Geolocalização – enchendo o território de informação

Uma das grandes febres nas mídias sociais  e na navegação via celular é geolocalização. Muitas empresas utilizam, por exemplo, o Foursquare para atrair clientes e divulgar a marca pelas redes via recomendações dos consumidores.

Contudo, essa tecnologia não ficou restrita somente ao uso comercial, algumas prefeituras e administrações estaduais têm utilizado a ferramenta para abrir espaço para que os cidadãos possam acrescentar informações sobre a cidade ou sobre o estado. A lógica é simples: quase todo mundo tem acesso a internet e às mídias sociais, a navegação por meio de celulares está crescendo continuamente, logo as administrações ao dar voz para o cidadão, agrega dados sobre a situação da região e pode utilizá-los para formular políticas públicas.

O melhor exemplo dessa estratégia é a prefeitura de Porto Alegre. A administração criou, em parceria coma universidade Unisinos, uma plataforma colaborativa chamada PortoAlegre.cc. O cidadão pode por meio do perfil no Twitter, no Facebook ou no Google criar uma causa.

Segundo o site, uma causa “é algo que pode ser feito para melhorar um lugar em Porto Alegre. Quer uma cidade mais segura? Mais tranquila? Quem sabe, mais sustentável? Você pode ter uma ideia de como colocar isso em prática. E já imaginou que pode haver outras pessoas interessadas em ajudar em levar isso adiante? Mas as causas não se resumem a demandas e anseios. Uma causa pode ser criada para celebrar um lugar. Cadastre no site aquela galeria de arte bacana do seu bairro, o point do skate e do chimarrão”.

É uma das formas mais interessantes de promoção de uma participação, fazendo com que os cidadãos se apropriem dos problemas da cidade, troquem informações e divulguem os principais pontos do município. Além disso, por meio dos conteúdos postados, a prefeitura pode oferecer dicas customizada, baseada na localização de cada morador. Outros municípios também estão adotando iniciativas parecidas como Vila Velha no Espírito Santo, que também elaborou uma ação no Foursquare para divulgação de conteúdos.

Assista abaixo um vídeo sobre as utilidades do Foursquare:

Leia mais artigos sobre tecnologia AQUI.

Não mate o mensageiro

Uma Lei Antipirataria, que está para ser votada pelo congresso americano, prevê a punição das plataformas que veicularem produtos piratas. Intitulada Stop Online Piracy Act – SOPA – (“Pare Com A Pirataria Online”), a norma colocou em lados opostos grandes detentores de direitos autorais, como Warner, Paramount, Universal e Disney, e as companhias mais relevantes da web, como Google, Amazon, Facebook, Yahoo e Twitter.

Na minha visão, as empresas produtoras de conteúdo estão agindo de forma cínica e, escondendo-se por traz da bandeira dos direitos autorais, tentam impor barreiras aos produtores independentes de informação, que são os que mais se beneficiam com as plataformas de compartilhamento de conteúdo. Empresas maiores e com orçamentos mais vultuosos podem investir em propaganda paga, já blogueiros, como este que vos fala, não tem essa possibilidade.

Outro ponto a ser debatido é o modelo de comercialização de conteúdos. A internet permitiu que as pessoas consumam cultura de forma online e a preços muito mais acessíveis. O Netflix, por exemplo, criou um novo modelo online de aluguel de filmes. Grandes operadoras de TV a Cabo copiaram o modelo, o chamado on demand. Ou seja, novos modelos de comercializar estão surgindo das redes e estão tornando as plataformas sociais mais lucrativas e aposentando formas mais tradicionais de venda (a indústria fonográfica que o diga!).

Isso não é culpa da pirataria, é culpa da inovação. Como pregava o pesquisador canadense Marshall McLuhan, “as conseqüências sociais e pessoais de qualquer meio constituem o resultado do novo estalão introduzido em nossas vidas”. O estudioso explicou de uma forma visionária o que está acontecendo neste momento com a indústria de produção de conteúdo. “Os meios tecnológicos são recursos materiais ou matérias-primas, a mesmo título que o carvão, o algodão e o petróleo. Todos concordam em que uma sociedade cuja economia depende de um ou dois produtos básicos (…) apresentará como resultado determinados e evidentes padrões sociais de organização”. Ou seja, novas tecnologias implicam novas formas de encarar a sociedade e o mercado. Esse processo deve ser incentivado e não censurado por leis feitas para um mundo que já deixou de existir!

Para ler o SOPA na íntegra (em inglês), clique aqui.

Interagir é obrigação

Eu comentei semana passada sobre a importância de saber andar pelo mundo virtual. Tentei mostrar a utilidade da internet para o mundo político, com o caso da reestruturação da Constituição da Islândia, que está sendo feita com a participação dos cidadãos pelo Facebook e pelo Twitter.

Estar na web e interagir com as pessoas, na minha visão, não é uma opção dos entes públicos, mas sim uma obrigação. É preciso reconhecer a internet como um espaço para prestação de serviços e aprofundamento da transparência.

Deve-se fazer uso de todas as funcionalidades permitidas para promover interação. Porém, temos visto iniciativas contrárias a essa premissa. Por exemplo, no blog do Planalto, o visitante não pode comentar as notícias. Dessa forma, ele deixa de ser um espaço de reflexão para tornar-se apenas um Diário Oficial mais descolado.

Além disso, é preciso utilizar as ferramentas de modo contínuo. Muitos políticos em época de eleição criam contas nas redes sociais para panfletar online. Porém, quando o certame acaba, o perfil nunca mais é atualizado. Se o candidato está ocupado demais para prestar informações por esse canal, o mais elegante é fechá-lo. A presidente Dilma, por exemplo, postou pela última vez no twitter em dezembro do ano passado.

Em comparação com Obama, ela está sete meses defasada. O presidente dos Estados Unidos, que virou referência em comunicação na internet, postou pela última vez ontem. A presidente está menos ativa até que outros presidentes menos “tecnológicos” como o da Venezuela, Hugo Chavez, que tuitou no último dia 6 e o presidente da Rússia, Andrei Medvedev, que postou há poucas horas.

Talvez seja por esse uso meio equivocado das potencialidades da internet que o ex-presidente Fernando Henrique (a moda do momento) defendeu, em artigo para a revista Interesse Nacional, que a oposição preparasse uma estratégia de comunicação nesse espaço para ganhar novos eleitores. Infelizmente, a observação de FHC ficou ofuscada pelo pedido infeliz (e um tanto preconceituoso) para que o PSDB esquecesse o “povão”.

Para não dizer que não falei das flores

Para não cair em uma crítica pura e simples, é importante ressaltar que há políticos tentando utilizar as mídias sociais para se comunicar e prestar contas com seus eleitores. Ainda está longe de ser um caso de sucesso, mas é um bom indício. Alguns exemplos são Marina Silva, Manuela D`Ávila e Cristovam Buarque. Além de interagir na conta do Twitter, os três tem bons sites e blogs.

Como eu disse em artigo anterior, quem não busca aprimorar a navegação na internet vira alvo de piratas.

Entre náufragos e piratas!

Se você não aprender a navegar, vai virar alvo de piratas

O mundo se digitalizou. Não é questão de negar culturas tradicionais, mas é preciso reconhecer que a internet se expandiu de tal forma, que é quase impossível pensar na evolução da humanidade sem essa ferramenta.

Alguns exemplos de como o mundo virtual vem se tornando cada vez mais real apareceram recentemente. A Islândia está reformulando sua Constituição utilizando o Facebook, o Twitter e o Youtube para permitir que todos os cidadãos possam opinar sobre as propostas. Além disso, todas as reuniões da assembléia constituinte estão sendo transmitidas ao vivo pela internet.

Outro  caso interessante vem da Ásia. O governo da Coréia do Sul decidiu substituir todos os livros didáticos por tablets. Com isso, além de tirar (literalmente) um peso das costas dos estudantes, os coreanos possibilitam que os alunos cresçam imersos nessa nova realidade e, dessa forma, pensem em novos modelos de negócios, baseados na economia criativa, tendo em vista que o país não conta com grandes riquezas naturais.

Para trazer a discussão um pouco mais próxima, posso citar os ataques que os sites do Governo brasileiro sofreram de crackers (hackers do mal) e o roubo dos e-mails da presidente Dilma na última semana. Pense bem, caro leitor, recentemente os órgãos do Poder Judiciário promoveram uma digitalização de quase todos os processos. Além disso, a Receita Federal passou a só aceitar declarações enviados pela internet. Seus dados bancários estão todos em bancos de dados virtuais entre outras coisas. A internet é um baú de tesouros e há muitos piratas a fim de enriquecer nesse mar virtual.

Então, assustado leitor, se você é daqueles que diz que a internet não é para você, que não se produz nada relevante na rede e que as pessoas “perdem” tempo preciso navegando por aqui, tome cuidado, pois você é um náufrago e não sabe!

Semana hipermidiática

A Universidade Corporativa tomou a decisão de inovar e realizar a Semana de Capacitação por várias mídias. Foi criado um hotsite do evento, uma página no Facebook, um perfil no Twitter e a hashtag #semanadecapacitação, além de disponibilização de material no blog da UC (http://ucsebrae.blogspot.com/) e de mensagens via SMS com provocações para instigar os colaboradores.

Como toda novidade, essa experiência multi-midiática apresenta algumas falhas, a linguagem das diversas mídias às vezes não casa e pode ocorrer um excesso de informações. Porém, ela tem um grande mérito. A partir do momento que o Sebrae passa a divulgar seu maior evento presencial pelas mídias sociais, ele está dando chancela para que esses meios sejam incorporados à rotina do Sistema.

Esse primeiro passo é um ponta pé para a disseminação de uma cultura colaborativa, que tem interfaces com a nova sede e suas paredes de vidro, com os blogs dos trainees, a campanha de clima organizacional, entre diversas outras iniciativas.
Essa postura coloca a instituição na vanguarda das empresas brasileiras e, se for mantida, tende a elevar a qualidade de trabalho no Sebrae substancialmente!

A cultura da transparência abriga desafios ainda maiores, porém mais recompesadores!

Abaixo interessantes reflexões sobre o nvoa cultura trazida pelas redes sociais ao meio corporativo: