e uma inglesa, trocam suas casas temporariamente durante as férias, por meio de um site. Assim, elas economizam o dinheiro das diárias e conhecem novos lugares.

Consumir colaborativamente também pode render dinheiro. Por exemplo, se você tem em casa uma escada, que só utiliza de vez em quando, você pode alugar para alguém que está precisando. Dessa forma, você terá o a escada quando precisar e poderá ganhar um dinheiro extra durante o restante do ano.

Que tal experimentar?

Quer saber mais sobre essa tendência? Assista a palestra de Rachel Botsman, autora do principal livro sobre consumo colaborativo: “O que é meu é seu”.

Achou essas informações interessantes? Então, compartilhe com os amigos!

Inovando na prática

Boa noite, pessoal. Essa semana, estou testando uma inovação aqui no blog: o videopost! Para conferir o resultado dessa experiência, basta dar play no vídeo abaixo!

PS.: Tá um pouco escuro, mas acho que a mensagem foi transmitida!

Abaixo a primeira parte da palestra de Luli Radfahrer:

Macapá é uma cidade para se conhecer a pé

Fortaleza de São José

Apesar do clima bastante impeditivo (35ºC + umidade acima dos 50%), não há como apreciar Macapá se não for caminhando. Pela belíssima orla, é possível admirar a grandeza do rio Amazonas e passar por monumentos históricos como a Fortaleza de São José, que demorou 18 anos para ser construída, e o famoso Marco Zero, que marca a linha imaginária que divide o mundo em dois hemisférios.

É andando a pé também que é possível ver as carências da cidade, como a falta de calçadas, o saneamento básico deficiente e o trânsito um tanto desordenado.

O Amapá é um estado com muitos recursos naturais e também um grande exportador de

Exportar recursos naturais pode ser uma doença para a economia local

recursos brutos. Esses dois fatores conjugados elevam o perigo do estado sofrer da chamada doença holandesa, quando o excesso de exportação de recursos naturais leva a desindustrialização do território.

É nesse sentido que eu considero que o Sebrae deve trabalhar o desenvolvimento territorial por aqui. É preciso fazer com que os recursos brutos sejam manufaturados dentro do estado, para que os produtos exportados possam ter mais valor agregado. Para que isso aconteça, é preciso renunciar ao trabalho aparentemente mais simples de extrativismo e  dos royalties das grandes empresas estrangeiras e incentivar o desenvolvimento da indústria local.

Interior me espera

Esta semana, visitarei os municípios de Pedra Branca do Amaparí e Serra do Navio. Estou ansioso para conhecer o trabalho desenvolvido pelo Sebrae-AP por lá, e ver como o Sebrae Nacional pode contribuir para a evolução do projeto!

Até a próxima, raro leitor!